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3 de jul. de 2015

TESTES BALÍSTICO CALIBRE.40, CALIBRE 38, CALIBRE 9MM, PODER DE PARADA, PT 100, PT 24/7, PT 24/7/2, TAURUS.

ARMAS E MUNIÇÕES 

O instrutor de tiro Sr Edubrunal responsável pela matéria que iremos ler e que ministra aula de tiro policial com pistolas no calibre 40 S&W, os alunos afirmam que preferem trabalhar com o calibre 9x19mm do que com o calibre .40. Pois ouviram dizer que o .40 não é capaz de transfixar a lataria de um veículo e o calibre 9 mm consegue isso com facilidade. Para essa afirmação eles estão pensando para o calibre .40 a munição da GOLD da CBC (EXPO) e para 9 mm a munição 9 mm Luger (EXPO), pois são as usadas em nossa corporação da policia.
Na realidade a grande maioria deles nunca sequer trabalhou com uma arma calibre 9 m, pois elas são restritas às unidades especializadas ou para os Oficiais da PM, além de ser um calibre de uso restrito das FFAA – Forças Armadas. Essa afirmação é apoiada em uma lenda que corre nas fileiras milicianas que o calibre .40 não é capaz de perfurar a lataria de um veículo.
De plano eu, Edubrunal  refuto essa afirmação enganada dando o meu relato pessoal e profissional, falando sobre as ocorrências policiais onde precisei disparar contra veículos, usando uma pistola IMBEL MD5 ou uma pistola TAURUS 640, ambas no calibre .40 e a lataria do carro foi perfurada, atingindo os ocupantes do carro, ou seja, o objetivo desejado foi conseguido.
Durante uma instrução de rotina aproveitou a turma de Cadetes para mostrar de maneira prática se realmente o calibre .40 S&W é capaz ou não de perfurar a estrutura de um carro. Para isso foram usadas várias armas e calibres diferentes, que serão mostrados um a um, disparos contra a porta de um Honda Civic a 10 metros de distância. Decidimos usar um carro atual, considerando que os veículos antigos possuem a lata mais grossa e também, pois o mais comum é encontrar veículos novos nas ruas.

Os disparos foram feitos pelos próprios alunos.

O primeiros disparo foi feito com uma PT 100 da TAURUS com a munição .40 Trainer que, segundo o fabricante é uma munição apropriada para treinamentos, pois é carregada com menos pólvora. Porém, se você passá-la pelo cronógrafo a diferença de velocidade entre ela e as outras munições .40 da CBC é muito pequena e você sente o recuo dela muito próximo ao recuo das munições com carga normal.
Durante o teste também ocorreu o mesmo. A munição Trainer se comportou de maneira muito semelhante as outras munições. Faz-se necessário lembrar que essa munição não é feita para o uso operacional das forças policiais, ela é usada apenas apenas para treinamentos.
 Pistola TAURUS PT 100
Perceba que houve a transfixação da porta 
Nesta etapa foi usado uma pistola TAURUS 24/7 G2, de 4 polegadas e ainda a munição Trainer .40. Também aconteceu a perfuração da porta.
Pistola Taurus 24/7G2
Neste processo usou-se uma pistola TAURUS 840, de 4 polegadas e munição Trainer . 40 e a transfixação da porta do carro aconteceu sem maiores problemas.
Pistola PT 840 TAURUS
 E agora usamos uma PT 640 COM 83 MM de cano e munição Trainer .40. Perceba que houve a perfuração da chapa de metal frontal e também da chapa interna.
 PT 540 TAURUS

Nesta parte usamos um revólver TAURUS de 3 polegadas e uma munição recarregada, ogival de chumbo, calibre .38.

Por ser uma munição e chumbo, com a ponta macia, não houve a transfixação da porta, apenas o amassamento.

Projétil deformado após o impacto com a porta. 
Ainda no revólver TAURUS de 3 polegadas, agora usamos uma munição .38 EXPO+P, padrão da Corporação e das empresas de segurança privada, calibre com boa transmissão de energia e considerável poder de incapacitação. Ele facilmente atravessou a lataria do veículo. 

Agora voltamos para a pistola 640, mas vamos usar desta vez munição .40 GOLD CBC. Essa é a munição que gera a insegurança na questão de transfixação de veículos. Os alunos pensam que pelo tamanho do buraco na ponta do projétil, ele não é capaz de atravessar a porta.
PT 640 TAURUS

 Veja que o disparo atravessou a primeira e a segunda chapa de metal da porta. Percebemos que ele perdeu um pouco a trajetória, desviando o projétil para a direita.
O próximo disparo foi realizado com uma PT 100 TAURUS, com munição calibre .40 Copper Bullet CBC. Esta munição é um bloco único de puro cobre com ponta oca (EXPO), e segundo o fabricante, ele pode ser disparado em alvos atrás de vidros e portas de madeira e materiais próximos dessa densidade que a sua trajetória não será desviada. Colocamos também uma garrafa com água atrás da porta do carro para testar se realmente a trajetória se mantém, como o fabricante afirma.
PT 100 TAURUS e munição Copper Bullet 
               Local onde os disparos serão executados.



