"NÓS PROFISSIONAIS DE SEGURANÇA, NÃO QUEREMOS SER QUALIFICADOS E SIM OS MELHORES"

SUA PROTEÇÃO É A NOSSA PROFISSÃO

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28 de set. de 2016

SEGURANÇA CRESCE COMO PRIORIDADE PARA INVESTIMENTOS EM TECNOLOGIA NOS AEROPORTOS DO MUNDO




INFORMAÇÃO 

Os aeroportos estão colocando como grande prioridade o investimento em TI para segurança dos passageiros e do aeroporto, com 50% de classificação como alta prioridade, acima dos 37% no ano passado. De acordo com a pesquisa Airport IT Trends Survey 2016, o extenso estudo anual das tendências de TI dentro da indústria aeroportuária mundial co-patrocinado pela SITA e pelo Conselho Internacional de Aeroportos (Airports Council International, ACI), em associação com a Airline Business.
Para muitos aeroportos, o foco de investimento se deslocou para a segurança, na sequência das tensões regionais elevadas, algumas das quais visam diretamente o voo. Enquanto o investimento em tecnologia de processamento de passageiros ainda é a prioridade número um para os aeroportos, que caiu de 73% em 2015 para 59% este ano, a segurança aumenta em prioridade.

A pesquisa mostra que o autosserviço e o ceular dominam a paisagem do aeroporto. Este ano, pela primeira vez, a pesquisa da SITA indica que a maioria dos aeroportos em todo o mundo fornecem autoatendimento no check-in para passageiros e malas. Olhando para o futuro do autoatendimento, vai continuar a dominar com dois terços dos aeroportos planejando grandes investimentos em TI nesta área. A influência crescente do celular também é evidente, com quase todos os aeroportos em todo o mundo (90%) criando um grande programa ou um projeto relacionado aos serviços móveis e 74% experimentando ou pilotando tecnologia baseada em localização do contexto nos próximos cinco anos.

Matthys Serfontein, vice-presidente de Soluções de Aeroportos da SITA, diz: "As tendências da tecnologia nos aeroportos refletem o mundo em mudança. Os investimentos para apoiar passageiros e segurança do aeroporto estão em alta, enquanto as crescentes exigências do viajante conectado para self-service e serviços móveis também estão sendo atendidas.

Este ano, vamos ver uma mudança em que os aeroportos também estão olhando para a tecnologia para gerar receita não aeronáutica. Em 2019, 84% esperam ganhar dinheiro, permitindo a aquisição de serviços aeroportuários através do seu aplicativo móvel. E há também uma tendência clara de prestação de serviços públicos híbridos de wi-fi, que combinam a conveniência de limitar acesso wi-fi com ofertas comerciais. Ao longo dos próximos três anos, a proporção de aeroportos planejando oferecer acesso irrestrito wi-fi vai cair de 74% para 54%. Esta mudança é impulsionada principalmente pelos aeroportos na América do Norte e no Oriente Médio ".
Uso do quiosques de serviços para gerar receita, além do check-in e coleta de bagagem, também aparecerá nos aeroportos do mundo. Hoje, um número muito pequeno de aeroportos tem quiosques que possibilitam ao passageiro fazer download de conteúdo digital, como os últimos filmes, antes de embarcar no voo, mas em 2019, 30% planejam fazer. Nesse mesmo momento, 42% também esperam ter quiosques que permitem transações de vendas.

A pesquisa da SITA tem um olhar a mais na transformação digital do aeroporto para explorar áreas como wearables, biometria, robótica e serviços sensíveis ao contexto e como aeroportos pretendem usar estas tecnologias inovadoras ao longo dos próximos cinco a dez anos. À luz do aumento do foco na segurança, não é surpreendente que seja alto o interesse em tecnologia biométrica, que suporta o processamento rápido e seguro de passageiros. Mais de um terço dos aeroportos vai investir em projetos de token biométricos de viagens individuais, nos próximos cinco anos, saltando para a maioria (52%) dentro de uma década.

Estes resultados são da 13a Annual SITA Airport IT Trends e refletem os pontos de vista mais de 225 aeroportos, que, juntos, gerenciam 36% do tráfego global ou 2,3 bilhões de passageiros. Este ano, 50% dos entrevistados estavam em aeroportos presentes na lista de TOP 100 em termos de receita.
Mais detalhes sobre a pesquisa estão disponíveis aqui e todas as sondagens da indústria realizadas pela SITA podem ser acessadas no www.sita.aero/resources/type/surveys-reports

Sobre a SITA

A SITA é uma provedora de comunicação e soluções de TI que transformam as viagens aéreas por meio da tecnologia para as companhias aéreas, aeroportos e aviões. O portfólio da empresa abrange desde comunicações globais, serviços de infraestrutura para eAircraft, gestão de passageiros, bagagem, self-service, aeroporto e soluções de gestão de fronteiras. Formada por mais de 400 membros da indústria de transporte aéreo, a SITA tem uma compreensão única das suas necessidades e coloca uma forte ênfase na inovação tecnológica.

Quase todas as companhias aéreas e aeroportos em todo o mundo fazem negócios com a SITA e suas soluções de gerenciamento de fronteira são usadas por mais de 30 governos. Com presença em mais de 1.000 aeroportos em todo o mundo e uma equipe de 2000 pessoas, a SITA oferece um serviço inigualável para mais de 2.800 clientes em mais de 200 países.

