"NÓS PROFISSIONAIS DE SEGURANÇA, NÃO QUEREMOS SER QUALIFICADOS E SIM OS MELHORES"

SUA PROTEÇÃO É A NOSSA PROFISSÃO

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11 de mai. de 2010

AMARRAÇÕES EM BOTAS MILITARES E DE USO CIVIL

Nesta matéria irei passar a todos os profissionais de segurança algumas ilustrações de amarrações utilizadas em botas militares "coturno " e de uso civil o qual são muito utilizados em guarnições militares de guarda e forças auxiliares de segurança, e que em situações de combate oferece ao combatente uma combinação de atrito com o solo e estabilidade, além da apresentação pessoal .
1 . AMARRAÇÃO TRILHO DE TREM Tal como com o interior do Exército cosedura (amarração) segmentos correr em frente, o resultado parece formar faixas, e ocupa muito apertados, devido à duplicou atacadores através de ilhós. Note como este permite amarração e os lados destes calçados.
Fotos ilustrativas da amarração:
Instruções de amarração técnica: 1. A renda é executado em frente ao fundo (cinzento ponto) e as extremidades surgir tanto por parte inferior ilhós.
2. Ambas as extremidades são dirigidas para cima do lado de fora e que são alimentados através de o próximo conjunto de ilhós o sapato.
3. As extremidades são executados ao lado uns dos outros, no interior e emergem através do mesmo conjunto de ilhós para o outro lado. Este será um aperto forte, porque será a segunda passagem do cadarço através desses ilhoses.
4. Repita os passos (2) e (3), alternando entre a correr para cima do lado de fora em frente ou no interior, até que ambas as extremidades chegar ao topo ilhós.
2. BOW TIE LACING Este método "alonga" termina porque consome a menor quantidade de cadarço. Os atacadores passar do lado de fora e correr verticalmente sobre o interior, formando um "arco-tie" plano. Há duas variações mostrado: Um mesmo para números de ilhó pares, outro para o número ímpar de ilhó pares.
Foto ilustrativa da amarração 1 :
Instrução de amarração técnica 1 (para o mesmo número de ilhó pares): 1. A renda é executado em frente ao fundo (cinzento ponto) e as extremidades são alimentados através de ambos fundo ilhós.
2. Ambas as extremidades são executados reta até o interior e emergem através do seguinte conjunto de ilhós cima dos sapatos, introduzindo assim um "fosso".
3. As extremidades são atravessado no exterior e são alimentados através de o próximo conjunto de ilhós o sapato.
4. Repita os passos (2) e (3), alternando entre a correr para cima no interior ou ao longo do cruzamento do lado de fora, até que ambas as extremidades chegar ao topo ilhós
Foto ilustrativa de amarração Técnica 2 (para números de TDO ilhó pares):
Instruções da amarração técnica 2:
1. A renda é executado em frente ao fundo (cinzento ponto) e as extremidades surgir tanto por parte inferior ilhós.
2. As extremidades são atravessado no exterior e são alimentados através de o próximo conjunto de ilhós o sapato.
3. Ambas as extremidades são executados reta até o interior e emergem através do seguinte conjunto de ilhós cima dos sapatos, introduzindo assim um "fosso".
4. Repita os passos (2) e (3), alternando entre a passagem ao longo do lado de fora ou correr para cima no interior, até que ambas as extremidades chegar ao topo ilhós
3. AMARRAÇÃO DAS FORÇAS ARMADAS Esta versão de dentro para fora Bow Tie cosedura (amarração) é utilizado no combate botas por vários exércitos. Com os cruzamentos no interior, as paredes do botas flex pode mais facilmente.
Fotos ilustrativas da amarração:
Instruções da amarração técnica: 1. A renda é executado em frente ao fundo (cinzento ponto) e as extremidades surgir tanto por parte inferior ilhós.
2. Ambas as extremidades são dirigidas para cima do lado de fora e que são alimentados através de o próximo conjunto de ilhós o sapato.
3. As extremidades são atravessado no interior e emergem através do seguinte conjunto de ilhós o sapato.
4. Repita os passos (2) e (3), alternando entre a correr para cima do lado de fora ou de passagem sobre os dentro de casa, até que ambas as extremidades chegar ao topo ilhós.