            Percebemos que as duas chapas da porta foram atravessadas e a garrafa de água foi atingida e bem atingida. O buraco feito pela munição foi grande. Vê-se que a transmissão e energia para o objeto foi considerável.
            O teste apresentado foi feito para responder uma única pergunta, se o calibre .40 S&W é capaz de perfurar a estrutura metálica de um veículo. Vimos que apenas o calibre .38 ogival, ponta de chumbo não conseguir atravessar a porta. Os outros calibres conseguiram transfixar a porta e no caso do Cooper Bullet atingiu inclusive o alvo que estava atrás da porta.
            Temos que destacar que esse teste não é a verdade final no que diz respeito ao poder incapacitante do calibre .40 ou de sua capacidade de transfixar portas de veículo.
Tanto o PODER DE PARADA quanto a capacidade de atravessar objetos são ditos não por quesitos estanques e fechados. Inúmeras variantes devem ser consideradas quanto pensamos nisso. A mensuração desses conceitos não é uma conta exata e perfeita, o resultado de um disparo nunca será igual ao outro, mesmo que sejma feitos no mesmo alvo.

Matéria: Edubrunal publicado em: 28/12/2012




1 de abr. de 2011

COMO FUNCIONA OS REVÓLVERES ?

                                                        ARMAS E MUNIÇÕES

Introdução do revólver

Em 1830, quando tinha apenas 16 anos, Samuel Colt saiu de casa e arrumou um trabalho em um navio mercante com destino à Índia. Em seu tempo vago, ele divertia-se com desenhos de uma nova espécie de arma, uma que poderia disparar repetidamente sem precisar ser recarregada. Embora inúmeras armas de repetição já tivessem sido desenvolvidas, nenhuma delas havia se tornado popular com o público, geralmente porque eram complicadas demais e de difícil manejo.
Baseado em um cabrestante do navio, Colt desenvolveu um simples cilindro giratório para munição. Inicialmente, as pessoas não ficaram particularmente impressionadas com a nova arma; mas em torno de 1850, a companhia de Colt desfrutou um sucesso fenomenal. Em 1856, ele chegava a produzir 150 armas por dia, apenas para dar conta da crescente demanda.
Extremamente simples e de altíssima confiança, a arma teve um profundo efeito social nos Estados Unidos e, mais tarde, no resto do mundo. Armado com um revólver, qualquer um poderia matar outra pessoa em questão de segundos. Guerra, crime, aplicação da lei e até mesmo discussões cotidianas encontram um elemento novo e letal.
Nesta edição do blog Segurança Privada do Brasil , veremos o princípio básico de operação do revólver para entender por que ele permanece sendo a arma mais popular depois de mais de 150 anos no mercado. Veremos também os conceitos básicos por trás das armas de fogo e algumas armas importantes que precederam o revólver.

História das armas de fogo e seus princípios
Para entender como o revólver funciona é bom saber algo sobre armas de fogo em geral. Quase todas baseiam-se no mesmo conceito simples: aplica-se um explosivo sob pressão atrás de um projétil para lançá-lo através de um cano. A mais antiga e simples aplicação dessa idéia é o canhão.
O canhão é simplesmente um tubo de metal com uma extremidade fechada e outra aberta. A extremidade fechada tem um pequeno buraco fundido. Para carregar o canhão, você coloca a pólvora, uma mistura de carvão, enxofre e nitrato de potássio e, em seguida, uma bala de canhão. A pólvora e a bala de canhão entram na culatra, a parte posterior do calibre, o espaço aberto no canhão. Para preparar o tiro, você insere um pavio, um pedaço de material inflamável, através do furo, de modo que atinja a pólvora. Para disparar o canhão, você acende o pavio. A chama queima ao longo do pavio e finalmente atinge a pólvora.



Quando a pólvora inflama, queima rapidamente, produzindo bastante gás quente no processo. O gás quente aplica uma pressão muito maior no lado da pólvora da bala de canhão do que o ar atmosférico aplica no outro lado, o que expele a bala de canhão para fora da arma a uma grande velocidade.
As primeiras armas de mão eram essencialmente canhões em miniatura; carregava-se um pouco de pólvora, uma bala feita de aço e acendia-se um pavio. Essa tecnologia abriu caminho para as armas de ativação por gatilho, como a armas de pederneira e a cápsula explosiva.