Em 2015, a SITA teve receita consolidada de US $ 1,7 bilhão. As subsidiárias da SITA e joint ventures incluem SITAONAIR, CHAMP Cargosystems e Aviareto.
Para mais informações, vá para www.sita.aero

Fonte de pesquisa: http://www.segs.com.br/veiculos/34857-seguranca-cresce-como-prioridade-para-investimentos-em-tecnologia-nos-aeroportos-do-mundo.html?utm_source=ALLINMAIL&utm_medium=email&utm_content=139224840&utm_campaign=Newsletter_-_6&utm_term=__.qbv.nm.lsl.w.ytd.g.qvx.gbl12bs.v.x.yw5i.yh.j.hdn.v2cj.v.gd

27 de jun. de 2016

LIVRO - PROJETO DE SEGURANÇA GESTÃO, ELABORAÇÃO E EXECUÇÃO

INFORMAÇÃO 


SINOPSE

Este livro aborda de forma didática todas as ferramentas para a elaboração de um projeto de segurança. É uma obra fundamental para os gestores de segurança privada e pública que queiram elaborar projetos de segurança de qualidade.


DETALHES DA OBRA

Autor: Luiz Fernando de Lima Paulo
Editora: Habemus Livros
ISBN: 9788569236030
Código de barras: 9788569236030
Idioma: Português

Formato: livro impresso (14x21)


DESCONTO NA COMPRA DO LIVRO

Os interessados que enviar um e-mail para contato@ibragesp.com.br e falar que viu o anúncio no  blog SEGURANÇA PRIVADA DO BRASIL terá um desconto de  R$ 39,90 pagará apenas R$ 36,00.

18 de out. de 2011

VEJA COMO É UMA ELEIÇÃO E NOTE QUE SEU VOTO É IMPORTANTE E FAZ A DIFERENÇA !

INFORMAÇÃO


Eleição é todo processo pelo qual um grupo designa um de seus integrantes para ocupar um cargo por meio de votação. Na democracia representativa, é o processo que consiste na escolha de determinados indivíduos para exercerem o poder soberano, concedido pelo povo através do voto, devendo estes, assim, exercerem o papel de representantes da nação. A eleição pode se processar com o voto de toda a comunidade ou de apenas uma parcela da comunidade, os chamados eleitores.



Formas de eleição


O processo eleitoral pode ser basicamente dividido em dois modelos:


Eleição direta
É aquela em que os candidatos a exercer mandatos políticos são eleitos diretamente pelo povo. Este é o modelo utilizado na  democracia representativa.
Eleição Indireta
É aquela em que os candidatos a exercer mandatos políticos não são eleitos diretamente pelo povo, mas por um colégio eleitoral, composto por delegados escolhidos pelo povo, para que, em nome deste, elejam seus governantes.


No Brasil

No Brasil,  apenas os nacionais e os brasileiros naturalizados podem participar das eleições que são obrigatórias para os maiores de 18 anos e menores de 70 anos. Podem, facultativamente, exercer o direito de voto os analfabetos,  os maiores de 16 anos e menores de 18 anos e os maiores de 70 anos. Pode haver segundo turno se a porcentagem do 1º colocado for menor de 50. Nas eleições municipais, não haverá segundo turno se a cidade tiver menos de 200 mil habitantes.
Nas eleições para Presidente e Vice-presidente da República, Governadores e Vice-governadores, Prefeitos/Presidente da Câmara Municipal e Vice-prefeitos/Vice-presidente da Câmara Municipal e Senadores, o sistema de votação é o maioritário/majoritário, enquanto para Deputados Federais, Distritais, Estaduais , é o proporcional.


As eleições estão chegando e nós teremos que ir as urnas votar nos nossos representantes e afinal de contas pessoas que estão ao lado do trabalhador e cidadão, buscando o verdadeiro valor do bem estar que temos pela Constituição em saúde, segurança, ensino pedagógico e bem estar, mas para isso temos que entender que temos pessoas contra a nossa categoria e nosso bem estar por isso lembre-se daqueles que são contra os trabalhadores, aproveitando a oportunidade após esclarecimentos de como como é uma eleição mostraremos no vídeo abaixo uma parlamentar do estado do Rio de Janeiro Dep.Estadual Cidinha de Campos  PDT / RJ e-mail pessoal: cidinhacampos@alerj.rj.gov.br que constrange todo plenário falando a verdade de alguns parlamentares que enganam o povo e são hipócritas querendo assumir cargos públicos,confira o vídeo da parlamentar, precisamos de parlamentares assim que fale a verdade e mostre ao povo quem realmente está na poder, o blog SEGURANÇA PRIVADA DO BRASIL  PARABENIZA ESTÁ PARLAMENTAR  E APOIA SUA REELEIÇÃO.



13 de set. de 2011

AMBIENTE DE TRABALHO COM QUALIDADE FAZ TODA A DIFERENÇA

                                                                   INFORMAÇÃO


Quando o assunto é ergonomia, o que de imediato vem à mente são as rotinas de trabalho estressantes que exigem correção de postura e do modo como o computador é utilizado. Porém, essa palavra significa muito mais do que isso.
Em sua raiz, ergonomia significa normas do trabalho. Em 2000, a Associação Internacional de Ergonomia (IEA) adotou uma definição oficial para o termo conceituando-o, de forma resumida, como uma disciplina cientifica relacionada à compreensão das interações entre as pessoas e outros elementos para otimizar o bem estar humano e o desempenho global do sistema. Em outras palavras, trata da relação entre o trabalhador e as suas ferramentas para gerar melhores condições de trabalho.