Características: Permite mais flex Loose fit Harder de apertar Exército cosedura (amarração)Theory: Combate botas são conhecidos por serem feitos de espessura, resistente couro que não flex muito facilmente, tornando-a firme e desconfortável para qualquer manobra. Isto elimina qualquer cosedura cruzamentos que mantenha pressionada a lados do arranque, permitindo que o couro para amarrotamento mais livremente. Estes ondulado pode ser visto claramente na foto em baixo e à esquerda, especialmente perto do tornozelo área. Por outro lado, se você preferir ter uma surra mais rígidas, como por paraquedismo, marchando, ou para prevenir lesões no tornozelo bruto ou terreno escorregadio, Ladder cosedura seria uma escolha melhor. Eu tenho dito que este é utilizado cosedura pelos britânicos, holandeses, franceses e brasileiros exércitos.
4. AMARRAÇÃO TEIA DE ARANHA Versão I Spiderr Web amarração (Lug versão) Um puxão versão Web amarração de aranha. Outro método utilizado na decoração e amarração de botas militares, que é como Lug Ladder amarração executando em um ângulo, criando uma teia de tecido cadarço.
Fotos ilustrativa de amarração:
Instruções de amarração técnica:
1. A renda é executado em frente (ponto cinza) e para baixo através do segundo conjunto de orelhas a partir de baixo.
2. As extremidades continuar para baixo até o fundo conjunto de orelhas.
3. As extremidades são atravessados por si, correr na diagonal e até o sapato, saltando um conjunto de orelhas antes da alimentação para o início da próxima vago conjunto de orelhas.
4. As extremidades executado através das orelhas para baixo, para baixo e, em seguida, continuar em toda a parte da frente do lado inferior conjunto de orelhas.
5. As extremidades estão sob a vertical anelada seções de rendas em que surge na parte inferior desses orelhas.
6. Repita as etapas (3) a (5) nas duas extremidades até chegar ao topo orelhas
5. AMARRAÇÃO TEIA DE ARANHA Versão II Como uma versão angulada de Escada cosedura (amarração), este método também é usado decorativas em botas militares de muitas guarnições do mundo. Os atacadores trama vertical e diagonal, formando uma intrincada "teia", o qual deixa o calçado muito justo aos pés. Esta foto do Spider Web surra em alguns botas militares vieram arrancado Big Dog.
Fotos ilustrativas da amarração:
Instruções da amarração técnica: 1. A renda é executado em frente e as extremidades emergem através do segundo conjunto de ilhós do fundo (cinzento secção).
2. Ambas as extremidades são executados diretamente para baixo no exterior e são alimentados por meio do fundo ilhós. 3. As extremidades são atravessados por si e, em seguida, alimentados sob os lados a surgir através do seguinte conjunto de ilhós vagos até o sapato.
4. As extremidades, em seguida, executar diretamente para baixo e estão sob a anelada rendas seções verticais existentes na próxima menor conjunto de ilhós.
5. Repita as etapas (3) e (4), alternando entre a travessia diagonal, para cima ou para baixo, executando reta looping através da seções inferiores, até que ambas as extremidades chegar ao topo ilhós.
Obs: Muito usado nas unidades militares de forças armadas e auxiliares.
6. AMARRAÇÃO ESCADA
Este distintivo é usado em cosedura (amarração) botas militares PQD por pára-quedistas e cerimonial de guarda de unidades. Os atacadores (cadarço) deve tecer horizontalmente e verticalmente, formando uma rede segura "escada", o qual deixa o calçado bem justo ao pés.
Fotos ilustrativa da amarração:
Instruções da amarração técnica: 1. A renda é executado em frente ao fundo (cinzento ponto) e as extremidades surgir tanto por parte inferior ilhós. 2. As extremidades, em seguida, execute-se diretamente no exterior e são alimentados para o próximo conjunto de ilhós o sapato.
3. As extremidades são atravessado e são alimentados sob a vertical rendas seções em lados opostos do sapato antes de continuar para cima e de alimentação para o próximo conjunto de ilhós o sapato.
4. No topo conjunto de ilhós, os atacadores podem novamente atravessar e passar sob a seção reta como mostrado. Isto não só parece coerente com o resto da surra, mas faz também um alto Lace Lock, o que reforça ainda mais firmemente a surra Participe das enquetes do Blog, caso queira deixe seu comentário abaixo sobre esta matéria e se preferir seja um seguidor deste blog fazendo seu cadastro, obrigado pela sua visita e a sua participação é muito importante para que possamos melhorar e até breve com mais novidades.
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O USO DE BOTAS MILITARES E SUAS PRESCRIÇÕES

