"NÓS PROFISSIONAIS DE SEGURANÇA, NÃO QUEREMOS SER QUALIFICADOS E SIM OS MELHORES"

SUA PROTEÇÃO É A NOSSA PROFISSÃO

SUA PROTEÇÃO É A NOSSA PROFISSÃO

9 de abr. de 2010

REQUERIMETO DO SENADOR JUCÁ ATRASA VOTAÇÃO DO PL220 - PROFISSÃO DE RISCO

SENADO FEDERAL
Mais uma tentativa de retardar a votação do Projeto de Lei que redefine os critérios para caracterização das atividades ou operações perigosas (de risco) terá que ser enfrentada por todos os vigilantes. O PL 220, de autoria da deputada Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), já estava pronto para ir a plenário. Mas, um requerimento apresentado pelo senador Romero Jucá (PMDB-RR) solicita que a proposta, depois de aprovada pela Comissão de Assuntos Sociais do Senado, passe também pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).O requerimento agora precisa passar pelo plenário do Senado. A sessão que definirá o assunto está marcada para o próximo dia 11 (quinta-feira). O projeto inclui os vigilantes como categoria profissional sujeita a risco de vida e periculosidade.Caso o plenário aprove o requerimento de Jucá, o projeto deverá seguir para apreciação da CAE, o que retardará ainda mais a proposta. Vale lembrar que no ano passado, o PL 220 já estava prestes a ir à sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando um grupo de senadores apresentou requerimento pedindo a apreciação da proposta pelo plenário. A manobra fez com que o projeto precisasse passar por nova tramitação nas comissões. O senador Jucá fazia parte do grupo. “Agora, cabe à categoria promover uma grande mobilização no dia 11, para derrubarmos o requerimento de Jucá e para que o projeto seja votado pelo plenário em mais protelações e surpresas”, alerta José Boaventura, presidente da Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV).A CNTV lembra ao companheiros a importância de estarmos unidos e presentes para mostrar aos parlamentares que nossa reivindicação é justa, nosso direito é líquido e certo e nossa categoria sabe como e quando reivindicar.Fonte: CNTVEntre em contato com o senador Jucá expressando a sua indignação! Eles estão tentando impedir a todo custo que o trabalhador adquira esse direito que é justo!ENVIE EMAILS!! Precisamos pressionar esses senadores que estão se dobrando diante dos patrões!
Saiba quem são os senadores que assinaram o primeiro recurso em matéria anterior os que votaram contra o adicional de 30%.
Romero Jucá (PMDB-RR)
Fone: a 2117
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VOCÊ SENTE SEGURO EM SHOPPINGS?

SEGURANÇA PRIVADA
A pergunta do título pode parecer bobagem, uma vez que segurança é uma das maiores vantagens desses centros de entretenimento. Uma pesquisa do ano passado sobre o comportamento da classe média, feita pela TNS InterScience, mostrou que ela foi citada por 66% dos entrevistados como um benefício dos shoppings, ficando atrás apenas da comodidade de apresentar várias opções no mesmo local, com 77%. Por conta dessa confiança dos clientes, empreendedores constataram que a área de segurança é um dos principais chamarizes de seu negócio. Outra pesquisa feita pela mesma TNS Interscience, encomendada pela Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), apurou que 99% dos empreendimentos consultados já possuem circuito fechado de câmeras, contra 92% em 2004, porém não em quantidades suficientes. As soluções de alta tecnologia utilizadas para monitorar estes locais passam por câmeras camufladas, colocadas em locais estratégicos, que não são (nem devem ser) percebidas pelos clientes.
A pesquisa foi feita com 196 shoppings brasileiros, de tamanhos variados e de todas as regiões do País. Chamada de Segurança e Operações em Shoppings Center, ela mostrou que existe a percepção, por parte dos gestores das áreas, de que talvez falte treinamento aos vigilantes. A pesquisa da TNS concluiu que são três as questões que os shoppings devem incrementar: atualização da tecnologia, aumento da quantidade de câmeras e treinamento e reciclagem dos seguranças.
De acordo com o estudo da TNS, `a falta de agilidade e estrutura da polícia local levou os shoppings a adotar medidas de modo a melhorar/garantir a segurança de seus visitantes e prevenir acidente. As ações começam na segurança física - construção de guaritas policiais dentro da área do shopping, instalação de câmeras e alarmes de incêndio nas lojas - e chegam ao planejamento, com a criação de estudos de análise de risco. Adriana Colloca, Gerente de Pesquisa e Assuntos Econômicos da Abrasce, cita alguns exemplos de como o trabalho em conjunto da segurança do shopping com a polícia pode ser positivo. Segundo ela, recentemente um shopping na Bahia ajudou a polícia a desvendar um crime, cedendo imagens do sistema de câmeras interno. `Existem muitos casos de veículos roubados que são localizados dentro do shopping, quando a segurança do empreendimento avisa a polícia`, afirma. Polícia Vale lembrar que segurança reforçada não significa força policial. Alguns clientes acham que o vigilante tem poder de polícia, o que lhe é negado por lei. Segundo o especialista em segurança corporativa Fred Andrade, da Famáster, `é preciso pensar em duas linhas de defesa: a externa predominantemente feita pela polícia; a interna, pelos vigilantes. Para que isso funcione, o lojista também tem de saber se protege, afirma. O comerciante também deve cooperar: tem de saber como expor a mercadoria, se precaver de estelionatos, de dinheiro falso, de furtos, e se defender de assalto à mão armada. Mas Andrade é taxativo: `em shopping, não se usa armas de fogo. `Na pesquisa a gente percebe que os seguranças estão mais desarmados, o que eu acho ótimo, afirma Elizabeth Salmeirão, diretora de varejo da TNS. O estudo mostra que apenas 6% dos vigilantes internos usam arma, contra 24% dos que trabalham do lado de fora do empreendimento. `Existe uma idéia de que os seguranças ficam `impotente sem arma de fogo, que é errada. Na maioria das vezes, a arma só tende a piorar o conflito dentro de um shopping. Entrar num desses empreendimentos e ver seguranças na porta é mais importante; essa é a minha visão como consumidora. `, afirma Elizabeth. POR LEI, O VIGILANTE NÃO TEM PODER DE POLÍCIA. SÓ 6% DOS QUE TRABALHAM INTERNAMENTE CARREGAM ARMA Andrade defende que o vigilante tem de saber reconhecer os diversos tipos de indivíduos que possam ameaçar o empreendimento: assaltantes, ladrões, cleptomaníacos, narcisistas, criminosos comuns, sociopatas, etc.`O vigilante precisa conseguir identificálos não só para proteger o cliente, mas para saber agir e não perder a própria vida, afirma Andrade. Medo e investimentos O debate sobre a necessidade de maior investimento na segurança dos shoppings é profundo. Reforçar os aparatos tecnológicos e investir numa equipe responsável e ágil para lidar com situações diversas torna-se importante por conta de um medo coletivo, cuja razão não está nos shoppings, mas nas pessoas. `Imagino o quão difícil seja para o centro de compras. Há mil câmeras e as pessoas falarão que ainda falta segurança, afinal, é no shopping que elas podem ostentar gastar, se diverti, afirma Elizabeth. Segundo ela, esse prazer não pode ser ameaçado por qualquer desconforto, como medo ou eventos de violência. `Aquele momento de compra prazeroso não pode ser abalado, diz. Em linhas gerais, o cliente espera que os vigilantes sejam rápidos, evitem a violência, sejam eficientes ao flagrar um delito, saibam defendê-lo e defender-se e, enfim, sejam discretos em suas ações, para que seu passeio não sofra decepções.
A importância que os clientes dão aos momentos passados dentro dos shoppings é proporcional à preocupação dos empresários em oferecer conforto e segurança. Posto isso, é preciso saber se prevenir de qualquer evento negativo. De acordo com Fred Andrade, o shopping é um lugar ímpar, onde pode acontecer desde um trabalho de parto, a um assalto com tiroteio e mortes ou a queda de um avião. Para tanto, o vigilante tem de ser altamente capacitado, apesar dos cursos de formação ser generalistas. `Ele precisa ser polivalente, capaz de proteger o patrimônio, ser um socorrista, evitando o óbito, e ser também um brigadista, capaz de prevenir e combater o fogo. Além disso, é um profissional de relacionamento, tem de agradar sempre e, quando tiver que desagradar, deve fazê-lo agradavelmente, afirma o especialista da FAmáster. Esse planejamento especializado começa muito antes de o shopping estar em funcionamento - nesta hora, basta apenas incrementálo. Segundo Adriana, da Abrasce, os empreendedores se preocupam com a segurança quando o projeto arquitetônico ainda está no papel. `Quantos acessos? Quantas saídas de emergência, onde, e com que capacidade e como serão controladas? Onde estarão os bancos e joalherias? Como será o fluxo do estacionamento? E a iluminação externa? Estes e muitos outros detalhes do projeto são pensados por arquitetos e engenheiros junto a profissionais de segurança, explica. UM TERÇO DOS CHEFES DE SEGURANÇA TEM CURSO SUPERIOR COMPLETO