Ergonomia na vigilância
No universo da segurança privada, alguns itens estão diretamente relacionados à qualidade de vida dos vigilantes. Um exemplo é o escudo blindado, que deveria ser obrigatório em todas as agências bancárias. Apesar da longa briga com os bancos, a obrigatoriedade do equipamento ainda não foi aprovada.
Além de proteger a vida do vigilante e proporcionar melhor visibilidade da área, garantindo mais segurança a todos, o escudo colabora para a manutenção da saúde do trabalhador. Dentro do aparato, o vigilante pode ficar sentado e revezar a posição com o companheiro de agência, evitando o surgimento de doenças geradas pela permanência em pé durante todo o expediente.
Outro item importante é o colete balístico que desde dezembro de 2006 foi incluído na lista dos EPI - Equipamentos de Proteção Individual
De acordo com a NR 6 , do MTE - Ministério do Trabalho e Emprego, EPI é todo dispositivo de uso individual, utilizado pelo trabalhador, destinado a proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho.
A Portaria nº 191, do MTE, estabeleceu um prazo de cinco anos (até 2011) para as empresas fornecerem o equipamento a todos os vigilantes que atuam portando arma de fogo. Agora, por ser um EPI, o colete precisa ter certificado de aprovação, concedido pelo Ministério do Trabalho. Essa medida garantirá a devida qualidade do dispositivo.
As guaritas também não podem ficar de fora. " Infelizmente, constatamos que muitos postos de serviço não oferecem condições para que o vigilante tenha o mínimo de estrutura necessária. Por isso, ressaltamos a importância de denunciar esses locais para que o Ministério Público possa intervir e garantir que o trabalhador tenha plenas condições de exercer sua função", afirma João Soares.
A Fetravispp já denunciou uma série de irregularidades em postos de serviço. Se em seu posto de não há condições adequadas, envie um e-mail para seu sindicato  ou procure pessoalmente para denunciar.


O artigo 166 da CLT garante o fornecimento adequado dos equipamentos de proteção individual que, no caso do vigilante, refere-se ao colete à prova de balas ou a outros itens que o ambiente de trabalho venha requerer, como óculos de proteção, protetor auricular, botas, capacete, entre outros.
"A empresa é obrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente, equipamento de proteção individual adequado ao risco e em perfeito estado de conservação e funcionamento, sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os riscos de acidentes e danos à saúde dos empregados".


Cabe ao empregador:

  • Adquirir o equipamento adequado ao risco de cada atividade;
  • Exigir seu uso;
  • Fornecer ao trabalhador somente o aprovado pelo orgão nacional competente;
  • Orientar e treinar o trabalhador sobre uso adequado, guarda e conservação;
  • Substituir imediatamente, quando danificado ou extraviado;
  • Responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica;
  • Comunicar ao MTE qualquer irregularidade observada.
Cabe ao empregado:
  • Usar, utilizando-o apenas para a finalidade a que se destina;
  • Responsabilizar-se pela guarda e conservação;
  • Comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para uso;
  • Cumprir as determinações do empregador sobre o uso adequado.
NR Normas Regulamentadoras MTE
O Ministério do Trabalho e Emprego possui atualmente 34 normas Regulamentadoras (NR), entre elas, a NR 17, que trata especialmente do tema ergonomia, visando estabelecer parâmetros que permitam a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores para proporcionar um máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente.
Destacamos alguns tópicos que obrigatoriamente devem ser observados, em especial pelas agências bancárias e instituições financeiras, para garantir melhores condições de trabalho aos profissionais da categoria.

NR 1:1.1 - As Normas Regulamentadoras, relativas à segurança e medicina do trabalho, são de observância obrigatória pelas empresas privadas e públicas e pelos órgãos públicos da administração direta e indireta, bem como pelos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário, que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho - CLT.
NR 17:17.3.5 - Para as atividades em que os trabalhos devam ser realizados de pé, devem ser colocados assentos para descanso em locais em que possam ser utilizados por todos os trabalhadores durante as pausas.
NR 17:17.6.3 - Nas atividades que exijam sobrecarga muscular estática ou dinâmica do pescoço, ombros, dorso e membros superiores e inferiores, e a partir da análise ergonômica do trabalho, deve ser observado o seguinte:(...) b) devem ser incluídas pausas para descanso.

É importante orientar que, conforme a NR 1, cabe ao empregador cumprir e fazer cumprir as disposições legais e regulamentares sobre segurança e medicina do trabalho, ao passo que cabe à Secretaria e de Saúde no Trabalho e à Delegacia Regional do Trabalho providenciar a fiscalização das empresas.

Fonte: Revista Vigilante em Foco 2011
Autora da matéria: Sabrina Nonato é advogada, inscrita na OAB/PR sob o nº45.058, e assessora jurídica do SindiVigilantes de Curitiba e Região.

BICO DE POLICIAL MILITAR NA MIRA DA IMPRENSA





                   INFORMAÇÃO


Em maio desse ano aconteceu o 1º Simpósio de Segurança Pública X Privada, proposto pela Federação dos Vigilantes do Paraná (Fetravispp) e o Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região. Realizado em caráter de Audiência Pública, viabilizada pelo deputado Péricles de Mello, estiveram presentes representantes dos principais órgãos responsáveis pela segurança no Paraná com o objetivo de encaminhar medidas efetivas para combater o "bico policial". O jornalista e repórter do jornal Gazeta do Povo, Mauri Kong, também esteve presente e apresentou suas reportagens investigativas sobre o tema, publicadas em abril 2011.
A segurança pública vem sendo dia a dia boicotada por irregularidades que envolvem a proteção do cidadão. Enquanto policiais disputam espaços com bandidos para ter um ganho clandestino extra, a população fica desassistida. Conforme mostraram as imagens divulgadas na audiência, que revelaram possíveis locais onde existe a atividade ilegal, essa é uma rotina comprovada pelos próprios membros da corporação. Há 10 anos a Fetravispp vem denunciando situações semelhantes sem obter respostas dos orgãos competentes.