Uma cápsula explosiva (à esquerda) e uma espingarda de pederneira (à direita), dois importantes passos para as armas de fogo modernas

A espingarda de pederneira queimava a pólvora produzindo uma minúscula fagulha, enquanto a cápsula explosiva usava o fulminato de mercúrio, um composto explosivo que poderia ser inflamado com um forte golpe. Para carregar a cápsula explosiva, vertia-se pólvora na culatra, empurrava-se uma bala e colocava-se a coifa de fulminato de mercúrio no topo de um bocal roscado. Para disparar a arma, você armava um martelo para trás e puxava o gatilho da arma. O gatilho liberava o martelo, que atingia com força a cápsula explosiva. A cápsula queimava, disparando uma pequena chama no tubo em direção à pólvora. A pólvora explodia, lançando a bala para fora do cano. Consulte Como funcionam as armas de pederneira para mais informações.
Ao longo do século 19, ou seja, nos anos de 1800, a cápsula explosiva lentamente deu lugar ao revólver, que tinha que ser recarregado somente a cada cinco ou seis disparos em vez de a cada disparo. Na seção a seguir, veremos como este sistema funciona, assista o video.




O revólver
Os primeiros revólveres usavam pólvora, balas e cápsulas como as antigas pistolas de cápsula explosiva. O atirador carregava cada uma das seis câmaras no cilindro com pólvora e um projétil e depois posicionava seis cápsulas explosivas nos bocais correspondentes. Embora o procedimento de carregamento fosse tedioso, um atirador poderia ter seis rodadas totalmente preparadas com antecipação.




Na década de 1870, esses modelos foram substituídos por revólveres que usavam cartuchos de bala, em vez de pólvora e cápsulas. Os cartuchos são uma combinação de projétil (a bala), propulsor (por exemplo, pólvora) e estopim (a cápsula explosiva), todos encerrados em uma cápsula metálica.


Em um revólver moderno, os cartuchos são carregados em seis câmaras, cada uma podendo ser posicionada na frente do cano da arma. Um martelo carregado por mola é posicionado no outro lado do cilindro, alinhado com o cano. A idéia é armar o martelo para trás, alinhar um novo cartucho entre o martelo e o cano e, em seguida, liberar o martelo puxando o gatilho. A mola lança o martelo para frente, atingindo assim, o estopim . O estopim explode, inflamando o propulsor que expele a bala para fora do cano.
O interior do cano é forrado com estrias espiraladas que giram a bala para dar estabilidade. Um cano longo proporciona estabilidade, visto que gira a bala por mais tempo. A extensão da bala aumenta também a velocidade da bala, pois a pressão do gás acelera a bala por um período de tempo maior.
Nos primeiros revólveres, o atirador tinha que puxar o martelo para trás antes de cada tiro, e então puxar o gatilho para liberá-lo. Nos revólveres modernos, um simples puxão no gatilho força o martelo para trás e o libera.
A seqüência de eventos em cada disparo é muito simples, veja abaixo.
•A alavanca do gatilho empurra o martelo para trás.
•Ao se mover para trás, o martelo comprime a mola na coronha - o cabo (o diagrama acima mostra uma mola enrolada; molas de tensão desenroladas também são usadas em revólveres).
•Ao mesmo tempo, uma lingüeta ligada ao gatilho impulsiona a catraca para girar o cilindro. Isso posiciona a próxima câmara da culatra na frente do cano da arma.




•Outra lingüeta aloja-se em uma pequena depressão no cilindro. Isso estaciona o cilindro em uma posição particular de modo que fique perfeitamente alinhado com o cano.
•Quando a alavanca do gatilho é pressionada totalmente para trás, libera então o martelo.
•A mola comprimida impulsiona o martelo para frente. O gatilho no martelo se estende através do corpo da arma atingindo o estopim. O estopim explode, inflamando o propulsor.




•O propulsor queima, liberando um enorme volume de gás. A pressão do gás impele a bala para fora do cano. A pressão do gás também provoca uma expansão no cartucho da bala, fechando temporariamente a culatra. Todo o gás em expansão empurra para a frente melhor do que para trás .
•Para recarregar a arma, o atirador move o cilindro e empurra a vara ejetora, colocando em funcionamento o extrator no meio do cilindro. O extrator prende a base do cartucho usado e o remove do cilindro.
•Para recarregar, o atirador pode colocar os cartuchos um a um nas câmaras ou carregar seis de uma só vez com um carregador rápido, basicamente, um pequeno cabo de metal com cartuchos fixados na posição correta.
Nos revólveres de dupla ação, o atirador pode também puxar o gatilho para armar e disparar ou empurrar o martelo para trás com antecipação. A vantagem de armar o martelo primeiro é que o gatilho se move mais facilmente quando é disparado.
Evidentemente, é mais fácil usar um revólver do que usar que uma espingarda de pederneira ou uma cápsula explosiva. O atirador pode carregar seis tiros de uma vez e necessita somente puxar o gatilho para disparar. Entretanto os revólveres parecem muito limitados em relação às novas tecnologias: o atirador deve puxar o gatilho para cada disparo e parar para recarregar com regularidade. Em um campo de batalha, o revólver não é páreo para as modernas armas automáticas.
A duração da popularidade dos revólveres se dá pela simplicidade de seu desenho. Tudo se encaixa tão bem, que é muito raro as armas emperrem. E visto que elas são feitas com um número relativamente pequeno de partes, torna-se relativamente barata a sua fabricação. Para defesa de propriedades e crimes é adequada e de preço acessível.
De só  uma olhada neste video e veja o que esse cara faz com um revólver na mão, são 8 tiros em 1 segundo, será que ele  precisa  pistola ?