Surpresa Um ponto positivo e pouco conhecido da população, é que a pesquisa encomendada pela Abrasce indicou, é que 33% dos chefes de segurança dos shoppings e malls têm ensino superior completo, e 12% fizeram ou estão fazendo pós-graduação. São 45% de pessoas muito bem qualificadas. O problema, segundo o relatório, não é a qualificação profissional - que assola grande parte das funções de serviços gerais -, mas o treinamento dos vigilantes. Cada segurança recebe, em média, apenas 1,19 horas de treinamento por ano, o que é visivelmente ineficiente, mesmo para quem não é especialista. `Treinamento é sempre um fator vulnerável porque tem muita rotatividade de pessoal. Deveria ter um treinamento a cada três meses, no mínimo, afirma a diretora. E existe um modelo de segurança ideal? Não, assim como não se pode importar modelos de negócios de países da Europa ou da América do Norte. De acordo com o especialista Fred Andrade, `a estratégia de segurança de shoppings deve ser dissuasória (convencer o criminoso a não praticar o atentado), preventiva e defensiva. Na opinião de Adriana, da Abrasce, cada empreendimento deve se estruturar de acordo com as suas necessidades, `com a vizinhança, com o perfil dos consumidores, com a arquitetura (mais ou menos pisos, mais ou menos áreas abertas), etc`. E completa: `O que deve existir em comum a todas elas são profissionais bem treinados e equipamentos de ponta, finaliza. Números do estudo Pontos a serem avaliados pelos empresários: - 9 em cada 10 shoppings registram algum tipo de ocorrência, seja criminal, não criminal ou acidente; - 91% registram ocorrências criminais, sendo que furto em lojas tem a maior freqüência - cerca de 2 a 3 vezes por mês; - os shoppings contam com aparatos eletrônicos, como alarmes e câmeras internas; - cada segurança recebe, em média, apenas 1,19 horas de treinamento/ano; - 26% dos shoppings recebem rondas periódicas da polícia todos os dias; - 1/3 dos shoppings possui posto ou guarita policial dentro ou próximo do mesmo; - 1/3 não possui política de horários para transporte de valores; - 30% dos shoppings não possuem sistema de alarme de incêndio; - a maioria usa mão-de-obra terceirizada para cuidar da segurança, praticamente o dobro da mão - de - obra própria. Fonte:www.portaldoshopping.com.br Autora: Laura Lopes
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4 de abr. de 2010

SEGURANÇA BIOMÉTRICA, INTEGRANDO TODOS



SEGURANÇA ELETRÔNICA
O que é Biometria [bio (vida) + metria (medida)] é o estudo estatístico das características físicas ou comportamentais dos seres vivos. Recentemente este termo também foi associado a medida de características físicas ou comportamentais das pessoas como forma de identificá-las unicamente. Hoje a biometria é usada na identificação criminal, controle de ponto, controle de acesso, muito usado nos serviços de segurança pública, privada,etc. Os sistemas chamados biométricos podem basear seu funcionamento em características de diversas partes do corpo humano, por exemplo: os olhos, a palma da mão, as digitais do dedo, a retina ou íris dos olhos. A premissa em que se fundamentam é a de que cada indivíduo é único e possuí características físicas e de comportamento (a voz, a maneira de andar, etc.) distintas. Em geral, a identificação por DNA não é considerada, ainda, uma tecnologia biométrica de reconhecimento, principalmente por não ser ainda um processo automatizado(demora algumas horas para se criar uma identificação por DNA). 


Tipos de biometria 


Veias da Palma da Mão: mais recente tecnologia biométrica, muitíssimo confiável, imutável, alta dificuldade de fraudar por ser uma identificação interna, higiênica por não ter contato físico, médio custo; Impressão digital: método mais rápido, não higiênico, confiabilidade média mas de baixo custo;


Reconhecimento da face: menor confiabilidade, maior tempo exigido para leitura e pesquisa, alto custo; Identificação pela íris: muito confiável, imutável com o passar dos anos, alto custo;


Reconhecimento pela retina: confiável, imutável, leitura difícil e incômoda na medida em que exige que a pessoa olhe fixamente para um ponto de luz, alto custo; 


Reconhecimento de voz: menos confiável, problemas com ruídos no ambiente, problemas por mudança na voz do usuário devido a gripes ou estresse, demora no processo de cadastramento e leitura, baixo custo; Geometria da mão: menos confiável, problemas com anéis, o usuário precisa encaixar a mão na posição correta, menor custo; Reconhecimento da assinatura: menos confiável, algumas assinaturas mudam com o passar do tempo, também há problemas na velocidade e pressão na hora da escrita, médio custo;


Reconhecimento da digitação: pouco confiável, demora no cadastramento e leitura, baixo custo; 


Tecnologias futuras: odores e salinidade do corpo humano, padrões das veias por imagens térmicas do rosto ou punho, análise de DNA. Os principais componentes de um sistema biométrico são: Captura: aquisição de uma amostra biométrica; Extração: conversão da amostra para um formato intermédio; Criação de um padrão: conversão do formato intermédio para um padrão que possa ser armazenado; Comparação: comparação com a informação armazenada no padrão. Impressão digital O reconhecimento por impressão digital consiste em comparar uma impressão de características dos dedos ou uma amostra dessa impressão com outra já existente. Uma impressão digital compreende as características e os detalhes das papilas dos dedos dentre elas o arco, o gancho e a espiral. As características mais detalhadas são designadas minutae. Este é o método, que atualmente, oferece a melhor relação entre o preço, aceitabilidade e precisão. Contudo, os últimos resultados de avaliação que podem ser vistos aqui, mostram que o seu desempenho dependente muito da qualidade das imagens adquiridas, particularmente durante a fase de cadastro. Vantagens Diversos tipos de tecnologias biométricas têm sido propostos mas espera-se que a impressão digital continue a ser a mais bem sucedida. Existem diversas razões para tal: Familiriazação: as impressões digitais têm vindo a ser colectadas a várias décadas para motivos de identificação e investigação criminal; Base de dados maior: O FBI possui uma base de dados constituída por cerca de 44 milhões de amostras de impressões digitais. Muitas agências e organizações internacionais também possuem este tipo de base de dados; Precisão: As impressões digitais estão entre as técnicas biométricas mais precisas. Quantos mais dedos se utilizarem para a verificação de um indivíduo melhor; Impressões latentes: As impressões digitais latentes são as únicas medidas biométricas que se podem obter mesmo que o indivíduo não esteja presente. Isto pode ser extremamente útil. Por exemplo, o FBI mantém uma base de dados com as impressões digitais deixadas por terroristas em campos de treinamento.

Fonte: Wikipedia
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CÂMERAS DE SEGURANÇA SONY EXPANDEM APLICAÇÕES DE MONITORAMENTO IP

SEGURANÇA ELETRÔNICA
A Sony disponibilizou no mercado brasileiro suas novas câmeras de segurança modelos SNC-P5 e RZ25,.Estes equipamentos, além do aparelho de video-conferência PCSG-70, fazem parte de um novo conceito implantado pela Sony no mundo: o IPELA, cujo objetivo é fortalecer uma parte da linha profissional da empresa no mercado corporativo.
As duas novas câmeras incluem um servidor Web embutido e uma interface de rede, permitindo assim que os usuários controlem e monitorem suas imagens à distância, através de um PC conectado em rede. Os modelos SNC-P5 e SNC-RZ25 suportam formatos de compressão JPEG e MPEG-4, oferecendo, desta forma, imagens fixas de alta qualidade e em movimento, que se deslocam suavemente mesmo quando a largura da banda é limitada.
A SNC-P5 tem também um microfone embutido. Todos os novos modelos vêm equipados com uma função integrada de detecção de movimento, que pode gerar um alarme ou disparar outro dispositivo para executar uma variedade de ações.
Um ponto em comum entre os dois modelos é a conexão wireless, pois suportam a placa opcional para rede sem fio compatível com padrão IEEE 802.11b. No quesito segurança, as câmeras possuem um filtro IP que torna o acesso restrito a um ou mais grupos de usuários previamente selecionados.
De fácil instalação, os lançamentos apresentam ainda uma proteção com senha para limitar a utilização de alguns de seus recursos, como controle PTZ, disparo de alarme e visualização.
Com lente de zoom óptico de 3x, a câmera SNC-P5 possui também um recurso integrado de multicast. Quando configurada com um roteador multicast, a unidade pode transmitir de forma eficiente video e áudio para um grande númeto de usuários. Com seu buffer de memória embutido, a P5 tem capacidade para armazenar pré e pós-alarme quando o sensor de movimento, a entrada de sensor ou ambos dispararem um alarme. Todas essas imagens ainda podem ser transferidas para um servidor FTP para posterior visualização, enquanto as imagens estáticas capturadas em um determinado movimento, enviadas a um endereço de e-mail definido e cadastrado.
Já a câmera network SNC-RZ25 é ideal para transmissão via internet e aplicações de monitoramento remoto. Apresenta zoom óptico de 18x e 12x digital e função "Day & Night", que proporciona sensibilidade para captação de imagens com baixa luminosidade. Com sinal de saída de vídeo composto analógico para enviar dados a um dispositivo de gravação local ou monitor, a RZ25 se assemelha nestes aspectos à P5.
Autor: Liliani Ferracini
Fonte: Revista SESVESP
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VOLKSWAGEM ADOTA TECNOLOGIA MOTOROLA PARA RASTREAMENTO DE SEUS VEÍCULOS

SEGURANÇA ELETRÔNICA
Líder na oferta de módulos e modems de comunicação sem fio para o mercado brasileiro, a Motorola está fornecendo a tecnologia de comunicação utilizada no novo sistema de monitoramento do Volkswagem Golf. O módulo g20 é um dos componentes mais importantes da solução oferecida pela Crown Telecom à Volkswagem, que estpa equipando seus automóveis Golf com um sistema de monitoramento baseado nas tecnologias GPS e GSM/GPRS para permitir, entre outras funcionalidades, a localização imediata do veículo. O sistema, instalado na rede concessionária e com garantia de fábrica, pode contribuir para a redução de até 40% no preço do seguro do veículo 0 Km.
O módulo Motorola g20 é responsável pela transmissão de informações captadas por receptores de satélites do sistema GPS, retrasmitindo dados como coordenadas, via antenas de telefonia móvel GSM/GPRS, para uma central de monitoramento que processa os dados. Com a solução da Crown Telecom, o carro é monitorado em tempo real e permite que o proprietário acompanhe, 24 horas por dia, inclusive on-line pela internet, a localização do veículo, apoiado por uma equipe de pronta resposta na central de atendimento.
"A tecnologia disponível hoje permite que, com este monitoramento, as empresas forneçam outros serviços além do rastreamento de veículos voltado à segurança, tais como localização, medição de velocidade e análise da parte mecânica do automóvel, tudo isso em tempo real", diz Marcelo Catapani, diretor da área de Wireless Data Business da Motorola.
O novo sistema de monitoramento é homologado pela engenharia da Volkswagem e certificado pelo CESVI - Centro de Experimentação e Segurança Viária, bem como pela ANATEL - Agência Nacional de Telecomunicações.
Autor: Lilian Ferracini
Fonte: Revista SESVESP
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COMO STRESS AFETA SEU CORPO