Concepção e resultados
No início do ano 2011, matérias publicadas no jornal Gazeta do Povo despertaram o interesse por uma retomada do assunto e tornaram-se uma oportunidade de conquistar a parceria da imprensa. Denúncias antigas, ofícios não respondidos e novos flagrantes foram reunidos para serem levados a público.
Os principais veículos da imprensa paranaense enviaram equipes para acompanhar a audiência. " A imprensa reforçou nossa visão do assunto e mostrou que a sociedade é quem mais perde com a atividade ilegal", afirma João Soares, presidente da Fetravispp. " O assunto foi massivamente pautado na mídia. Esperamos que a partir disso uma contínua mobilização social aconteça para acabar com essa irregularidade". O bico policial tira o emprego de muitos vigilantes. Combatê-lo significa gerar mais empregos e melhorar a quantidade da segurança para a população.
Encaminhamentos também foram feitos na Assembléia Legislativa do Paraná. Entre as medidas propostas, estão a criação de um projeto de lei rigoroso para punir os envolvidos; rastreamento de viaturas para evitar desvios de função; fiscalização interna e externa nas polícias civil e militar. cobrar dos bancos um maior investimento na segurança; realização de campanhas educativas para que o comércio não contrate empresas ou seguranças clandestinos; retomar no Congresso Nacional o projeto de Lei que criminaliza as empresas clandestinas e exigir maior transparência nos dados estatísticos da Secretaria de Segurança Pública do Paraná.
Ainda, após a realização do Simpósio, veículos de outros estados publicamente diversas matérias sobre o tema mostrando que o problema acontece em cidades de todo país, como os casos noticiados nos estados do Distrito Federal, Belo Horizonte e São Paulo.


Participantes
Compondo a mesa na audiência estiveram João Soares, presidente da Fetravispp; Otávio Dias, presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região;Junior Emerson Zarur; coordenador dos Conselhos Comunitários de Segurança Pública; Wilson Ferreira Bonfim, chefe da Delegacia de Controle de Segurança Privada da Polícia Federal; Vinícius Augusto de Carvalho, delegado de Polícia Civil; José Boaventura, presidente da CNTV, e Sandro Maurício Smaniotto, presidente do Sindesp-PR.
O Comando Geral da Polícia Militar do Paraná e o Comando do Policiamento da Capital não enviaram representantes, mostrando, mais uma vez, descaso com o tema e com a importância da discussão para a melhoria da segurança da população.


Vigilante merece respeito
Recentemente, alguns vigilantes da cidade de Curitiba têm relatado que os policiais militares estão usando de força excessiva contra os trabalhadores que atuam no serviço tático de atendimento de alarmes. Param sem motivo, fazem revista, jogam na parede entre outras ofensas verbais e físicas.
Entretanto, essa discriminação está com os dias contados. Na nova proposta de reformulação da legislação da Segurança Privada, a Polícia Federal vem assumindo o papel do vigilante como uma força complementar à segurança pública na proteção das pessoas e dos patrimônios. Para o delegado Guilherme Maddarena, da Coordenadoria Geral de Segurança Privada da Polícia Federal, a integração da segurança privada com a pública certamente contribuirá para a diminuição da criminalidade.
De acordo com o delegado Jorge Quirilos, chefe da Delegacia de Controle de Segurança Privada da Polícia Federal no Paraná, essa nova postura significa considerar a iniciativa privada como um serviço a mais. O vigilante garante a segurança para o estabelecimento e também para os usuários dos serviços, ou seja, cidadãos comuns. " O vigilante ser considerado um profissional que contribui para a segurança dos cidadãos é um aprimoramento, uma evolução para a sociedade", conclui.


Fonte: Revista Vigilante em Foco 2011.

24 de ago. de 2011

NOVO PONTO ELETRÔNICO ENTRA EM VIGOR À PARTIR DE SETEMBRO



                                                          INFORMAÇÃO

Segundo pesquisa, boa parte das empresas ainda não adotaram sistema regulamentado pelo Ministério do Trabalho, mesmo a dez dias do fim do prazo

De acordo com o Ministério do Trabalho, o novo sistema de ponto eletrônico dos funcionários passa a vigorar em 1º de setembro. O sistema foi regulamentado com o intuito de diminuir as reclamações trabalhistas e reduzir o prazo de processos.

A portaria 1510/2009 estabelece que o novo equipamento de ponto eletrônico imprima um comprovante ao trabalhador toda vez que for feito registro de entrada e saída, inclusive na hora do almoço. Outro aspecto positivo é a segurança dos dados. Pode-se retirar as informações internas do sistema apenas com um pen drive colocado na entrada USB do computador. E quem pode coletar os dados é somente o responsável pela área de Recursos Humanos da empresa ou o fiscal do Ministério do Trabalho.

Para o presidente da Nasajon sistemas - empresa especializada na criação de sistemas informatizados de gestão empresarial-, Eduardo Nasajon, são várias as vantagens da automação. "Dessa forma é possível fazer a administração do ponto dos funcionários com relatórios detalhados por período e divisão e principalmente o atendimento à Portaria. O sistema tem todas as características necessárias para ser integrado aos equipamentos (hardwares) aprovados pelo Ministério do Trabalho", afirmou.

Mesmo com a obrigatoriedade, a dez dias do fim do prazo da adequação das empresas para instalação do ponto eletrônico, grande parte delas ainda não instalou o novo equipamento. Estudo feito pela Associação dos Fabricantes de Relógio de Ponto revela que 38% das companhias do Grande ABC (SP), por exemplo, ainda não efetuaram a troca do aparelho. Um dos motivos é o custo, que varia de R$ 1.700,00 a R$ 4.500,00, dependendo do número de funcionários e dos incrementos tecnológicos, caso da leitura biométrica (pelos dedos).

Das empresas que já implantaram o sistema de ponto eletrônico, 74% mostraram-se satisfeitas com a inovação e 78% de seus funcionários aprovaram a mudança. É o que aponta pesquisa realizada pelo Instituto AGP. O estudo revela também que 60% dos funcionários sentem-se mais protegidos com o novo
registro de ponto e apenas 6% não acreditam que haja maior proteção com a nova ferramenta. 