Fonte: http://ciencia.hsw.uol.com.br/

13 de jan. de 2011

COMO FUNCIONA UM SPEEDLOADER, JET LOADER OU SPEED STRIP

ARMAS E MUNIÇÕES 
A speedloader é um dispositivo usado para o carregamento de uma arma de fogo ou arma de fogo revista com munição solto rapidamente. Geralmente, speedloaders são utilizadas para carregar todas as câmaras de um revólver, simultaneamente, embora speedloaders (de modelos diferentes) também são utilizadas para o carregamento de revistas fixas tubular de espingardas e rifles, ou (com outros projetos), o carregamento de caixa ou tambor revistas speedloaders. Revólver é utilizado para revólveres ter swing out - cilindros, cilindros ou quebra-top. Non-top-break revólveres cilindro com cilindros fixos devem ser descarregados e carregados de uma câmara de cada vez.

SPEEDLOADERS REVÓLVER
O speedloaders revólver tem um cilindro completo de cartuchos de uma forma segura, espaçadas em uma configuração circular de modo a permitir que os cartuchos a cair ao mesmo tempo dentro do cilindro com facilidade. Um mecanismo é provido que permite que os cartuchos para ser liberado do speedloader quando carregado, para que quando ele for removido, os cartuchos de permanecer no cilindro. O tipo mais comum de speedloader utiliza uma trava rotativa, um outro tipo de slides os cartuchos para fora uma parte aberta, e um terceiro tipo tem uma trava que libera quando pressionado speedloaders Revolver tornar o processo de recarga encontrada um revólver devidamente recarregamento muito mais rápido que uma rodada de cada vez. Swing - out e revólveres quebra superior são destinadas a ejetar os cartuchos com um só movimento, velocidade e carregadores permitir o carregamento, mas com um passo adicional única. Speedloaders também fornecem uma maneira conveniente de carregar munição para um revólver. Enquanto speedloaders não permitem revólveres para ser recarregado tão rápido como semi armas (pelo menos, não sem muito mais prática), que fazem diminuir a diferença de velocidade de recarga.
Antes da introdução de speedloaders de revólveres, de recarga de revólveres era tipicamente realizada por carregar manualmente cada cartucho em cada câmara de bolsas de despejo, malotes de cartuchos, e o titular outro cartucho.
Antes da introdução dos cartuchos, por volta de 1861-1873, boné preto pó mais velho e revólveres bola muitas vezes foram usados com múltiplos cilindros substituíveis funcionando como speedloaders. Como o processo de recarga de uma bola e revólver PAC foi bastante demorado e em tempo consumir, levando-carregado com cilindros já fulminantes colocados nos mamilos cilindro era uma economia considerável de tempo para a recarga de um revólver. Esta prática era feito principalmente em revólveres Remington , como garrafas eram facilmente removíveis e foram realizadas por um pino do cilindro, ao contrário dos primeiros revólveres Colt, que foram mantidos juntos por uma cunha que atravessou o pino do cilindro. Isso pode ser apenas uma reenactor  prática, não um histórico. Não há registros de vendas de "garrafas sobresselentes" nos registros da Colt ou Remington. 

TIRAS  VELOCIDADE
Outra variação do speedloader para revólveres é o Speed Strip introduzidas pela Bianchi Internacional.Pretendido como uma alternativa aos círculos soltos em um bolso ou bolsa de despejo, que detém seis cartuchos de uma re-utilizáveis Neoprene tira de plástico. A faixa funciona colocando os dois cartuchos de uma ou em um momento em suas respectivas câmaras, e "quebrar" as rodadas fora da faixa para a câmara.

Ver abaixo o vídeo de como funciona um jet loader.

16 de dez. de 2010

COMO FUNCIONA AS ESPINGARDAS ?


ARMAS E MUNIÇÕES
Introdução
As primeiras espingardas surgiram no início de 1600. As de dois canos apareceram em 1873. Já a primeira espingarda moderna de repetição, desprovida de martelo, foi fabricada em 1904. No início do século, eram bastante populares. Muitas pessoas gostavam tanto das suas espingardas que as levaram consigo para a Primeira Guerra Mundial ao invés dos rifles, atribuindo-lhes o apelido de “trench guns", em português (armas de trincheira). Desde então, elas fazem parte do arsenal militar e também do dia-a-dia de muitos civis.
Por que uma espingarda ao invés de um rifle? Bem, para cumprir sua tarefa, um projétil deve:
  1. entrar em contato com o alvo
  2. atingi-lo em um ponto preciso
Com projéteis potencialmente mortais, que atingem uma área maior, uma espingarda pode ser comparada a uma lata de tinta spray, enquanto um rifle seria como uma caneta com ponta de feltro. Desde que o alvo esteja a uma boa distância, uma espingarda proporcionará melhores chances de atingir o objetivo com um só disparo.