Nesta matéria veremos as prescrições diversas do uso de botas militares o "coturno" em unidades militares bem como a sua fabricação, no Brasil muitas das empresas de segurança privada fornece aos seus colaboradores uniformes operacionais juntamente com botas militares o famoo "coturno", este sapato além de ser muito usado nas unidades operacionais de forças armadas traz a cada unidade uma amarração individual que identifica sua guarnição militar deixando-o além de tudo mais fixo ao pé bem como uma aparência mais operacional de combate. ( ver matéria amarrações em botas militares e de uso civil ) O COTURNO: Coturno é um tipo de calçado, mais precisamente um tipo de bota, voltada principalmente para o uso por militares em atividades de combate. Geralmente são feitos de couro (tratado de maneira especial para tornar-se impermeável), porém tecnologias modernas permitem a fabricação de coturnos com materiais como kevlar e nomex. O objetivo do coturno é oferecer ao combatente uma combinação de atrito com o solo (evitando escorregões), estabilidade do tornozelo (evitando torções) e proteção para os pés. Apesar da aparência rústica, coturnos modernos podem ser bastante confortáveis. CAPÍTULO VIII - DAS PRESCRIÇÕES DIVERSAS PARA O USO DE COTURNO NAS ORGANIZAÇÕES MILITARES: Art. 132. O uso de peças do equipamento individual e do cadarço de cor branca nas paradas, desfiles, guardas de honra, solenidades militares e serviço de guarda será regulado, em cada área, pelos respectivos Comandantes de Guarnição. Art. 133. As Organizações Militares do Comando Militar da Amazônia usarão coturnos pretos de lona verde e as Organizações Militares da Brigada de Operações Especiais usarão coturnos castanho escuro de lona verde. (Port 810 - 18 Dez 03) Art. 134. As Organizações Militares da Brigada de Infantaria Pára-quedista usarão coturnos de couro marron e a Organização Militar de Caatinga usará o coturno de couro preto. (Port 810 - 18 Dez 03) Art. 135. As demais Organizações Militares usarão coturnos pretos de lona preta. (Port 810 - 18 Dez 03) Art. 136. As cores das boinas de que trata este Regulamento são as seguintes: I - azul-ferrete: a) cadetes; b) alunos: 1. do IME; 2. da EsPCEx; 3. dos CPOR e NPOR; 4. dos CFS (carreira); II - bordô: Brigada de Infantaria Pára-quedista; III - camuflada: Organização Militar da Amazônia; IV - garança: Colégios Militares; V - preta: Grande Unidade Blindada ou Mecanizada, Organização Militar Blindada ou Mecanizada e o Regimento Escola de Cavalaria; VI - cinza: Organização Militar de Montanha; VII - azul-ultramar: Organização Militar de Aviação de Exército; VIII - bege: Grande Unidade Aeromóvel e Organização Militar Aeromóvel; IX - castanho escuro: Brigada de Operações Especiais; (Port 810 - 18 Dez 03) X - verde-oliva: demais Organizações Militares. (Port 810 - 18 Dez 03) Fonte: http://www.wikipédia.org/ Publicado: http://segurancaprivadadobrasil.blogspot.com/