23 de ago. de 2011

EMPREGABILIDADE E MARKETING PESSOAL



                                                                     INFORMAÇÃO

Você não precisa do seu emprego para manter-se empregado.
Essa afirmação pode parecer estranha, mas quer dizer que existem outros empregos além do seu que podem estar a sua disposição, desde que você se mantenha empregável.
Para isso, você deve preocupar-se mais em não perder o rumo do mercado de trabalho do que em não perder o emprego.
Você deve, principalmente, manter:
  • As suas competências compatíveis com as exigências do mercado;
  • Uma rede de relacionamentos com profissionais da sua área.
Manter as competências alinhadas com o mercado o manterá competitivo. Já uma rede de relacionamentos pode lhe proporcionar informações valiosas sobre empresas, mercados e oportunidades.
Três homes e uma mulher, conversando e fazendo anotações
Muitos profissionais, por não se sentirem preparados, acabam se submetendo a situações no trabalho que normalmente não aceitariam, simplesmente, por receio de perder o emprego e não conseguir outro.
Por outro lado, aqueles profissionais que se preocupam também com o mercado são mais confiantes, pois sabem das suas possibilidades fora da empresa onde trabalham.
 É claro que para manter-se empregável é necessário investir tempo e dinheiro, mas é isso que o manterá empregado, seja no seu emprego atual ou nos empregos disponíveis no mercado de trabalho.
No entanto, você pode ir além. No trabalho, venda a idéia de não depender do emprego para manter-se empregado. Faça a empresa saber que você tem possibilidades no mercado. Demonstre que o seu mundo profissional é maior do que o seu emprego. Dificilmente a empresa lhe colocará numa situação desconfortável ou deixará de discutir seriamente algum pedido de aumento salarial da sua parte.
Faça isso da seguinte maneira:
Sutilmente, procure falar sobre fulano da empresa “A” que está envolvido em determinado projeto, ou sobre alguma metodologia da empresa “B”, ou, ainda, que você está fazendo determinado curso, ou qualquer outra coisa que transmita a idéia de que você tem conhecimento e opções de mercado. Mas não fale exageradamente, pois parecerá exibição.
Também, não fique falando que está com vontade de trocar de emprego para causar preocupações a seu chefe e com isso obter alguma vantagem. Você só passará a integrar o grupo dos descontentes e ainda poderá ficar desacreditado, pois se você é competente, tem uma boa rede de relacionamentos e está descontente, porque não vai embora?
A idéia a ser passada é a seguinte: Você está em seu emprego porque está contente com o que faz e com o que ganha e se a empresa não manter isso você poderá mudar de emprego, pois você é competente e conhece muito bem o mercado de trabalho.
De qualquer forma, fazendo ou não marketing pessoal, você deve procurar manter a sua empregabilidade para evitar uma das piores situações profissionais, que é a de ser refém do seu emprego.Emprego & Negócio, cadastre seu e-mail.
Fonte: empregoenegocio.com

16 de jun. de 2011

CAPITÃO SAMUEL DEFENDE INTEGRAÇÃO ENTRE SEGURANÇA PÚBLICA E PRIVADA

                                                       INFORMAÇÃO DE UTILIDADE



Na sessão de quarta-feira do dia 23/02/2011, o deputado estadual Capitão Samuel (PSL) ocupou a tribuna no pequeno expediente para falar da integração da segurança pública com a segurança privada. Ele acredita que com essa união seja possível proporcionar uma segurança mais eficaz para a sociedade sergipana.
O deputado aproveitou a oportunidade para distribuir uma cartilha do Ministério Público Federal - MPF - "Diretrizes para uma Polícia Cidadã", que segundo o parlamentar traduz o desejo da sociedade brasileira em relação ao tipo de polícia que ela almeja. "A cartilha foi muito bem elaborada pelo MPF, traduz de forma clara o que a sociedade quer dizer, o direito e o dever do cidadão, o Ministério Público foi muito feliz quando colocou na cartilha o direito do cidadão e também os seus deveres, assim como a atitude que o cidadão deve tomar caso o seu direito seja negado e também no caso de uma solicitação por parte de autoridades policiais, qual a atitude que ele deve ter em relação a uma abordagem, por isso essa cartilha foi muito feliz", salientou o parlamentar.
O capitão Samuel, no grande expediente, estendeu o assunto iniciado na sessão anterior em defesa de maior integração entre a segurança pública e a privada. Segundo ele, o objetivo é melhorar a vigilância nas ruas e aperfeiçoamento da categoria. O parlamentar disse que a segurança pública não pode andar dissociada da segurança privada. "Entendo que na hora que a segurança pública do Estado começar a interagir com a segurança privada, a segurança vai ficar mais consolidada. Imagine se em cada posto de vigilância, os profissionais passarem as informações para a Polícia Civil e a Polícia Militar? Imagine quantos olhos a segurança pública vai ter se puder utilizar estas ferramentas no dia-a-dia? Nem a Polícia Militar nem a Polícia Civil é onipotente ou onipresente, então esta parceria beneficia a sociedade e a segurança pública", afirma o deputado Capitão Samuel.
Para o capitão, o Rio Grande do Sul já trabalha com esta parceria, fazendo a integração entre a segurança privada e a pública, que oferece cursos de aperfeiçoamento e treinamento para os vigilantes, que ao final do curso recebem um certificado e ampliam o relacionamento entre a Polícia Militar e a Polícia Civil, com troca de informações. "O vigilante recebe o certificado da PM e passa a ser um informante da instituição a Polícia Militar do Rio Grande do Sul ganhou muito com isso", enfatizou Samuel.
O parlamentar expôs uma preocupação da categoria dos vigilantes e dele também que é a questão salarial dos vigilantes do Estado, que estão começando a discussão do dissídio da categoria. O deputado disse que a negociação entre empresários e o sindicato dos vigilantes privados já está em andamento, mas não está avançando devido às baixas propostas. "Não tem por que os vigilantes de Alagoas ter salários maiores do que os vigilantes de Sergipe", indagou o capitão.
O deputado estadual capitão Samuel abordou um outro tema no seu discurso, na verdade relatou a sua indicação que fez através da Casa Legislativa para o Governo do Estado que é a valorização e o fortalecimento dos conselhos comunitários. Segundo o deputado os conselhos comunitários fazem parte do ciclo da Segurança Pública.
Capitão Samuel frisou a importância e o papel social que os conselhos vêm desenvolvendo no decorrer desses 15 anos de Polícia Comunitária.
A aplicação desse tipo de serviço para a sociedade tem o exemplo vivo do bairro América, onde se originou a polícia comunitária no Estado e hoje está espalhada pela capital e pelo interior sergipano. O Presidente da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa lembrou uma matéria publicada na revista Veja onde Sergipe foi destaque e exemplo nacional de uma política de segurança pública voltada para prevenção com a polícia ostensiva que deu certo. "O fortalecimento dos conselhos de segurança pública com certeza é o passo fundamental para a participação popular nas políticas de segurança pública, que sofre realmente pela população e quem mais sabe, apesar de ser um técnico dos profissionais de segurança pública, mas quem mais sabe é que está sofrendo na ponta, no município de Lagarto, de Tobias Barreto, Simão Dias... Essas pessoas sabem o que precisam", concluiu o deputado.
Autor: Chris Brota, da Assessoria Parlamentar
Fonte: Extraído de: Assembléia Legislativa do Estado de Sergipe  - 24 de Fevereiro de 2011