Imagem cedida por Shotgun World
Winchester Super X2 de calibre 12
A espingarda é como se fosse um canivete suíço. Um instrumento indispensável em uma fazenda, em combates e para a caça. Elas são úteis tanto em situações que não são letais (como por exemplo, espantar pragas ou abrir portas trancadas durante operações policiais ou militares), como também para grandes torneios de caça e serviços de segurança privada. Saiba como funcionam as espingardas, quais os diferentes modelos e o tipo de munição própria para elas.

Qual a diferença entre uma espingarda e um rifle?

As pistolas e rifles possuem canos raiados, o que significa que existem estrias longitudinais no interior do cano. As estrias fazem com que uma bala gire, assim, ela sairá mais reta e com uma velocidade maior.




A maior parte das pistolas não é raiada por dentro. Com uma munição padrão como chumbo ou aço, um cano estriado irá fazer com que as partículas do disparo se juntem em um feixe apertado, diferentemente de uma espingarda.
Para que os atiradores possam controlar com precisão a propagação e o ponto de impacto de seus tiros, existem os silenciadores. Tubos que usam um cone ou uma estrutura áspera para aguçar o ângulo no qual a munição sai do cano e a distância que percorre. Alguns deles são raiados e outros não. Outros ainda são ajustáveis durante o trajeto, significando que você pode mudar o efeito sem remover o silenciador.




Os fabricantes de silenciadores expressão os resultados esperados, listando o volume que o mesmo constringe no cano e a porcentagem do disparo que irá atingir a área do alvo a 37 ou, em alguns casos, 23 metros. No geral, quanto mais o cano é constringido, maior é a porcentagem do impacto que atinge o alvo a 37 metros. Mas tudo isso é relativo ao tamanho e ao tipo de disparo. Por esse motivo e por todas as variáveis envolvidas (condições do tempo, do vento, cano único, etc.), não é fácil dizer com precisão como um determinado silenciador afetará o formato do disparo, e a maioria dos atiradores precisa aprender através da prática e dos próprios erros.



Abafamento extremo: a sawed-off

Você já deve ter ouvido sobre as espingardas "sawed-off", ou "sawn-off", em inglês britânico. Essas são armas cujos canos foram encurtados com a ajuda de uma serra ou ferramenta similar em 46 cm (18 polegadas). Geralmente há duas razões para que as pessoas façam esse tipo de arma: escondê-la e aumentar a expanção do disparo.
Sendo elas bem mais curtas, são fáceis de serem escondidas sob um sobretudo ou no longo cano de uma bota. Ao encurtar o cano, também se reduz o recuo da espingarda, o que torna possível manejá-la com apenas uma mão.
Como a munição percorre uma distância bem mais curta antes de se dispersar, o padrão de tiro de um cano serrado é bem mais expandido. Isso favorece ao atirador uma oportunidade bem maior de atingir o alvo mesmo que este esteja a uma grande distância.
As sawed-off não estão fora da legalidade se devidamente licenciadas. Elas requerem um registro especial.


Tipos de munição

Os cartuchos que contém projéteis são o tipo mais comum de munição de espingarda. Os projéteis são pequenas esferas feitas de vários metais que incluem chumbo, aço, bismuto, estanho e zinco.




Cada um dos metais se comporta de uma forma diferente. O chumbo possui algumas propriedades que o tornam um dos materiais mais eficazes para os torneios de tiro ao alvo. É relativamente pesado e, portanto, guarda bem a sua força explosiva. Também é de certa forma macio, mas se modifica quando sai do cano. Isto faz com que o padrão de tiro seja mais expandido do que no uso de outros materiais, mesmo assim desencadeia uma grande quantidade de energia. Há certa evidência de que, devido aos projéteis de aço não deformarem, eles conservam o formato arredondado durante o seu percurso, eles ferem animais sem matá-los com mais freqüência do que o chumbo.
Até o início dos anos 90, a maior parte dos projéteis era de chumbo. Os ambientalistas, ao estudarem seu efeito na ecosfera descobriram que os restos dos projéteis de chumbo deixados nos rios e florestas tinham provocado efeitos prejudiciais na vida selvagem e colocado em risco de contaminação a água potável. Os projéteis de chumbo foram banidos da caça às aves aquáticas nos Estados Unidos, desde 1992, e vários tipos de aço e liga metálica passaram a ser usados em seu lugar.
A regra do polegar para o tamanho do projétil é quanto maior o número, menor é o diâmetro. Existe um consistente padrão nos Estados Unidos, mas no âmbito mundial os números não correspondem a qualquer medição específica da tabela. No Chuck Hawks´Shot Pellet Information and Recommendations (em inglês), quadro de informações para munição, você encontrará um guia para os vários tamanhos nos Estados Unidos e para que são destinados. Na caça, uma munição menor é usada para um torneio de porte menor e a maior para um torneio maior. Munição do tipo buckshot é um projétil de calibre grande que ganhou este nome por ser usado para caçar veados. Como materiais diferentes têm pesos e características diferentes, o tamanho do projétil por si mesmo não diz muito. Por exemplo, se você está atirando com aço, deverá usar um projétil maior do que quando estiver usando chumbo em sua caçada.