SAÚDE
Depois que você lutou, fugiu ou escapou de alguma forma de uma situação estressante, os níveis de cortisol e adrenalina na sua corrente sanguínea caem. Como resultado, sua freqüência cardíaca e sua pressão sanguínea retornam ao normal e sua digestão e metabolismo regularizam. Mas se as situações estressantes começam a se acumular uma após a outra, seu organismo não tem chance de se recuperar. Essa ativação em longo prazo do sistema de resposta ao stress pode desequilibrar quase todos os processos corporais normais, aumentando o risco de obesidade, insônia, distúrbios digestivos, problemas cardíacos e depressão. Sistema Digestivo – É comum ter uma dor de estômago ou uma diarréia quando se está estressado. Isso ocorre porque os hormônios do estresse lentificam a liberação do suco gástrico e o esvaziamento do estômago. Esses mesmos hormônios aceleram a peristalse do cólon fazendo com que o seu conteúdo se mova com mais rapidez. O stress crônico pode levar ainda a níveis altos constantes de cortisol no sangue, o que causa um aumento do apetite e conseqüente ganho de peso. Sistema Imunológico – O stress crônico pode deprimir seu sistema imune, tornando-o mais suscetível a gripes e outras infecções. Normalmente, seu sistema imune responde à infecção liberando várias substâncias que causam inflamação. Em resposta, as glândulas adrenais produzem cortisol,, que inibe as respostas imunes e inflamatórias quando ocorre a resolução da infecção. Entretanto, stress prolongado sustenta um nível de cortisol continuamente elevado, fazendo com que seu sistema imune mantenha-se suprimido. Em alguns casos, o stress pode ter o efeito oposto, tornando seu sistema imune super ativo. O resultado é o surgimento das doenças auto-imunes, as quais seu sistema imune ataca suas próprias células. O stress pode ainda agravar os sintomas de uma doença auto-imune.. Por exemplo, o stresse é um dos gatilhos para o início da sintomatologia no Lúpus. Sistema Nervoso – Se sua resposta ao stress é sempre ativada, hormônios do stress produzem sensações persistentes de ansiedade, impotência e fracasso iminente. Uma sensibilidade maior ao stress tem sido associada à depressão severa, possivelmente porque pessoas em depressão têm uma dificuldade maior para se adaptar aos efeitos negativos do cortisol. Os derivados do cortisol agem como sedativo o que contribui para a sensação constante de depressão. Quantidades excessivas de cortisol podem causar distúrbios de sono, perda da libido e do apetite. Sistema Cardiovascular – Altos níveis de cortisol podem ainda elevar sua freqüência cardíaca, sua pressão arterial e os níveis de gordura no sangue (triglicerídeos e colesterol). Esses são fatores de risco para ataque cardíaco e infarto. O cortisol parece desempenhar ainda um papel importante no acúmulo de gordura abdominal, o que dá a pessoa uma forma de “maça”. Pessoas que possuem esse formato corporal de “maça’ têm maior risco de desenvolverem doenças cardíacas e diabetes do que pessoas que possuem um formato de corpo em forma de “pêra”, onde a gordura se concentra mais nos quadris. Outros sistemas – O stress piora várias condições de pele como psoríase, eczema, urticárias e acne como também podem dar início a ataques de asma. Autor: Elisabete Fernandes Almeida – escritora e editora médica com especialização em projetos de educação médica continuada. Fonte: revista SESVESP
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3 de abr. de 2010

A POLÍCIA É REFLEXO DA SOCIEDADE

SEGURANÇA PÚBLICA
"Cada sociedade tem o tipo de criminoso que merece. O que é igualmente verdade é que cada comunidade tem o tipo de polícia que insiste em ter". Robert Kennedy
Nos últimos tempos, podemos observar o quanto o serviço policial está sendo alvo de críticas, nos mais diversos sentidos. Basicamente, todas as discussões giram em torno de problemas como corrupção, violência policial, entre outros pontos negativos. Mas a verdade não está toda desnuda, porque a culpa é sempre creditada ao policial, e a problemática não está nele, e sim no modelo de segurança que temos. Fica uma questão: qual a polícia que a sociedade quer? A que está aí, acredito. Porque, caso os cidadãos desejassem um modelo mais perfeito dos organismos policiais, os poderes representativos (Executivo, Legislativo e Judiciário) já teriam expressado essa vontade popular, emparedados por uma cobrança maciça e contínua. E um modelo excelente de policiamento inclui, desde sempre, o respeito pelo cidadão – e a conseqüente deferência pela atividade policial, por parte desse mesmo cidadão. A partir do momento que todos os serviços policiais fossem devidamente treinados, equipados e munidos da autoridade que lhes é devidamente imbuída pela função, seria extinto o que se denomina popularmente de "aplicação social da lei": os agentes de segurança pública cumpririam, na totalidade e sem meios termos, o que está previsto na legislação. Da forma como a segurança pública funciona hoje, se os policiais exigissem o cumprimento integral da lei, seriam acusados de rigorosos, insensíveis e outros termos por atos que, no fim, somente demonstrariam profissionalismo e dedicação. Ou alguém, nos dias atuais, ficaria feliz de ser autuado por estacionar em frente à garagem de sua própria casa ou em fila dupla na porta do colégio das crianças? A lei não faz exceções, devemos nos lembrar. Com esta mudança de comportamento por parte das forças policiais, a ponderação e o descaso pelo serviço certamente desapareceriam. Digo ponderação, quando temos o costume de discutir, imediatamente, com o policial que está nos fazendo uma abordagem ou uma notificação de trânsito – mesmo sabendo que temos meios legais para as devidas providências. Essa discussão pode gerar margem para interpretações dúbias, tais como oportunidades de corrupção (e de tentar corromper, não podemos esquecer) ou de excessos das partes envolvidas, tais como abusos do corpo policial, ou mesmo do cidadão, onde este seria indubitavelmente qualificado nos termos do "desacato à autoridade". Desacato? A qual autoridade? A partir do momento em que a sociedade não tem aporte educacional nem cultural para interpretar devidamente o serviço policial, este, por si só, já nasce falho. Como exemplo, pecamos na educação das crianças, quando muitos pais, por desleixo ou pura falta de autoridade familiar, ameaçam suas crianças com a presença da polícia – os que mais denotam temeridade (principalmente pela ostensividade dos seus uniformes e armamentos): ROTAM, GPT, ROTA, entre outros. Qual a opinião que se formará na mente destes pequenos seres? De que lado ele se situará, nesse imenso desafio que é manter a segurança pública em geral? Sem levar em conta as influências culturais que pervertem o sentido das coisas, trazendo uma violência midiática à tona, onde a polícia passa a ser mais temida que a própria criminalidade. A polícia é um reflexo da sociedade em que está inserida. Em uma sociedade totalmente honesta, os policiais serão totalmente honestos; em uma sociedade em que parte da população é corrupta, haverá parte dos policiais que pratica a corrupção. Essa é uma máxima já desgastada para os estudiosos, mas a sociedade não vê isso. O que se demonstra é um desapego total à problemática, onde os policiais carregam a pecha de participantes de um esquema criminoso e corrupto - que não tem fim, nem inocentes, o que não é verdade. Em uma recente entrevista a uma rádio local, um comandante da Polícia Militar do Estado de Goiás arrazoou bem: numa corporação com mais de 15.000 policiais, um número inferior a 150 membros estão sendo acusados, formalmente, de alguma irregularidade ou desvio. Isso representa, estatisticamente, menos de 1% (!) de todo o efetivo. E esses índices se repetem em todos os organismos policiais, Brasil afora. Permitindo uma observação livre, acredito que estes dados são compatíveis com os procedimentos internos dos conselhos de classes nacionais (OAB, CRM, CRA, entre outros). Mas, por que o impacto social da falha do serviço policial é maior? Por envolver vidas e liberdade? Por ser um serviço público que deveria zelar pela sociedade? Não vejo diferenças com outras profissões ou funções - sem desmerecer nenhuma, inclusive. O governo tenta se eximir das responsabilidades sobre a má qualidade de nosso policiamento e serviços de segurança pública, em geral. Atualmente, está em discussão uma inovação legal visando o combate à tortura no Brasil, onde se prevê, entre outras propostas governamentais, a inversão do ônus da prova, em casos de denúncias de crimes de tortura. Esta inversão denota, em poucas palavras, que o policial terá, sempre, de provar que não se excedeu e agiu com lisura. Mas, e a responsabilização institucional da falta de treinamento para o policial acusado? Qual será a salvaguarda para os policiais em atividade, que a partir deste momento, não terão a segurança de suas ações, em resposta a uma possível onda de denuncismo? Nunca é demais lembrar que eles próprios terão que tomar as providências cabíveis para as suas defesas, às suas expensas. Conclamo os cidadãos de bem a abrirem os olhos para um fato importante: se o policial, como agente de autoridade representante do poder público, pratica alguma falha (no sentido de excesso ou desvio funcional) a responsabilidade TODA tem que ser creditada ao órgão a que este é ligado, porque a irregularidade derivou de uma falha de treinamento, equipamento ou mesmo de acompanhamento institucional. Não se nasce policial, mas forma-se. Policiais são recrutados entre os cidadãos comuns, provenientes de famílias comuns e, fora da função policial, são como qualquer outro do povo. Tal qual uma ferramenta, o agente de segurança pública simboliza, na maioria das vezes, o caminho que o Estado indica a ele. Não falo aqui de atos de omissão, corrupção e outros naturais a toda a espécie humana: estes casos têm que ser tratados individualmente, pois aqui o cidadão, transmutado em policial, utiliza a função para exercitar atividades incompatíveis com a finalidade da segurança pública. Finalizando, o organismo policial, por si só, não é responsável pelo que vem acontecendo, pois a ausência de fiscalização social gerou o que sofremos atualmente. O Ministério Público e o Poder Judiciário não estão se omitindo nas punições (individuais, aos policiais), mas também estas instituições são partes responsáveis pela exigência, constitucional, da melhor qualidade de nossa segurança pública, podendo, inclusive, reclamarem administrativa e criminalmente, a eficiência dos organismos policiais – e, como conseqüência, mudar a mentalidade pública sobre a atividade policial.
Autor: Fabiano da Silva Faria policial rodoviário federal em Goiás, instrutor de curso de formação e reciclagens, pós-graduando em Criminologia pela Universidade Federal de Goiás Fonte:www.jusnavegandi.com
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1 de abr. de 2010