O BÊ - Á - BÁ DO CRIME

                                                                  INFORMAÇÃO
Impressões digitais, respingos de sangue, balística forense: é o que mais atrai nos seriados policiais, mas esse tipo de prova condena criminosos na vida real?


Pontos importantes
  • Ciência ou adivinhação? As provas colhidas no local do crime, dos respingos de sangue às balas, vêm sendo questionadas nos tribunais americanos graças a um relatório de 2009 da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, que encontrou falha em tudo, dos padrões à sua própria existência. Em 2010, o juiz de um tribunal orientou os defensores a contestar, em suas rotinas, a balística, análise grafotécnica e outras de identificação de vestígios adoradas pelos promotores. Até as impressões digitais, bases da investigação científica estão sob ataque.
  • O efeito CSI. A ciência pode ser discutível, mas os júris, acostumados às séries de TV, a exigem. Hoje, os promotores quase sempre pedem exames de sangue, sêmen e outras substâncias, prevendo perguntas de jurados. Em muitos tribunais, é comum arrolar “testemunhas de provas negativas”, que afirmam a ausência de vestígios incriminativos no local do crime. Em conseqüência, dizem alguns, os julgamentos estão mais demorados (e caros) e os laboratórios criminais vêm ficando para trás.
  • Incompetência e fraude. O laboratório criminal da polícia de São Francisco foi fechado ano passado após escândalos envolvendo furto de provas. Denúncias de erros grosseiros e provas forjadas abalaram laboratórios em Detroit, Houston, Nebraska, Carolina do Norte, Nova York e Virgínia Ocidental. De acordo com a ONG Innocent Project, mais da metade dos 261 presos inocentados por exames de DNA desde 1989 foram condenados, pelo menos em parte, por causa de “ciência forense inválida ou imprópria”.
  • Privacidade. Desde que o DNA começou a ser usado para ligar criminosos ao local do crime, os defensores da privacidade alertaram para o risco de transformar todos os candidatos a suspeitos. Com programas de computador melhores, os investigadores conseguem validar a correspondência parcial ou total do DNA encontrado no local dos crimes. Naturalmente, as correspondências parciais levaram a polícia aos parentes com DNA parecido com o do criminoso, criando um grupo de suspeitos ainda maiores.


RESPINGOS DE SANGUE
Borrifo ou esguicho?Ângulos de impacto? Alguns aspectos dessa análise são amparados por estudos, mas os peritos costumam ir além do que é comprovado.


BALÍSTICA
É uma ciência exata na TV, mas em 2008 um laboratório forense foi fechado após a auditoria encontrar margem de 10% de erro.



DNA
6,7 milhões de amostras do FBI auxiliaram 80 mil investigações de 2009, mas o DNA não é infalível.
Na Virgínia Ocidental, dez condenações foram suspensas por fraude.



DIGITAIS
Em 2010, 285 mil foragidos foram pegos por causa de impressões digitais nos EUA. Mas um estudo mostrou que peritos voltavam atrás em um a cada quatro casos.



PEGADAS
Existe um banco de dados de 25 mil pegadas, mas a busca é manual, e os resultados subjetivos e fáceis de contestar na corte.

Para futuro

  • Bactérias pessoais. Um dia as bactérias podem se juntar ao DNA como prova de que alguém tocou um objeto. Um estudo de março de 2010 da Universidade do Colorado relacionou as bactérias recolhidas de um teclado com a ponta dos dedos dos usuários do computados. Os pesquisadores verificaram que a coleção de bactérias de cada usuário tinha um perfil genético único, tornando possível e, talvez, confiável usá-la como prova.
  • Morfometria. Pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte descobriram que o rosto das crianças adquire o formato que terá na vida adulta bem antes do que se pensava, o que ajudará cientistas forenses a identificar ossadas de menores de 18 anos. A técnica, morfometria geométrica, usa programas de modelagem em computador para identificar características craniofaciais, técnica antes baseada em medições.
  • PhotoDNA. O Centro Nacional de Crianças Desaparecidas e Exploradas, entidade americana sem fins lucrativos, analisa toda semana 250 mil imagens de pornografia infantil. Com um programa chamado Photo DNA, os técnicos destacam semelhanças que são como uma assinatura digital para identificar grupos de imagens criadas pela mesma pessoa, mesmo quando editadas ou redimensionadas. Os provedores de Internet podem usar o Photo DNA para encontrar e remover pornografia infantil dos sites e a polícia pode usá-lo para localizar os pedófilos.
  • Identificação de tatuagens. Cerca de 36% das pessoas entre 18 e 25 anos têm pelo menos uma tatuagem, e a proporção é muito maior entre criminosos e membros de quadrilhas. Usando algoritmos complexos, cientistas biométricos da Universidade de Michigan desenvolveram programas que identificam até a imagem borrada de uma câmera de segurança, usando cor, textura e formato, um método mais eficiente do que vasculhar bancos de dados classificados por tipo ou palavra-chave.