Tipos de munição: balas

Balas são pedaços moldados de metal, nylon ou plástico. Na verdade, elas fazem de uma espingarda uma espécie de rifle. As balas são atiradas individualmente ao invés de feixes como os pequenos projéteis esféricos. Elas podem se apresentar em diferentes variedades de formato, mas frequentemente elas são ogivais. Elas podem ser sólidas ou preenchidas com substâncias, como explosivos ou pó incendiário.
As balas das espingardas podem ser estriadas, assim espera-se que se façam mais ágeis no ar e assim aprimorem sua extensão de vôo e precisão.
Uma razão que faz os caçadores usarem as balas se deve ao fato deles caçarem em estados americanos que baniram o uso de rifles e/ou munição buckshot. A combinação espingarda/bala oferece uma alternativa legalizada, talvez de faixa menor. Existem pelo menos vinte estados americanos que impõem restrições dessa natureza.





Imagem cedida por DVI
Espingarda de combate Mossberg M590/590A1 (centro)
Balas antidistúrbio também são usadas no controle de multidões  (em inglês). Quando deflagradas corretamente, elas podem agir como um forte dissuasor nessas circunstâncias. Elas também são usadas na organização de competições de tiro.
Tipos de munição: sabots
Um "sabot" é um cartucho de 2 estágios, especialmente moldado. Ele tem um invólucro externo que ajuda a percorrer distâncias maiores e tem uma bala interna ou "playload". O invólucro é desenhado para cair fora no vôo depois de alcançar certa distância. Diversas entidades ligadas à caça sugerem que a munição "sabot" é eficaz somente em longas distâncias quando atiradas por cano estriado. Para um caçador de espingarda isto significa acrescentar um silenciador estriado.



Esse projétil pode também descrever uma trajetória em forma de flecha de material que se adequa numa cápsula padrão. Uma sabot ogival é o dardo. Um dardo contém centenas de pequenas partes semelhantes a agulhas ou navalhas designadas a penetrar na couraça e infligir feridas dolorosas. Elas foram banidas pela Convenção de Genebra, mas ainda as vemos de tempos em tempos em combates e contra-terrorismo.



Munições

  • Descarga de rompimento - espingardas são usadas pelos militares para “destravar” portas quando as tropas não sabem o que está do outro lado. Como a munição tradicional tende a ricochetear e pode machucar o atirador ou mais alguém, os “rompimentos” são usados freqüentemente. Estas cápsulas contêm um pó metálico que se espalha sob contato.




  • “Bean bags” ou “sacos de feijão” - são usados como munição de espingardas em situações de controle das multidões, pois na maior parte das vezes espantam a vítima, mas não infligem danos prolongados.
  • granadas de gás CS - espingardas de combate que podem ser usadas para espalhar gás lacrimogêneo e produtos químicos similares.
  • Sal-gema - o sal-gema é uma munição de defesa do tipo caseiro porque, segundo falam, causa fortes dores, mas sem provocar danos permanentes. 
As pessoas colocam qualquer coisa dentro de uma espingarda e chamam isso de munição. Para se ter uma idéia de alguma dessas munições malucas produzidas comercialmente, confira em Everything2.com: “exotic shotgun Ammo” (em inglês). 

Espingardas automáticas 
Aplicação militar, incluindo a USAS-12 (em inglês) e a Franchi SPAS-15 (em inglês). Estas são armas de disparo rápido e de alto-impacto permitindo ao usuário disparar até quatro tiros por segundo com um único acionamento do gatilho. A USAS-12 usa um tambor e a SPAS-15 um carregador.



Ainda mais potente é a arma Pancor Jackhammer, atualmente há só um protótipo. É uma espingarda automática com tambor de carregamento feita de plástico. A Jackhammer é uma arma muito leve e possui um recuo extraordinariamente baixo. A maior parte da energia do recuo é captada e usada no carregamento e disparo da próxima descarga. Esta arma possui uma interessante característica que é a possibilidade de se retirar o tambor, conectar um detonador e usá-la como uma mina antipessoal que atira todos os cartuchos de uma vez só quando disparada.
Veja abaixo o poder de tiro de uma calibre 12 automática.