SEGURANÇA PESSOAL

SEGURANÇA PESSOAL
Estando o nosso país a atravessar um período em que preside à União Européia, muito se tem falado de segurança, nomeadamente dos dispositivos de segurança a individualidades. Embora o nosso país não tenha um histórico significativo de ameaças, violência ou mesmo terrorismo, é evidente que aos termos, em território nacional, individualidades estrangeiras, as possibilidades de tais atos acontecerem aumenta substancialmente e obriga a que todos os dispositivos de segurança aumentem de forma a garantir a segurança contra todas as possíveis ameaças. Mas será que Portugal é um país de forte ameaça a empresários, políticos ou individualidades? Penso que todos concordamos que a resposta é negativa. Mas até quando?Se já ouvimos, ainda há bem pouco tempo, relatos de presidentes da República a passear com a família na baixa lisboeta, deslocando-se de metro e aparentemente sem segurança individual, também já tivemos conhecimento de raptos de empresários ou familiares e mesmo ameaças físicas a políticos. Então, como protegê-los?Durante muito tempo o nosso Estado considerou que tal tarefa competia exclusivamente às entidades policiais e militares. Devido à impossibilidade de esses organismos responderem ao aumento de pedidos, principalmente por parte de empresas e particulares, deparamos com a realização dessa proteção por elementos ou empresas a atuarem sem qualquer preparação e sem qualquer enquadramento jurídico.Em conseqüência da alteração da legislação sobre a segurança privada, que veio abrir às empresas do sector a possibilidade de realizar a proteção de pessoas na via pública, começamos a ver nos meios de comunicação social, e mesmo nas nossas ruas, elementos destas empresas a realizar este tipo de serviço.Mas, talvez por defeito meu, na grande maioria das vezes o que vejo são os famosos elementos de fato escuros, óculos escuros, porte físico avultado, tipo “gorila” e vi, mesmo em reportagens de algumas cadeias de televisão, a sua formação a sair dos carros de armas na mão, em grandes cambalhotas e saltos, tudo com grande aparato.Não ponho em dúvida que se eles existem e as empresas investem neste tipo de formação é porque terão clientes para os mesmos, mas será que este mercado justifica o investimento por parte das empresas? Não estará em risco de desinvestimento e diminuição de oferta, podendo mesmo acabar com este tipo de trabalho no nosso país? Acredito que a proteção a pessoas será sempre necessária, na conseqüência das possíveis ameaças, sejam elas políticos, empresários, artistas, simples cidadãos ou até mesmo os peneirentos que querem mostrar aos amigos que têm dinheiro para pagar e até são tão importantes que sofrem ameaças. Nos E.U.A e em alguns países da Europa existe, já há bastante tempo, uma especialização deste serviço denominado “Executive Protection” que se baseia na necessidade dos executivos empresariais, que principalmente reside na sua proteção, conforto e rentabilizarão do seu tempo. Este serviço desenvolveu técnicas específicas para oferecer aos executivos 3 fatores principais: · 1º Rentabilizarão ao máximo do seu tempo; · 2º Proteção, com discrição e sem aparatos; · 3º Conforto. Pessoalmente, tive o privilégio de ter recebido formação específica neste serviço, realizada nos E.U.A., e a oportunidade de realizá-lo em diversas ocasiões em diversos locais do globo. Poderia resumir, como principal meio de atuar, o planejamento. Este serviço obriga a um planejamento muito detalhado e com a máxima antecedência possível. Este planejamento começa quando o executivo decide realizar a viagem e/ou os contactos. O líder da equipa de segurança, em conjunto com o secretariado do executivo, inicia então a preparação da agenda, de forma a que o tempo despendido com viagens seja o menor possível, bem como para garantir que as mesmas se realizam prevendo a total proteção do executivo, não só de possíveis ataques, mas também de acidentes.Após este planejamento a equipa de segurança vai para o terreno e aí confirma os percursos e respectivos tempos, locais de estadia, refeições e reuniões, de modo a que tudo esteja planeado. Neste planeamento todos os detalhes são vistos e revistos por diversas vezes e o plano de atuação é testado por diversas vezes. O detalhe deste planeamento é tal que uma das dificuldades que uma vez tive foi numa cidade da Polônia para encontrar um hospital em que, durante o período de permanência do meu executivo, tivesse em prontidão uma equipa médica que dominasse a língua inglesa.Lembro-me, com algum humor, do período de formação em que fomos mentalizados para nos preocuparmos sempre com 3 fatores: 1. Não existirem surpresas; 2. Nunca estarmos tão perto do nosso protegido que ele se sinta na necessidade de nos apresentar, nem tão longe que, em dois segundos, não estivéssemos o seu lado; 3. Nunca nos apresentarmos de forma a nos tornarmos um alvo, por exemplo, com fatos pretos, óculos escuros, etc. Já agora, essa de se utilizar os óculos escuros para não se ver para onde olhamos, já era! Quanto ao planeamento, temos que compreender que o minuto de um executivo tem um valor elevado, não só para si próprio como para a organização que representa e dirige. Lembro-me que, do largo período em que realizei este serviço para uma das maiores multinacionais do mercado financeiro global, a única vez em que fui chamado à atenção por parte do CEO desse grupo econômico foi em Frankfurt, quando, devido a um erro de planeamento, chegamos ao aeroporto com 45 minutos de antecedência do vôo, quando o anteriormente definido seria de 15 minutos. Assim, o meu protegido, salientou-me que 30 minutos a mais na espera de um vôo era um prejuízo substancial para a organização e para eu não repetir. Por este exemplo podemos verificar o detalhe em que este tipo de serviço tem de trabalhar. Nada pode ficar ao acaso, principalmente na proteção pessoal do executivo, pois ao efetuarmos uma proteção sem aparatos, com aproximação média, e na maioria das vezes sem armas, qualquer falta de planeamento poderá ser o fim da missão. Quanto à proteção pessoal, a filosofia da mesma é prever todas as possíveis ameaças, criar um plano de atuação para todas e em todos os locais e, depois, em situação de ameaça, o nosso objetivo é afastar e mesmo retirar o nosso protegido para local seguro e não nos preocuparmos com a ameaça; tal objetivo competirá a equipa de segurança local ou autoridades. No que diz respeito ao fator do conforto talvez esta parte seja um ponto de grande discórdia para os nossos técnicos de segurança, pois num seminário realizado em Lisboa, ao relatar aos meus colegas este tipo de detalhe e missão, este foi quase unanimemente definido pelos presentes como desnecessário e, até, humilhante para a segurança - mas eu continuo a discordar deles. O conforto do executivo quando viaja, ou quando se encontra em reuniões exteriores, é importantíssimo para a sua rentabilidade como executivo. Dormiu-se mal, se acordou mal disposto pela temperatura ou aspecto do quarto, tudo isto vai influenciar o seu comportamento, pondo mesmo em causa bons resultados nos negócios. Como seguranças de “executivo protetion” a nossa missão é garantir à empresa a maior produtividade deste executivo. Para isso temos de protegê-lo no seu trabalho e garantir que não há desperdício de tempo, mas também temos a responsabilidade de garantir-lhe o máximo de conforto, para que ele possa então cumprir com a sua missão. Portanto, nunca me senti humilhado ou com uma missão menor quando, por exemplo, e caso específico de um executivo que protegi por diversas vezes, ele solicitava um jarro de água morna ao planear as suas reuniões, pois esse era o conforto dele. É evidente que, para tal, as particularidades do protegido têm de ser do conhecimento do líder da equipa de proteção, desde que, claro, sejam necessárias à missão. Para isso, temos de transmitir confiança ao executivo para ele nos confiar estas particularidades e até, muitas vezes, partilhar partes da sua vida privada. Quantas vezes, o executivo, à noite ou noutra altura, querem divertir-se ou quer passear ou simplesmente fazer compras para a família? Pois nós também participamos neste lado da sua vida, e se ele não se sente confortável com a nossa presença e participação, ele vai fazê-lo às escondidas e vamos perdê-lo. Resumindo, o objetivo é não só proteger, mas garantir ao nosso executivo a tranqüilidade e boa disposição necessárias para aumentar a sua produção. Assim, cria-se um serviço pró ativo, que de despesa pura se transforma em investimento. É evidente que obriga a uma maior formação dos seus agentes, a um maior profissionalismo e a uma maior preparação (não se admite neste serviço um segurança que não domine algumas línguas, por exemplo). Pergunto-me se o risco, na grande maioria dos casos dos nossos executivos e no interior do nosso país, justifica o aparato de armas, fatos escuros, equipam de 5 elementos, viaturas blindadas, etc. “Visto por outro ângulo” não será muito mais apropriado o tipo de serviço referido como “executive protection” e, até, muito mais ligado à nossa cultura de baixa agressividade? Não consigo ver o executivo português, em Portugal, a sentir-se satisfeito ao ver-se acompanhado pelos ditos “gorilas”, a dar bem nas vistas e com toda a gente a olhar e a comentar a sua segurança, exceto se o seu objetivo for mesmo dar nas vistas! Com este serviço, não se apresentaria um maior profissionalismo no sector, beneficiando-o, elevando a relação do mesmo com o mercado, melhorando a sua imagem exterior e transmitindo uma idéia de confiança? Então porque não vemos publicitado no mercado este tipo de serviço? Não interessa às empresas de segurança?
Autor: Antonio Silveira Malheiro - Consultor/ formador de Segurança Integrada Fonte: http://www.revistaseguranca.com/
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O CRIME ORGANIZADO INTERNACIONAL