  • Abelhas farejadoras. As abelhas têm olfato sensibilíssimo, tão desenvolvido quanto o dos cães farejadores, mas precisam ser treinadas individualmente. Cientistas do Reino Unido estão ensinando grandes grupos de insetos a reconhecer cheiros específicos, como o de bombas ou drogas, por exemplo. As abelhas põem a pequena língua para fora ao perceber um aroma.

  • CSI 2020. Um aparelho para captar substâncias químicas emitidas por corpos em decomposição está sendo construído pela Universidade da Pensilvânia. O aparelho ajudaria a localizar cadáveres enterrados e permitiria que os investigadores estimassem a hora da morte no local.

FRASES INTERESSANTES

“As provas da ciência forense não são as únicas imunes ao risco de manipulação”
Juiz Antonin Scalia (Massachusetts 25 junho de 2009)

“As impressões digitais são usadas há mais de cem anos e continuarão a ser pelos próximos anos”
Dwigth Adams PhD (Diretor do Instituto de Ciência Forense da Universidade de Oklahoma e ex-diretor do laboratório do FBI)

“O uso do DNA para inocentar acusado mostra que o sistema é falho, e como consertá-lo.”
Peter Neufeld, (diretor do Innocence Project).

CRONOLOGIA
  • 1813 – Mathieu Bonaventure Orfila, pai da toxicologia moderna, publica tratado sobre venenos.
  • 1835 – A Scotland Yard compara balas disparadas para pegar um assassino.
  • 1836 – O químico James Marsh publica o método de encontrar arsênico em cadáveres.
  • 1892 – Sir Francis Galton publica a primeira classificação das impressões digitais.
  • 1901 – O patologista austríaco Karl Landsteiner cria um sistema de classificação de tipos sanguíneos.
  • 1910 - Edmond Locard, diretor do primeiro laboratório policial da França, cria regras para coleta de provas e conceitos de “prova por vestígios”.
  • 1935 – Patologistas forenses da Inglaterra utilizam superposição de fotografias para identificar as vítimas de um homicida que retalhou os corpos e espalhou as partes.
  • 1976 – Estréia a série Quincy, M.E, com legista de Los Angeles como personagem principal.
  • 1986 – O exame de DNA é usado como prova pela primeira vez num caso criminal no Reino Unido.
  • 1987 – Uso de perfis de DNA num tribunal americano.
  • 1989 – Primeira condenação criminal anulada com base na identificação pelo DNA.
  • 1994 – Inaugurado o primeiro laboratório brasileiro para realização de exames forenses criminais usando análise de material genético.
  • 2000 – Estréia televisiva da série CSI: Investigação Criminal.
  • 2001 – Depois de cumprir 13 anos de cadeia por estupro e homicídio, Calvin Washington, do Texas, é inocentado pelo exame de DNA e libertado.
  • 2005 – O FBI abandona o uso da análise do chumbo das balas, técnica empregada depois do assassinato de John F.Kennedy.
  • 2009 – A Academia Nacional de Ciências americana divulga “deficiências graves” nos laboratórios criminais dos Estados Unidos.

Matéria: Lisa Goff
Fonte: Revista Seleções 06/11


2 de mai. de 2011

AS RUAS QUE FAZEM BARULHO.



                                                       INFORMAÇÃO
José Francisco Perei­ra, no loteamento Rio Bonito, Tatuquara; e a Luís Kulla, no Santo Inácio, são vias públicas com algo em comum. Hoje, além dos nomes de “batismo”, também são conhecidas como “ruas da sirene”. Mo­­tivados pela insegurança, moradores resolveram instalar equipamentos sonoros em locais estratégicos. É unânime entre eles a eficácia do dispositivo, aliado, em al­­guns casos, às câmeras de vigilância. Resta am alguns casos a mobilização das comunidades, sem a qual o sistema pode não passar de uma substituição da polícia pela população.

A primeira rua a receber as sirenes foi a Neuza de Fátima Ferreira, no Pinheirinho, em 2008. Na ocasião, 36 moradores aderiram às tra­­quitanas. Atualmente, 60 residências dispõem dos equipamentos.
Sinal de alerta
O estado ausente
Para o sociólogo Lindomar Bonetti, da Pontifícia Universidade Católica (PUCPR), a busca por alternativas na segurança de uma comunidade significa um sintoma claro de que o estado não consegue cumprir seu papel. “É preocupante a instituição de uma organização social paralela”, garante o especialista. Em contrapartida, reforça, quando se fala em busca coletiva de uma solução, com a presença e respaldo do estado, há indícios de que estão sendo criados laços de solidariedade.
O responsável pela Delegacia de Furtos e Roubos de Curitiba, Silvan Rodney Pereira, vai além.
Se existe essa complementação na área de segurança é decorrente da deficiência de policiais e de falta de projetos modernos capazes de cobrir lacunas existentes no setor. “Medidas alternativas devem ser experimentadas na prática para diagnosticar resultados”. Mesmo não condenando a atitude da comunidade, o delegado ressalta que há o deslocamento do criminoso para outros lugares onde possa agir livremente.
O precursor foi o cabeleireiro Ronaldo Pereira Farias, 40 anos. Ele teve a ideia depois de uma conversa informal com os vizinhos. A rotina da rua era de duas invasões de casas por semana, pichações de muros e presença de dependentes químicos nas redondezas. “Quem manda na rua agora somos nós”, diz.
Segundo Farias, o sistema custa em torno de R$ 100. Graças a sua iniciativa, tem sido procurado por outros moradores para dar consultoria na instalação. Os clientes mais recentes vieram dos bairros do Xaxim e do Portão.
O morador argumenta que não basta dispor de sirenes e câmeras, é preciso criar um novo comportamento na comunidade, com práticas paralelas que auxiliem no combate à criminalidade. “A sirene é só um meio de chamar a atenção. O que importa realmente é a parceria entre os que vivem na rua”, co­­menta Farias.
Algumas dicas ajudam a comprometer as pessoas com o sistema, como a colocação do lixo so­­mente no dia de passagem dos ca­­minhões – garantindo a limpeza pública –, e o respeito ao horário das festas, que só podem durar até meia-noite. Mas não fica por aí. Em caso de doença ou acidente a sirene deve ser acionada para que os moradores possam ajudar quem precisa.
O benefício, garante Farias, não fica restrito somente à rua com sirenes. O entorno se beneficia com a redução de assaltos e com a inibição do tráfico de drogas.
O movimento da rua é gravado 24 horas. Graças a essa vigilância, Sérgio Barbosa de Farias, 32 anos, foi salvo de um assalto quando voltava de uma festa na madrugada. “Um simples telefonema do vizinho da frente me salvou”, conta ele. No caso de emergência, a orientação é que todos os moradores acionem a sirene e se comuniquem entre si, para que a polícia seja acionada. “Não podemos agir como polícia e nem temos a pretensão de que ela possa estar em todos os lugares”, argumenta.
União
A Rua Luís Kulla, no Santo Inácio, é o mais novo endereço do sistema. Há dois meses, três sirenes foram dispostas na rua e cada morador possui duas campainhas de acionamento. A proposta surgiu em uma reunião de moradores depois de alguns assaltos na região. Na época, o Seminário da Sagrada Família foi um dos locais assaltados. “É uma manifestação de que o perigo existe sim, mas queremos demonstrar que estamos unidos”, diz o padre Adriano Da Levedore, responsável pelo seminário.
O religioso lembra que, além da segurança garantida, uma das vitórias do projeto é o resgate da união dos moradores. “O objetivo não é fofocar, mas sim contribuir com o bem-estar coletivo”.