10 de mai. de 2010

CLANDESTINIDADE: O PERIGO ATRÁS DA PORTA

SEGURANÇA PRIVADA
Contratar empresas de segurança irregulares pode tornar-se crime. A prática clandestina de segurança privada ainda continua em alta. Só no Paraná, estima-se que mais de 700 empresas atuem sem autorização, sendo que apenas 81 estão em dia com a regularização. Em 2008, na última operação da PF- Polícia Federal Brasileira, 53 empresas receberam notificação para encerrar as atividades. Porém, os casos continuam aumentando porque não há uma legislação rigorosa que impeça definitivamente a prestação de serviços de segurança privada clandestina. Um grande agravante para que essas contratações ainda existam são os preços inferiores oferecidos por estas empresas por não terem o aparato legal e o custo com o treinamento e capacitação dos profissionais. Com isso, a contratação com a garantia de uma suposta segurança pode se tornar um perigo. A própria população contribui para essa situação ao buscar serviços baratos sem investigar a procedência dos mesmos. O delegado da PF- Polícia Federal e chefe da Delegacia de Controle da Segurança Privada (DELESP), Jorge Quirilos Assis, conta que a PF exige o cumprimento de uma série de normas. "Para manter uma empresa regularizada têm custos. As clandestinas não cumprem nenhuma determinação, oferecem tudo mais barato e muita gente aceita o serviço, afirma"
'O profissional irregular não está preparado adequadamente. Além disso, pode-se levar um bandido para dentro de casa", alerta João Soares presidente Sind.Vig.de Curitiba e Região. Atualmente existem empresas regularizadas com opções para todos os bolsos. A busca por preços baixos não justifica a contratação de alguém despreparado. Soares destaca a importância das autoridades e da mídia focarem na irresponsabilidade do contratante, que atualmente é solidário com as clandestinas. "Uma campanha deve ser feita para conscientizar as empresas quanto a responsabilidade na hora de contratar serviços de segurança. Se não houver quem contrate as irregulares, deixarão de existir", completa.
PROJETO LEI
A legislação que rege a segurança privada foi criada em 1983 e já está ultrapassada. "Precisamos com urgência de uma renovação. As empresas, empregados e contratantes precisam ter punições maiores" , afirma Soares.
Enquanto isso, na Câmara Federal, está em tramitação o Projeto de Lei 6510/2009, que caracteriza e a administração de serviço de segurança clandestina, tanto de segurança patrimonial quanto de proteção pessoal. Se aprovado, haverá pena de um a dois anos de prisão para quem desempenhar a função sem treinamento e registro e de até quatro anos para os proprietários e sócios de empresas irregulares. Atualmente, o serviço clandestino é considerado apenas um ílicito administrativo e a pena prevista é somente o cancelamento das atividades.
De acordo com a deputada federal Eliene Lima, autor do projeto, quem contrata seguranças deve garantir que estes profissionais estejam capacitados e cadastrados pela PF- Polícia Federal. "Os empresários têm que se informar sobre a qualidade do pessoal que está contratando. O serviço irregular pode ser mais barato, mas, com a aprovação do projeto, pode sair mais caro pagar uma indenização do que contratar uma empresa regularizada", alerta.
Segundo a previsão do projeto, em caso de danos, o contratante poderá pagar uma indenização de até R$100 mil às vítimas, além dos custos de tratamento médico. Em caso de reincidência, o valor da indenização será o dobro. Para Quirilos, a aprovação do projeto certamente será um obstáculo para as empresas que insistem em prestar serviços de segurança de forma irregular e pode contribuir para diminuição desses casos.
TREINAMENTO ESPECÍFICO
Para se tornar um vigilante no Brasil é preciso passar por um treinamento nas escolas de formação de vigilantes, que também devem ser fiscalizadas, autorizadas e regulamentadas pela Polícia Federal. Atualmente, há 13 escolas regularizadas no Paraná. Em 160 horas de curso, há aulas de legislação específica e de direitos humanos, armamento e tiro, técnicas de entrevistas e noções de atendimento de primeiros socorros e incendio.
Informações sobre as empresas regularizadas e registradas devidamente na PF- Polícia Federal estão disponíveis no site da PF (http://www.dpf.gov.br/) ou através da Federação (FETRAVISPP) e dos sindicatos filiados de cada região do Brasil.
Matéria: Revista Vigilante em Foco 2010
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A PLURALIZAÇÃO DA SEGURANÇA