CRIME ORGANIZADO
(...) da criminalidade organizada internacional. Esse cenário, catalizado pelos avanços tecnológicos, veio colocar um desafio marcante e difícil... ...para a maioria das sociedades modernas, nomeadamente para aquelas que são geridas (pelo menos teoricamente), por governos democráticos e/ou enquadradas por economias de mercado livre. As redes criminosas internacionais têm demonstrado grande agilidade em tirar proveito das oportunidades que, à escala mundial, emergem das extraordinárias mudanças na política nos negócios, nas tecnologias e nas comunicações.
A globalização do crimeA distensão que adveio com o fim da Guerra Fria potenciou a tendência para a diminuição das barreiras políticas e econômicas não só na Europa, mas praticamente em todo o mundo. Esta evolução abriu caminho para o substancial aumento do comércio, do movimento de pessoas e do fluxo de capitais entre os países de mercado livre e as sociedades que até então haviam sido controladas pelos Blocos Comunistas e que, por isso, se apresentavam como mercados fechados. O fim da rivalidade entre as superpotências, os esforços para a paz e a maior abertura de fronteiras têm permitido aos criminosos expandir as suas redes e aumentar a cooperação em atividades ilícitas, nomeadamente no que diz respeito ao branqueamento de capitais. Os sucessivos acordos econômicos multilaterais, reduzindo barreiras comerciais na Europa, na América do Norte, na Ásia e em outras regiões do globo, têm aumentado significativamente o volume do comércio internacional legítimo. Grupos organizados de criminosos têm podido tirar partido desse fato para traficar drogas, armas, diamantes e outros produtos. Tornaram-se peritos em explorar a complexidade das redes internacionais de transportes para esconder qualquer tipo de comércio ilegal, chegando mesmo a conseguir ocultar ou camuflar a verdadeira origem e propriedade da carga. Ao mesmo tempo, nesse panorama de transição para economias mais abertas, vão estabelecendo companhias de fachada e negócios para legais ou quase-legais, de forma a facilitar o contrabando, a lavagem de dinheiro, a fraude financeira, a pirataria dos direitos de propriedade intelectual e outras iniciativas criminosas que lhes possam proporcionarlucro.
Escrito por José Luís Andrade
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VIDEO VIGILÂNCIA

VIDEO VIGILÂNCIA
Com certeza ainda nos lembramos daquelas velhinhas câmaras, bem grandes e dentro de caixotes, que nos davam imagens a preto e branco e de fraca qualidade, que quando escurecia tudo desaparecia.
Pois, é, nessa altura ainda se chamava CCTV (Closed Circuit Television). Mas estes brinquedos da altura foram evoluindo e começaram a oferecer-nos a possibilidade de ver várias imagens nos monitores, e a cores, bem como a possibilidade de as gravar e, até, de as trabalhar. Já lá vai o tempo, em que o zoom e a possibilidade de comandar estas câmaras à distância eram novidades.Depois foram entrando no nosso quotidiano. Nas grandes superfícies, começou a ser um hobby descobrir as pequenas câmaras, algumas bem à vista, outras dissimuladas, e aquelas bolinhas pretas no tecto, que no seu interior escondiam uma câmara comandada à distância. Nos edifícios de escritórios e fábricas, também começaram a aparecer, bem como no médio e pequeno comércio. Passou a ser normal convivermos com estes equipamentos, no nosso dia-a-dia, em quase todos os locais: escolas, hospitais, bancos, restaurantes, bares, etc. Dos sistemas mais simples aos mais sofisticados, habituámo-nos a usufruir das suas utilidades, seja para um reality show da televisão, seja para sabermos como vai o trânsito ou mesmo para falarmos através de computadores e podermos ver o nosso interlocutor. A utilidade destas pequenas, e cada vez mais pequenas, caixinhas com um olho tem-se alastrado de tal forma que hoje, se nos apercebermos, já faz parte do nosso estojo de utensílios, sem o qual não sabemos viver. A tecnologia utilizada tem vindo a evoluir de uma forma vertiginosa, em grande parte devido à sua utilização para fins militares, o que proporciona que, quando a atual tecnologia estiver desatualizada, a mesma será disponibilizada para o setor civil. Assim, ontem (porque, sinceramente, não podemos saber qual a nova tecnologia que hoje saiu para o mercado) tínhamos a possibilidade de utilizar estas câmaras com sistemas de zoom que nos permitem, a partir de um satélite, ver a íris de um olho, visionar através de objetos opacos e, por exemplo, detectar calor e visionar em luminosidade zero. A partir daqui podem usar a vossa imaginação. Mais ainda quando se associa estas câmaras a sistemas informáticos e, assim, obtermos informação de uma base de dados ou actuações pré-programadas, em tempo real. Por exemplo, podemos simplesmente programar que, ao ser detectado movimento numa determinada área de visionamento da câmara, a imagem passe a ser automaticamente gravada, as luzes da área sejam acesas, uma mensagem pré-defi nida seja emitida através de sistema sonoro e um aviso seja enviado para a central de monitorização, para que o operador tenha conhecimento da ocorrência. Este exemplo, nos projectos de segurança atuais, é comum e nada de especial, mas é evidente que podemos acrescentar mais utilidades ao sistema; tudo depende do que vamos proteger. Mas estes sistemas de vídeo não servem só para a segurança, não nos podemos esquecer que a mesma tecnologia é utilizada para consultas médicas e até cirurgias, à distância, para a gestão de tráfego, para a realização de reuniões com os participantes distribuídos por vários locais do globo ou para simplesmente sabermos quem está a tocar à campainha da nossa porta, entre imensos exemplos que podíamos ir rebuscar na utilização de sistemas de envio e recepção de imagem. Como é que estaria a nossa sociedade se não tivesse utilizado esta tecnologia? E se a sua utilização e desenvolvimento no setor militar também não sofre grandes debates, no setor policial e da segurança já provoca grandes discussões e análises entre grandes defensores da utilização de sistema de vídeo vigilância para a segurança de pessoas e bens, colocando a mesma acima de outros valores, e atacantes da mesma solução, realçando valores, como a privacidade, como superiores à segurança. Sinceramente não pretendo intrometer-me nesta discussão. Considero que depende… Depende das ameaças, depende do grau de segurança, depende do nível de privacidade, depende se a segurança é individual ou de grupo… depende! No entanto, acredito que a utilização destes sistemas em programas, tipo “Big Brother”, veio assustar as pessoas, “aí vem a privacidade dos concorrentes devassada”. Mas não nos podemos esquecer que estes concorrentes assim o aceitaram, sendo bem diferente do vulgar cidadão que percorre a sua rua. A tecnologia ao dispor, neste tipo de sistemas, realmente permite o acesso à vida privada de um ou mais cidadãos, mas também permite criar barreiras e proibições de o concretizar. Em Portugal existe legislação exigindo que as imagens gravadas em sistemas de vídeo vigilância sejam destruídas, no máximo, no prazo de 30 dias. Se esta determinação era difícil de controlar e fazer cumprir nos sistemas de gravação por cassete vídeo, desde que os mesmos sistemas passaram a ser em disco informático quase todos os equipamentos já vêm com possibilidade de pré-programar tal processo, sendo, assim, facilmente inspecionados. Também é um fato que nos locais, sejam privados ou públicos, em que a vídeo vigilância foi utilizada para a diminuição da criminalidade, tal se veio a verificar. Se voltarmos à questão, que tanta polêmica levanta no nosso país, sobre a vídeo vigilância nas áreas públicas, para a prevenção de criminalidade, podemos ir buscar imensos exemplos de países e cidades que obtiveram resultados surpreendentes. Lembro-me, por exemplo, da diminuição drástica da criminalidade em Nova Iorque, Londres, Paris e outras cidades espalhadas pelo mundo. Em Londres, onde tive a oportunidade de ver o sistema a trabalhar, no centro, na famosa “City”, uma quantidade considerável de câmaras instaladas na via pública, ligadas a centros de visionamento e comando policial, associadas a sistemas de reconhecimento e identificação facial e de matrículas de viaturas, com acesso à base de dados de criminosos, terroristas e suspeitos, bem como do registo de viaturas e da informação de furtos das mesmas, permite à Metropolitan Police de Londres, controlar as ruas do centro de Londres. O sistema permite, sem intervenção humana, reconhecer facialmente o condutor, passageiro ou transeunte, que seja detectado pela câmara. Identificá-lo, se o mesmo constar da dita base de dados (e só se nela constar, o que salvaguarda o vulgar cidadão, que obviamente não constará, e, portanto, não será identificado), reconhecer a matrícula da viatura e identificar o proprietário, bem como a situação da mesma. Em função dos resultados o sistema enviará, ou não, um alerta para o operador, podendo depois o operador decidir quais os procedimentos a efetuar, como, por exemplo, instruir o sistema para seguir a viatura, o que fará, câmara a câmara. Assim, além de ter sido possível efetuar uma redução de efetivos policiais em rondas, nas ruas, estes passaram a ser enviados diretamente para os locais onde existem problemas, rentabilizando e melhorando a sua atuação. Não nos podemos esquecer das famosas imagens do metro de Londres, que permitiu em curto prazo de tempo identificar os terroristas envolvidos no atentado e os seus procedimentos. Assim, foi possível desmantelar outras tentativas e grupos a eles ligados, bem como estudar os processos e, com esse conhecimento, evitar novos atentados. Mas aqui tocamos no ponto da ferida. Pois, “visto de outro ângulo”, eu pergunto, para quê gastarmos esse dinheiro todo, para proteger as cidades, bairros ou vilas das cidades? Servirá de alguma coisa termos sistemas de identificação para prevenir a criminalidade? Teremos alguma dúvida que as nossas polícias têm conhecimento da maioria dos criminosos em atividade? Será que o nosso problema de criminalidade está na identificação dos seus atores? Pessoalmente, acredito que não! O nosso problema está no sistema judicial, está no processo de direito penal, está na lei que castiga os criminosos. Pois se os sistemas de vigilância em Nova Iorque, Londres e noutros locais tiveram como consequência a diminuição da criminalidade, esta deveu-se principalmente à consequência dos fortes castigos aplicados, que fi zeram com que os criminosos começassem a ter medo de ser identifi cados e, consequentemente, castigados com penas bastante severas. Mas o que acontece neste nosso pequeno país? Os criminosos até são identificados. Até são levados à justiça. Mas depois, quando é aplicado o castigo, e nem sempre o é, este é leve e benevolente, com fortes possibilidades de prescrições, precárias, diminuições da pena, etc. Ainda há pouco tempo ouvi na televisão, sobre as novas penas, um juiz afirmar que em certos casos o crime compensa, se levarmos em consideração os proveitos e as penas possíveis. Portanto, de nada serve investirmos dinheiro em sistemas de prevenção de criminalidade, se depois os criminosos identifi cados não são exemplarmente punidos; se o fizermos só estamos a espalhar a notícia que até vale a pena… Que tal repensarmos o nosso sistema judicial e as leis que os nossos brilhantes políticos fizeram para diminuir os presos (custam dinheiro ao estado e não dão votos) e acelerar os processos nos tribunais (ótimo meio de no final poder dizer que os problemas nos tribunais acabaram)? Só depois poderemos discutir se vale a pena identificarmos os criminosos.
Autor: Antonio Silveira Malheiro - Consultor/ formador de Segurança Integrada Fonte: http://www.revistaseguranca.com/
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TRANSPORTE DE VALORES