Fonte: http://ciencia.hsw.uol.com.br/espingarda
Publicado: http://segurancaprivadadobrasil.blogspot.com

15 de jun. de 2010

TIPOS DE PÓLVORA E SUA HISTÓRIA

ARMAS E MUNIÇÕES
Pólvora é uma substância que queima com rapidez, usada como propelente em armas de fogo.
Tipos de pólvora Existem dois tipos de pólvora: pólvora negra e pólvora "sem fumo" (o termo não é estrito, pois deveria ser "com pouco fumo"). Quase todas as armas de fogo modernas usam pólvora "sem fumo". Enquanto a pólvora negra é classificada como explosivo, a moderna pólvora "sem fumo" meramente queima rapidamente como descrito a seguir. A pólvora queima produzindo uma onda de deflagração subsônica ao contrário dos altos explosivos que geram uma onda de detonação supersônica. Isto reduz o pico de pressão na arma, mas também a torna menos capacitada de destruir rochas ou fortificações.
Pólvora "sem fumo" Pólvora "sem fumo" consiste, quase que somente, de pura nitrocelulose (pólvoras de base simples), frequentemente combinada com até 50% de nitroglicerina (pólvoras de base dupla), e algumas vezes com nitroguanidina (pólvoras de base tripla) embebida em pequenas pelotas esféricas ou lâminas e cilindros extrudados usando éter como solvente. Pólvora "sem fumo" queima somente na superfície dos grãos. Grãos maiores queimam mais vagarosamente, e a taxa de queima é controlada, além disso por uma camada superficial de detenção de chama. A intenção é regular a taxa de queima de modo a que uma pressão relativamente constante seja exercida para propelir o projétil ao longo de todo o seu percurso dentro do cano da arma para se obter a maior velocidade possível. Pólvora para canhões possui os maiores grãos, cilíndricos com até o tamanho de um polegar e com sete perfurações (uma central e as outras seis formando um círculo na metade do caminho entre o centro e a face externa). As perfurações estabilizam a taxa de queima porque, enquanto o exterior se queima em sentido do interior ocorre o inverso dos furos para fora. Pólvoras de queima rápida para armas de fogo são feitas por formas extrudadas com maior área superficial como lâminas ou então por achatamento dos grãos esféricos. A secagem é realizada à vácuo. Os solventes são então recondensados e reciclados. Os grãos são também revestidos com grafite para prevenir faíscas provenientes de eletricidade estática causarem ignições indesejadas, além de reduzir ou acabar com a tendência dos grãos em se aglutinarem, o que torna o manuseio e carregamento mais fácil.
Pólvora negra A pólvora negra é composta de ingredientes granulares: Enxofre (S), Carvão vegetal (provê o Carbono) e nitrato de potássio (Salitre - KNO3, que provê o Oxigênio) A proporção ótima para a pólvora é: salitre 74,64%, enxofre 11,64% e carvão vegetal 13,51%. A proporção básica de seus elementos constituintes é: 2 partes de Enxofre : 3 partes de Carvão mineral : 15 partes de Salitre Um mito urbano comumente associado a pólvora negra é de que o carvão mineral (ou então grafite) sejam preferidos com relação ao vegetal, por conterem mais carbono. Isso é a mais falsa lenda. A queima de polvoras usando esses materiais vai ser, medíocre, se muito (considerando que acenda). A razão para essa lenda, talvez venha do fato da estequiometria da pólvora ser um bocado confusa.. O carbono da reação escrita lembra 'carbono puro' que é grafite ou carvão, mas não é isso na realidade: o que causa a rápida reação são os chamados "materiais voláteis" presentes no carvão que além disso deve ser pouco denso; por isso é de origem vegetal e preparado com o maior cuidado de madeiras escolhidas a dedo (a mais famosa é o carvão do salgueiro, mas outros tipos de madeira pouco densas são usados também). A carbonização da madeira também é uma arte em si ; o processo de carbonização, se falho, levará a polvoras bem inferiores. Esse processo é feito simplesmente usando a madeira na forma de pequenos pedaços dentro de um recipiente metálico com um pequeno furo. O recipiente é aquecido POR FORA. Isso faz a água evaporar da madeira e escapar na forma de vapor pelo pequeno orifício ; depois que a água vai embora, os materiais celulósicos e ligninicos da madeira começam a se modificar, e a serem parcialmente carbonizados; após certo tempo, se extingue o fogo e deixa o carvão formado esfriar lentamente e sem abrir o recipiente (caso contrario o oxigênio atmosferico reagiria com o carvão quente formado, fazendo-o ignitar). Ainda sobre a reação da polvora negra, podemos dizer que existem várias reações que supostamente ocorrem na mistura e ao mesmo tempo. a mais simples, talvez, é : 2KNO3 + S + 3C ---> K2S + N2 + 3CO2 Mas na literatura existem várias outras, como por exemplo : 4KNO3 + S2 + 6C ---> 2K2S + 2N2 + 6CO2 16KNO3 + 6S + 13C ---> 5K2SO4 + 2K2CO3 + K2S + 8N2 + 11CO2 2KNO3 + S + 3C ---> K2S + 3 CO2 + N2 2KNO3 + S + 3C ---> K2CO3 + CO2 + CO + N2 + S 2KNO3 + S + 3C ---> K2CO3 + 1.5 CO2 + 0.5 C + S + N2 l0KNO3 + 3S + 8C ---> 2K2CO3 + 3K2SO4 + 6CO2 + 5N2 Etc. A graduação de tamanhos dos grãos de pólvora negra vão do áspero Fg, usado em rifles de grande calibre e pequenos canhões, passando pelo FFg (médios e pequenos calibres de rifles), FFFg (pistolas) e FFFFg (pistolas curtas e garruchas de pederneira). Apesar de a pólvora negra não ser realmente um alto explosivo, geralmente o é classificado pelas autoridades em virtude de sua fácil obtenção.