Poder público
Uma iniciativa da Secretaria Municipal de Defesa Social - Guarda Municipal de Curitiba, vai garantir, nos próximos meses, 57 câmeras monitoradas no bairro do Sítio cercado, instaladas em escolas, agências bancárias, pontos de ônibus, entre outros. Na sequência será a vez do Cajuru, um dos cinco com maior número de homicídios em Curitiba.
O lote do Sítio Cercado vem se somar às 116 câmaras já instaladas, levando para a região um modelo implantado anteriormente no Anel Central, em Ruas da Cidadania e em alguns parques de Curitiba. “A eficiência é total porque os marginais migram”, afirmou  o ex- secretário municipal da Defesa Social Marcus Vinicíus Michelotto, hoje em 2011 é  secretário estadual de segurança pública.

Em um futuro próximo, a expectativa é ter os equipamentos instalados em toda Curitiba, monitorados por uma central. Pela experiência, a criminalidade tende a cair em torno de 62% em áreas monitoradas.
Para Michelotto a participação da população na criação de mecanismos que busquem a segurança é positiva. “A polícia não é onipresente. A segurança pública não é só responsabilidade do estado”, admite. Ele lembra que 90% dos crimes são resolvidos através do envolvimento população.
Vizinhos se aproximam para inibir criminalidade
Há quem acredite que a boa convivência com vizinhos, sem recorrer a câmeras e outros equipamentos eletrônicos, também seja uma alternativa satisfatória. A aproximação pessoal e a orientação de conceitos de cidadania foram as apostas de um morador da Rua Azis Surugi, no bairro Boqueirão, em Curitiba. A iniciativa conhecida como Vizinhança, criada e implantada há seis meses pelo capitão Alexandre Bruel Stange, da Polícia Militar, é aceita por todas as 28 famílias moradoras do logradouro.
A primeira ação da comunidade foi estar mais presente em duas praças que ficam no fim da rua para fazer com que usuários de drogas deixassem de frequentar o local. A pintura de muros, o plantio de árvores e a manutenção de calçadas vieram na sequência, sempre com a ajuda dos moradores.
O método consiste na troca de telefones e e-mails, além do uso de apitos em casos de emergência. Se for à noite, os moradores foram orientados a acender as luzes de casa. Cinco emissões sonoras significam uma mensagem de socorro aos vizinhos próximos. “Atualmente, o número de assaltos no local zerou. Existe uma sensação de segurança e uma vigilância natural por parte dos moradores”, afirma Stange. Ele acredita que a segurança não se dá somente pela presença do aparato policial. A ideia de Stange já foi disseminada em ruas de outros bairros como Santa Felicidade e Hugo Lange.
A mobilização entre vizinhos também tem sido uma das formas de manter a segurança entre os moradores da Vila Rigoni, no Fazendinha. A ideia de trocar números de telefones surgiu na gestão do conselho de segurança (Conseg), em 2006, e, mesmo com a desativação do grupo, no ano passado, ela se mantém ativa entre as 200 famílias do local. Com isso, não foram mais registrados crimes. Antes era um assalto a cada noite, conforme o ex-presidente do Conseg, João Carlos de Lima. Nas reuniões, foi incentivada a comunicação entre os vizinhos e o uso do telefone 181, para fazer denúncias anônimas. “O resultado foi a dispersão dos traficantes, porque eles sabem que o pessoal está em alerta e tem controle da situação”, afirma Lima.
No Bairro Alto existe um programa similar desde 2003. Lá, o Conseg do bairro o chamou de Vizinho Solidário e, até o momento, tem sido divulgado boca-a-boca. Por enquanto, são duas ruas atendidas. Em outra, os moradores preferiram instalar um sistema sonoro. “Infelizmente, a comunidade não tem respondido como gostaríamos, ela só se preocupa quando o problema aparece”, afirma Marcos Murilo Holz­­man, presidente do Conseg. Na opinião dele, os problemas com a criminalidade começam com o álcool na infância, passam pelas drogas e o furto para manter o vício. “Hoje já passamos o patamar do suportável. Mas o círculo vicioso só vai ser resolvido quando conseguirmos pegar pela ponta”, acredita
Autor: Aline Peres

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