TRANSPORTE DE VALORES
Recentemente, e em conseqüência de diversos acontecimentos relacionados com vigilantes e assaltos a viaturas de transporte de valores, apareceram diversas opiniões e até propostas de equipar os vigilantes, pelo menos os que atuam no transporte de valores, com armas de fogo. Humildemente, afirmaria que, para a generalidade dos vigilantes, nem vale a pena perder tempo a pensar nesta proposta, principalmente pelo aumento de risco para eles próprios e para a população em geral, e só quem não tem conhecimento da realidade do sector, quanto à quantidade e qualidade na seleção de admissão e formação ministrada, bem como ao controlo da atividade dos mesmos, é que poderá encontrar soluções para os problemas de criminalidade armando de armas de fogo os cerca de trinta mil vigilantes, com cartão profissional, que trabalham em Portugal. Se nos restringirmos aos vigilantes de Transporte de Valores, já considero passível de análise e discussão, e por isso vou tentar aqui defender a minha opinião sobre o mesmo. Embora o Ministério da tutela tenha recentemente criado nova legislação sobre esta atividade, exigindo o acréscimo da proteção das viaturas, obrigando a mais formação para os vigilantes deste serviço e definindo como mínimo a tripulação de três elementos, prática que no início da atividade era corrente, e que, posteriormente, somente por questões comerciais e importando práticas dos nossos vizinhos, foram alterados, os fatores de risco nestas operações não foram alterados. Então, onde existe maior risco numa operação de transporte de valores? Ao contrário de outros países, em que viaturas blindadas são atacadas à bazucada, em Portugal, o ataque, na grande maioria dos casos, não tem sido às viaturas, e embora as notícias que aparecem na comunicação social sempre refiram o assalto a uma viatura, na realidade, o que tem acontecido é o ataque ao vigilante ou vigilante que se encontram no exterior da viatura. Atualmente, a maioria das viaturas da especialidade a operar no país encontra-se equipada com meios de proteção à viatura e seu interior, meios esses que a criminalidade portuguesa ainda não teve a coragem de atacar diretamente, o que também não seria nada fácil. A tecnologia utilizada nestas viaturas é extremamente desenvolvida, englobando GPS, sistemas de bloqueamento da viatura, emissões de alarmes de vários modos, sistemas automáticos de travamento de portas, etc., etc. Assim, os vigilantes que se encontram no interior das mesmas estão devidamente protegidos e só será ameaçado na sua integridade física se cometerem um erro. Daí que o aumento de risco na operação é no transporte exterior à viatura, em que o vigilante transporta um ou mais sacos com valores no seu interior. Também para esta operação existem normas de proteção como, por exemplo, a quantidade máxima de valor a transportar em cada saco ou mala. A tecnologia de equipamentos de dissuasão do roubo dos referidos sacos ou malas tem evoluído substancialmente, podendo os mesmos estar equipados com sistemas de alarme acionados pelo vigilante, com sistema de pintura das notas, com sistemas de sonoro e, até, com a possibilidade de darem choques elétricos ou mesmo de localização por GPS. É evidente que depende de cada empresa que presta serviços nesta área de atividade a quantidade e qualidade dos equipamentos que integram as suas viaturas e que servem de apoio ao vigilante. Mas, voltando ao assunto fulcral, então, para resolvermos o problema dos assaltos ao Transporte de Valores, vamos formar e equipar os vigilantes com armas de fogo. Embora considerando que uma vida é uma perda muito alta, se analisarmos a quantidade de vigilantes mortos ou feridos nestes assaltos, com a quantidade de vigilantes envolvidos neste serviço, a quantidade de serviços e horas em que os mesmos se encontram a trabalhar, com certeza afirmaremos que, no nosso país, esse rádio é substancialmente baixo. Além disso, a arma vai servir para quê? Para proteger o dinheiro ou para proteger o vigilante? Se a sua finalidade é a primeira, então para quê os seguros que cobrem estes serviços e que indenizarão o lesado no valor roubado, caso as normas de procedimentos tenham sido cumpridas? Além disso, para quê investir em melhores viaturas e equipamentos, se o valor transportado será defendido a tiro? Se for como objetivo a segunda hipótese, então, mais complicado fica, pois sabemos que violência gera violência e, se hoje, a maioria dos casos de assalto não resulta em feridos ou mortos, imaginem só com o vigilante com uma arma à cintura. Na minha óptica passa a ser um alvo: os profissionais do crime de certeza que não desistirão de atacar o transporte de valores, aumentarão de certeza a violência e, antes de tentarem roubar o dinheiro, passarão a atacar “a tiro” os vigilantes. Tenho a convicção de que, se esta medida avançar, irá, na generalidade, deparar-nos com muitos mais vigilantes feridos e mortos neste tipo de atividade. “Visto por outro ângulo”, porque é que as empresas do sector não investem mais em equipamentos tecnológicos para a dissuasão do assalto? Ainda há pouco tempo pudemos ver na televisão uma reportagem sobre uma mala de transporte de valores utilizando alta tecnologia que funciona, de certeza, na dissuasão do assalto. Custa muito dinheiro? Será despesa ou será investimento? Não será melhor do que envolver armas em áreas públicas? Porque é que as empresas do sector não investem mais na formação e em procedimentos de atuação, com o objetivo de proteger mais os vigilantes envolvidos? Quem não tem visto um vigilante sozinho a meter dinheiro numa caixa de multibanco, muitas das vezes de costas para o público que circula na área, ou que, mesmo, se encontra à espera para utilizar a referida máquina? Ou mesmo, um só vigilante a sair de um supermercado com um saco de valores (ou talvez dois), a atravessar o passeio, no meio da multidão, até chegar à viatura? E quantas vezes esta operação é realizada rotineiramente, nos mesmos dias da semana e à mesma hora? Utilizar dois vigilantes externos à viatura (agora obrigatório com a nova legislação) encarece o serviço. È verdade, mas o mercado tem de funcionar e a diferença dos melhores para os piores tem de existir e será o cliente a fazer a opção da qualidade. Além disso, deverá ser bem claro aquilo que a atual legislação da segurança privada define como objetivo deste sector: “o transporte, a guarda, o tratamento e a distribuição de valores”. Não vemos aqui qualquer referência ao combate à criminalidade nesta atividade, e muito menos ao objetivo de apanhar os criminosos. Quantas vezes temos conhecimento de vigilantes que perante o assalto se recusam a entregar o saco de valores ou tentam atacar o assaltante… Daí que, no período de formação, seja fundamental clarificar muito bem a missão e os procedimentos dos vigilantes, conforme as operações, e explicar o significado da função de vigilante e não de segurança. Realizando estas alterações, será necessário os vigilantes andarem armados na generalidade? Compreendia, sim, a pretensão de que o artigo 14º do Dec. Lei 35/2004, onde se define que o pessoal de vigilância está sujeito ao regime geral de uso e porte de arma e que, em serviço, só é permitido, se autorizado por escrito pela entidade patronal e por período definido, renovável, mas que pode ser revogado a qualquer momento, fosse estendido ao pessoal de transporte de valores, responsabilizando assim a empresa por essa autorização, e não permitindo a posse e proliferação de armas de fogo nas empresas de segurança privada, impedindo a remota possibilidade da criação de pequenos exércitos às ordens do “patrão”. Compreendia sim, a pretensão de maior colaboração e parceria das autoridades policiais nas operações de maior risco, pois é a eles que compete o combate ao crime e possível detenção dos criminosos. Para finalizar, é curioso que um dos exemplos que tenha sido utilizado tenha sido o dos nossos vizinhos espanhóis, mas querem comparar um vigilante juramentado de Espanha (pois só estes podem usar arma e em condições muito restritas) com o nosso atual vigilante? E porque não outros exemplos, como os do Norte da Europa e do Reino Unido, onde cada vez mais se utilizam vigilantes desarmados, mas devidamente equipados com meios de proteção individual? Os meios utilizados custam muito dinheiro? Pois custam.
Autor: Antonio Silveira Malheiro - Consultor/ formador de Segurança Integrada Fonte: http://www.revistaseguranca.com/
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LEI DETERMINA ESTACIONAMENTO EXCLUSIVO PARA CARRO-FORTE NA CIDADE DE SOROCOBA-SP