História A pólvora foi descoberta na China, durante a dinastia Han. A descoberta foi feita por acidente por alquimistas que procuravam pelo elixir da longa vida, e as primeiras referências à pólvora aparecem como avisos em textos de alquimia para não se misturarem certos materiais uns com os outros Por volta do século X a pólvora começou a ser usada com propósitos militares na China na forma de foguetes e bombas explosivas lançadas de catapultas. A primeira referência a um canhão surge em 1126 quando foram utilizados tubos feitos de bambu para se lançarem mísseis contra o inimigo. Eventualmente os tubos de bambu foram substituídos por tubos de metal, e o mais antigo canhão na China data de 1290. Da China, o uso militar da pólvora parece ter se espalhado para o Japão e a Europa. Foi usada pelos mongóis contra os Húngaros em 1241 e foi mencionada por Roger Bacon em 1248, no entanto há quem atribua também ao monge franciscano alemão Berthold Schwarz a sua redescoberta. Por volta de meados do século XIV, os primeiros canhões são mencionados extensivamente tanto na Europa quanto na China. O salitre necessário na obtenção da pólvora negra era conseguido a partir do "cozimento" de fezes de animais. A pólvora foi usada pela primeira vez para lançar projéteis de uma arma portátil de tamanho semelhante ao dos rifles atuais na Arábia, por volta de 1304 Na China assim como na Europa, o uso da pólvora em canhões e armas de fogo foi atrasado pela dificuldade em se obter tubos de metal suficientemente resistentes que pudessem conter a explosão. Este problema pode ter criado o falso mito de que os chineses usaram a descoberta somente para a manufatura de fogos de artifício. De fato, a pólvora utilizada para propelir projéteis de canhão e foguetes foi utilizada extensivamente na conquista da Mongólia no Século XIII e um aspecto da Guerra do Leste Asiático depois disso. As muralhas da cidade de Beijing (Pequim), por exemplo, foram especificamente projetadas para suportar um ataque de artilharia e a Dinastia Ming mudou a capital de Nanjing para Beijing especialmente por causa das colinas em volta de Nanjing, que eram bons locais para os invasores disporem sua artilharia. Do século XV até o Século XVII se viu um desenvolvimento generalizado na tecnologia da pólvora tanto na Europa quanto no extremo Oriente. Avanços na metalurgia conduziram ao desenvolvimento de armas leves e os mosquetes. A tecnologia de artilharia na Europa gradualmente ultrapassou a da China e essas melhorias tecnológicas foram tranferidas de volta à China pelas missões jesuítas que foram postas a prova pela manufatura de canhões pelo último imperador Ming e o primeiro Qing. Em 1886, Paul Vieille inventou na França a pólvora "sem fumo" chamada de Poudre B. Feita de nitrocelulose gelatinosa misturada com éter e álcool, ela era passada através de rolos para formar finas folhas que eram cortadas com uma guilhotina para formar grãos de tamanhos desejados. A pólvora de Vielle foi usada pelo rifle Lebel e foi adotada pelo Exército Francês no final dos anos 1880. O exército francês foi o primeiro a usar a Poudre B mas não foi muito depois que outros países europeus seguiram seu exemplo. A pólvora de Vieille revolucionou a eficiência das armas curtas e dos rifles. Primeiramente porque não havia, praticamente, a formação de fumo quando a arma era disparada e depois porque era muito mais poderosa do que a pólvora negra dando uma precisão de quase 1.000 metros aos rifles. Em 1887 Alfred Nobel também desenvolveu a pólvora "sem fumo". Ela se tornou conhecida como cordita ou cordite, uma pólvora mais fácil de carregar e mais poderosa do que a Poudre B. A pólvora "sem fumo" possibilitou o desenvolvimento das modernas armas semi-automáticas e das armas automáticas. A queima da pólvora negra deixa uma fina camada de resíduo que apresenta propriedades higroscópicas e corrosivas. O resíduo da pólvora "sem fumo" não exibe nenhuma dessas propriedades. Isto torna possível uma arma de carregamento automático com diversas partes móveis, que sofreriam de emperramento se utilizassem pólvora negra.
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Fonte: www. wikipedia.org
Publicado: http://segurancaprivadadobrasil.blogspot.com

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