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O prefeito Vitor Lippi (PSDB) sancionou a lei que proíbe o uso de vias públicas para a transferência de valores de carros-fortes às agências bancárias e instituições financeiras em Sorocaba.A nova lei, de autoria do vereador José Francisco Martinez (PSDB), foi publicada no jornal Município de Sorocaba, em sua edição da última sexta-feira. De acordo com a Lei nº 9.075, os estabelecimentos financeiros deverão destinar um local adequado para o embarque, desembarque e transferência de dinheiro sob pena de advertência, multa e até mesmo suspensão do alvará. As agências em funcionamento têm o prazo de 180 dias para adequação e a emissão de alvará para novos estabelecimentos que utilizam este tipo de transporte, como bancos e financeiras, está condicionada ao cumprimento da determinação. O objetivo da lei, segundo autor, é garantir a segurança de usuários e pedestres. “Entende-se por local apropriado aquele que não ofereça risco aos clientes cujo acesso seja restrito aos vigilantes e ao carro-forte, exclui-se a possibilidade de uso ou área ou via pública”, estabelece a nova lei.
Fonte: Cruzeiro do Sul-SP
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BANCOS SÃO MULTADOS EM R$ 1,540 MILHÃO NA 85º REUNIÃO DA CCASP NA FP

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Os bancos foram punidos na quarta-feira, dia 17, com 132 multas por descumprimento das leis de segurança, totalizando R$ 1,540 milhão, durante a 85ª reunião da Comissão Consultiva para Assuntos de Segurança Privada (CCASP) do Ministério da Justiça, coordenada pelo delegado Adelar Anderle da Polícia Federal (PF), em Brasília, capital do Brasil. Duas agências da Nossa Caixa, hoje do Banco do Brasil, também foram interditadas.O campeão em multas foi o Santander, com R$ 625 mil. "Essas penalidades foram aplicadas, em consequência da diminuição no número de vigilantes nas agências. Após denúncia feita por entidades sindicais dos bancários e vigilantes em 2009, a PF realizou diligências nas agências do banco espanhol e constatou o problema", destaca o diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo e representante da Contraf-CUT, Daniel Reis.O vice-campeão em multas foi o Itaú Unibanco com R$ 270 mil e o terceiro lugar, o HSBC com R$ 145 mil.
Veja os bancos multados:
Santander - R$ 625,010 mil
Itaú Unibanco - R$ 438,670 mil
HSBC - R$ 145,001
Mercantil do Brasil - R$ 65,002
Bradesco - R$ 45,665 mil
Caixa Econômica Federal - R$ 43,336 mil
Nossa Caixa - R$ 46,666Safra - R$ 30,003 mil
Banco do Brasil - R$ 20,665 mil
BMG - R$ 20 milBIC - R$ 15 mil
Banco do Nordeste do Brasil - R$ 15 mil
Banco da Amazônia - R$ 10,001 mil
Semear - R$ 10,001 milBanif - R$ 10,001 mil
Total - R$ 1.540,021 mil
A CCASP é um fórum tripartite. Conta com representantes do governo e entidades dos patrões e dos trabalhadores e se reúne, em média, a cada dois meses para julgar os processos abertos pela fiscalização das delegacias estaduais de segurança privada da PF. A Contraf-CUT representa os bancários e atua em conjunto com o Coletivo Nacional de Segurança Bancária, integrado por dirigentes das federações, e em parceria com a Confederação Nacional dos Trabalhadores Vigilantes (CNTV).
Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo e Feeb/RS
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VEREADORES DE CURITIBA QUEREM REGULAMENTAR A CONTRATAÇÃO DE SEGURANÇA EM BOATES

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A Comissão de Urbanismo e Obras Públicas da Câmara Municipal da cidade de Curitiba/ Paraná - Brasil, decidiu que vai reapresentar o projeto de lei que disciplina a contratação de segurança privada nas casas noturnas e similares. Os vereadores que compõem a comissão reuniram-se nesta terça-feira (2) para discutir o projeto, que havia sido protocolado no período da última legislatura. Na época, quando a então presidente da comissão era a vereadora Roseli Isidoro (PT), a iniciativa foi resultado de uma série de discussões e audiências públicas. No entanto, com o término da legislatura, a proposta teve que ser arquivada. De acordo com Tico Kuzma (PSB), presidente da Comissão de Urbanismo, a Comissão de Segurança da Casa também participará do debate. A ideia é que as casas noturnas contratem empresas de segurança privada que sejam devidamente autorizadas, controladas e fiscalizadas pelo Ministério da Justiça, através da Polícia Federal. “O que acontece hoje é que muitas empresas contratam seguranças sem o menor preparo para o trabalho e que acabam cometendo abusos contra os frequentadores”, argumenta Kuzma.Agora, devido à sua importância, os vereadores querem ampliar a discussão. Por sugestão do vereador Felipe Braga Côrtes (PSDB), na próxima semana, os parlamentares das comissões de Urbanismo e de Segurança Pública deverão ir até a Polícia Federal. Eles querem ver como funciona a legislação federal a respeito e discutir quanto à fiscalização das empresas de segurança.Fazem parte da comissão de Urbanismo também os vereadores Jonny Stica (PT), Julieta Reis (DEM) e Omar Sabbag Filho (PSDB). Associação A reunião ainda contou com a presença do presidente da Associação Brasileira dos Bares e Casas Noturnas seção Paraná (Abrabar-PR), Fábio Aguayo, que informou que a entidade já está trabalhando para disciplinar a presença de seguranças nestes estabelecimentos. “É importante o treinamento, por que o segurança ou age com diplomacia ou acaba servindo como estopim da confusão”, afirmou. Projeto de leiO substitutivo geral ao projeto de lei, que será reapresentado, disciplina a contratação de segurança privada nas casas noturnas e similares. Os usuários dos serviços de segurança privada ficariam obrigados a contratar empresas devidamente autorizadas controladas pelo Ministério da Justiça, através da Polícia Federal. Tanto os contratantes quanto as empresas de segurança seriam também obrigados a garantir a integridade física e moral dos frequentadores e deveriam utilizar-se moderadamente dos meios necessários nas eventuais intervenções. Os proprietários de casas noturnas, bares, danceterias, clubes, casas de espetáculos, boates, shoppings e centros comerciais deverão elaborar um plano de segurança que deverá ser apresentado e aprovado pela Secretaria Municipal de Defesa Social. O vigilante deverá possuir curso de formação, reciclagem e ser portador de Carteira Nacional de Vigilância, emitida pelo Ministério da Justiça. A infração a estas regras prevê de notificação a multa de R$ 1.500 a R$ 3 mil e cassação do alvará de funcionamento.
Fonte: Câmara Municipal de Curitiba
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MULHERES VIGILANTES, QUEBRANDO PRECONCEITOS

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Uma das profissões tidas como tipicamente masculinas começa a ficar mais feminina. Ser vigilante, no Brasil, deixou de ser uma prerrogativa dos homens. As mulheres, que em 2004 não representavam sequer 4% do mercado total de trabalho, hoje já são quase 8% da categoria.A secretária de Assuntos das Mulheres da Confederação Nacional dos Vigilantes, Regina Perpétua Cruz ,explica que , nas grandes cidades, o mercado para as trabalhadoras está em franca expansão: “As multinacionais pedem mulheres para trabalhar, especialmente na recepção”, explica. Em Curitiba, no Paraná, a maior abertura do mercado de trabalho para as mulheres também significa aumento nasexigências: “Os contratantes pedem mulheres bilíngües e até rilíngues” ,explicaRegina, destacando que as montadoras de automóveis exigem fluência em espanhol, alemão e inglês (caso da Audi, por exemplo).Se a exigência aumenta, aumentam também os salários. “A trabalhadora que fala outras línguas chega a ganhar 20% a mais que o vigilante que só se comunica em português”, diz Regina.O problema, no mercado para mulheres, ainda é o preconceito. Embora proibida, a exigência por “boa aparência” continua sendo uma constante. A CNTV tem trabalhado junto a grandes empresas a questão e também a inclusão da mulher no mercado de trabalho.“Em vigilância, a mulher só é contratada quando o próprio cliente solicita a vigilante feminina, caso contrário, a preferência ainda é pelos homens”, lamenta Regina.O mercado pode até ser mais restrito, mas a disposição da mulher para o trabalho não. Vale destacar que as mulheres passam exatamente pelo mesmo treinamento que os homens. E só são habilitadas para o trabalho se cumprirem as mesmas exigências, que incluem aulas de tiro e defesa pessoal, por exemplo.
Fonte: CNTV
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EMPRESAS CLANDESTINAS DE SEGURANÇA PREOCUPAM VEREADORES

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Vereadores da Câmara Municipal da cidade de Curitiba / Paraná - Brasil , estudam mecanismos para impedir o funcionamento de empresas clandestinas de segurança privada na capital.No dia 16/03/2010, parlamentares das comissões de Urbanismo e Obras Públicas e de Segurança Pública e Defesa da Cidadania reuniram-se com o chefe em exercício da Delegacia de Controle de Segurança Privada da Polícia Federal (PF), Wilson Ferreira Bonfim, e com o Presidente do Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região (SindVigilantes), João Soares. Na ocasião, foi debatida a constitucionalidade de projetos de lei que aumentariam a fiscalização no setor.O serviço de segurança privada é regido por leis federais, que condicionam o funcionamento das empresas à posse da Autorização de Funcionamento, emitida pelo Ministério da Justiça e publicada no Diário Oficial da União, e do Certificado de Segurança, expedido pela Polícia Federal, que atesta as condições técnicas para a prestação dos serviços. Empresa clandestina é aquela que obteve o registro na Junta Comercial e o alvará municipal sem possuir os documentos federais.MedidasProposta do vereador Emerson Prado (PSDB) prevê que a prefeitura só conceda os alvarás de funcionamento às empresas que possuam a certificação federal. Já o projeto de lei da Comissão de Urbanismo propõe que os usuários dos serviços de segurança privada fiquem obrigados a contratar empresas devidamente autorizadas, controladas e fiscalizadas pela Polícia Federal, além de protocolarem na Secretaria Municipal de Defesa Social um planejamento de segurança. "A Câmara Municipal quer colaborar com a Polícia Federal na fiscalização da segurança privada", afirmou Tico Kuzma (PSB), presidente da Comissão de Urbanismo. Também participaram da reunião os vereadores Odilon Volkmann (PSDB), Algaci Tulio (PMDB), Pedro Paulo (PT) e Jonny Stica (PT).O agente da Polícia Federal elogiou a iniciativa dos vereadores, colocando-se à disposição para revisar os projetos de lei a fim de que eles não apresentem inconstitucionalidades. Bonfim relatou que todos os 399 municípios do Paraná estão informados da necessidade dos documentos federais para a abertura de empresas cujo objeto social traga atividades de segurança, vigilância e monitoramento. Igual controle foi solicitado à Junta Comercial do Paraná (Jucepar). "É importante que os vereadores possam criar mecanismos de controle para o setor, observando a legislação existente. A melhor estratégia para fechar o cerco é cortar os suprimentos, é chegar em quem contrata as empresas ilegais. Já tramita na Câmara Federal um projeto que penaliza criminalmente o contratante irresponsável", adiantou o o chefe em exercício da Delegacia de Controle de Segurança Privada.Dificuldades"Para cada vigilante legalizado no Brasil, existem três clandestinos", alerta João Soares, presidente do sindicato da categoria. Durante a reunião ele citou vários casos em que tragédias estavam associadas a empresas de segurança privada clandestinas. "Ao contratar clandestinos, cria-se uma falsa sensação de segurança, pois eles não possuem o conhecimento técnico necessário. Na verdade, os contratantes estão comprando insegurança e pondo em risco os seus clientes", atesta Soares. Bonfim solicitou ao Sindicato dos Vigilantes que encaminhe as denúncias à Polícia Federal, para averiguação.O agente da PF contou aos parlamentares as principais estratégias utilizadas pelas empresas clandestinas, como dissimular os serviços de segurança privada em outros objetos sociais, valendo-se da antiguidade da lei que regulamenta o setor, datada de 1983, uma época em que a tecnologia de monitoramento era menos desenvolvida. Bonfim relatou que as irregularidades vão desde a adoção de termos como "fiscal de piso", "orientador de público" e "controlador de tráfego", por exemplo, para desqualificar a atividade de segurança privada, até casos em que o poder público contrata empresas sem exigir a documentação federal, chegando a haver registro de situações em que empresas legalizadas terceirizaram serviços para clandestinas.
Fonte: Câmara Municipal de Curitiba
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PORTAS GIRATÓRIAS NÃO AGRADAM CLIENTES, MAS GARANTEM SUA SEGURANÇA

                                                               SEGURANÇA PRIVADA


As portas giratórias que travam ao perceberem objetos metálicos, e a abordagem de seguranças pedindo a retirada destes objetos da bolsa ou pastas, pode não agradar a maioria dos clientes de bancos, mas é obrigatória e garante a segurança dos estabelecimentos e dos próprios usuários.celulares, molho de chaves, sombrinhas, bolsas com adereços metálicos, acessórios de roupas, fivelas de calçados e cintos, até o metal de embalagens de remédios, podem acionar o detector da porta giratória, aí não tem jeito, é preciso colocar tudo na gôndola para poder entrar no banco. Apesar de deixar muita gente descontente, a medida está prevista na legislação, e sua aplicação é fiscalizada pela Polícia Federal."Se analisar como usuário, realmente há um certo desconforto, mas por outro lado você tem uma segurança maior, é isso que impede o assaltante de entrar no local, por exemplo", pondera o gerente da empresa Orsegups, empresa especializada em segurança privada, Érico Alves Küster, sobre a atuação dos vigilantes, que ficam junto às portas giratórias controlando o acesso ao banco. A presença de profissionais de segurança é uma exigência da Polícia Federal e Küster esclarece que o vigilante tem por obrigação pedir que os objetos metálicos sejam postos na gôndola ou verificar bolsas, pastas ou sacolas, no caso de o usuário não conseguir entrar no estabelecimento. Só após estes procedimentos o profissional da segurança está autorizado a permitir que o cliente entre."O usuário gostaria de ter acesso liberado e não quer ser abordado, mas o segurança é preparado para isso e tem suporte para lidar com as pessoas", comenta reiterando que quanto maior a dificuldade de acesso, menor é a chance de um bandido conseguir entrar, "com essa limitação, o assaltante vai procurar locais onde o acesso é mais fácil e o cliente corre um risco menor de ser vítima", considera."Cada instituição financeira tem no mínimo dois agentes, mas os números variam de acordo com o tamanho e o movimento", fala o gerente, que alerta ainda para o risco de casas lotéricas e financiadoras, onde há grande movimentação financeira e o cliente não conta com esta proteção.Sobre as reclamações, alega que semestralmente os postos de trabalho são visitados, para verificar os possíveis problemas existentes, "além de cumprir a legislação é uma questão de qualidade e tudo isso contribui para que melhore o atendimento lá na ponta", diz.O coordenador regional da Orsegups, Wilson Borges Bentien, ressalta que para cada estabelecimento existe uma norma específica, e os seguranças atuam conforme as exigências do local de trabalho. Bem como a ocorrência de diferentes graus de tolerância das portas giratórias, o que permite, por exemplo, que a pessoa consiga passar com um celular na porta giratória de um banco e seja barrada em outro.Bentien explica ainda que, nos cursos de capacitação, os seguranças passam por avaliações psicológicas, aprende técnicas de defesa, tem noções de legislação, assim como manuseio de armas, prática de tiro e treinamento em portas giratórias.

Fonte: Correio Lageano - SC
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VIGILANTES QUEREM EXPLICITAR AO PRESIDENTE A IMPORTÂNCIA DO PLC 220 - PROFISSÃO DE RISCO

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Dois dias de movimentação para sensibilizar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Isso é o que prometem os vigilantes, que decidiram se concentrar, na próxima semana, em frente ao Centro Cultural Banco do Brasil (onde o Governo Federal está provisoriamente instalado). A ideia é demonstrar a união da categoria e explicar ao presidente a importância de acelerar a votação do Projeto de Lei 220 que inclui os vigilantes entre as profissões reconhecidamente de risco.A movimentação está marcada para as próximas terça (16) e quarta-feira (17), a partir das sete horas da manhã, uma vigília será montada para pedir ao presidente que convença seu líder no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR) de que não é necessário trabalhar para que o projeto seja esquecido pelos senadores e faça um longo caminho na Comissão de Assuntos Econômicos.O PLC 220, apresentada pela deputada Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), já passou pela Câmara e estava pronta para ir à sanção do presidente Lula no final do ano passado.Senadores adversários à proposta, porém, adotaram uma série de medidas para atrasar a votação. O primeiro golpe foi a apresentação de um requerimento pedindo que o projeto passasse pelo plenário do Senado. Lá, recebeu duas emendas. Isso obrigou o projeto a retornar à Comissão de Assuntos Sociais onde o relator, Paulo Paim (PT-RS), conseguiu derrubá-las.Novamente pronto para votação em plenário, o projeto enfrenta agora uma nova tentativa de adiamento: um novo requerimento, apresentado pelo senador Romero Jucá (PMDB-RR) solicita que o texto seja apreciado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).Os vigilantes estão unidos para garantir que este novo requerimento seja rejeitado em plenário. Assim, a proposta estaria pronta para ser finalmente votada, aprovada e sancionada pelo presidente.Um grupo de companheiros esteve no Senado nessa quinta-feira, dia 11 explicando aos parlamentares a importância da aprovação imediata do projeto. O requerimento de Jucá não chegou a ser votado.De novo, a participação dos companheiros na movimentação da próxima semana é muito importante. Com o governo ao nosso lado, não haverá justificativa para que o líder do governo no Senado atravanque o projeto. Nosso direito ao adicional de risco/periculosidade é líquido e certo.
Fonte: Assessoria de Imprensa CNTV
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SEGURANÇA PRIVADA EM PRAÇA PÚBLICA REDUZ CRIMINALIDADE EM PORTO ALEGRE

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A Segurança Privada atuando na segurança pública, como já vemos tudo leva crer que a segurança privada vai trabalhar em conjunto com os orgãos de segurança pública, confira a matéria abaixo.
Em fevereiro de 2005, uma mulher foi atacada por estuprador enquanto caminhava na Praça Marcos Rubin, localizada na zona leste de Porto Alegre. A vítima, violentada e gravemente ferida, agora vive em estado vegetativo na Bahia.Durante aquele ano, os frequentadores do local enfrentaram uma série de crimes, incluindo assaltos, agressões e furtos. Na tentativa de devolver a segurança ao parque, a associação de moradores do bairro decidiu contratar empresa de vigilância privada.— É obrigação do Estado, mas enquanto eles não fazem nada a gente "abraça a bronca" — explica o presidente José Clóvis Oliveira.Há três anos, a prefeitura de Porto Alegre cercou toda a extensão do parque. Atualmente, dois motociclistas patrulham os quase 64 mil metros quadrados de área da praça. A síndica de um prédio próximo ao local afirma que a vigilância já trouxe resultados.— Diminuiu a criminalidade, com certeza. Ainda pode melhorar, mas já temos condições de andar com mais tranquilidade — comemora.No total, 1.098 moradores contribuem com taxa de R$ 12,75 por mês para o pagamento dos seguranças. O supervisor de Praças, Parques e Jardins da secretaria municipal de Meio Ambiente, Carlos Py, não condena a atitude.— Não se pode negar que o caminho, quando o problema é grave, é a iniciativa privada — admite.
Fonte: Zero Hora
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