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Cenário atual e perspectivas futuras para a segurança privada no Brasil.Nas últimas décadas, o mundo em geral e o Brasil em específico, experimentaram grandes transformações nas formas de garantir a segurança física e patrimonial de indivíduos e grupos sociais. A preservação da incolumidade das pessoas e do patrimônio deixou de ser uma atribuição do Estado.Por um lado, organizações públicas e privadas das mais variadas assumiram a responsabilidade de cuidar de sua própria segurança, seja diretamente (por meio de segurança orgânica) ou através da terceirização de serviços de proteção.Por outro lado, indivíduos e empresas passaram a oferecer os serviços de proteção demandados por aqueles. Além disso, forças policiais de alguns estados começaram a oferecer serviços de segurança para entidades privadas mediante o pagamento de taxas, ao passo que outras organizações policiais atualmente discutem a legalização do segundo emprego de policiais que prestam serviços de segurança privada (o conhecido bico policial), atividade atualmente proibida, mas amplamente tolerada e praticada no interior das organizações policiais brasileiras.Essas transformações desafiam os conceitos de público e privado. As Policias Militares da Bahia, Minas Gerais e São Paulo, que cobram para prover segurança em estádios de futebol, executam uma forma de policiamento público ou privado? E quanto aos vigilantes empregados em empresas de segurança privada que atuam em repartições públicas, eles são responsáveis pela promoção de um tipo de segurança pública ou privada? Difícil responder ao certo. Caracterizar essas atividades indiscriminadamente como privatização da segurança pública é tarefa difícil.Mais do que privatização da segurança pública, parece estar em curso um processo de “multilateralização” ou “pluralização” das fontes que organizam e promovem a segurança na sociedade.Em meio a esse processo, o segmento legal de segurança privada tem desempenhado um papel importante na gestão da segurança coletiva, especialmente pelo fato de vigiar predominantemente os chamados “espaços comunais” – espaços fechados por onde circulam grande quantidade de pessoas: repartições públicas, instituições financeiras, shopping centers, hipermercados, campus universitários, complexos de entretendimento, entre outros. Por serem espaços abertos ao público localizado no interior de propriedades (públicas ou privadas), a polícia não tem nem a obrigação nem a inclinação e os recursos para oferecer o tipo de segurança intensiva que esses espaços demandam.Com a segurança privada atuando no interior desses espaços estaríamos mais próximos de uma publicização dos serviços de proteção oferecidos do que de uma privatização da segurança pública.Se a segurança privada está realmente desempenhando um papel importante na gestão da segurança coletiva, talvez seja hora de começarmos a pensar em um novo modelo de relacionamento entre o setor de segurança privada (mercado) e o setor de segurança pública (Estado). Em outras palavras, talvez seja o momento de tentarmos avançar de um “modelo complementar” entre segurança privada e segurança pública para um “modelo integrado”. Tal integração suporia uma divisão clara dos papéis e áreas de atuação das empresas de segurança e organizações policiais para evitar sobreposições e conflitos de interesses, mecanismos de prestação de contas das atividades de segurança privada mais apurados e algum grau de coordenação entre as forças policiais incumbidas do policiamento ostensivo e as empresas de segurança de modo a potencializar os recursos e aumentar a eficácia dos serviços de segurança disponíveis na sociedade.Participe das enquetes do Blog, deixe seu comentário e seja um seguidor deste Blog fazendo seu cadastro gratuito, sua visita e participação é muito importante para que juntos possamos mostrar o valor da segurança privada.

Autor: Cleber da Silva Lopes – mestre em ciência política pela UNICAMP. Atualmente é doutorado do Departamento de Ciência Política da Universidade de São Paulo (USP) onde pesquisa segurança privada.

Matéria: Revista Vigilante em Foco 2010

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9 de mai. de 2010

MORADORES DE EDÍFICIOS TROCAM PORTEIROS POR VIGILANTES

NOTÍCIAS
O aumento dos casos de violência dentro de condomínios tem levado brasileiros a buscar alternativas para a segurança. A série do Jornal da Record "Proteção para quem paga" mostra as soluções encontradas por condôminos para evitar este tipo de assalto. Somente no Estado de São Paulo, 51 arrastões em edifícios residenciais foram registrados no ano passado. Movidos pela insegurança, muitos moradores de edifícios estão substituindo os porteiros por vigilantes, para aumentar o controle de quem entra nos prédios. Alarme, sensores de presença, cerca elétrica, circuito interno de TV e sala de monitoramento blindada são alguns dos recursos utilizados por equipes de segurança profissionais. Alguns bairros da capital paulista contam também com vigilantes motociclistas, que fazem ronda permanentemente, circulando nas ruas da região. Cada vez mais a população tem procurado formas de remediar a deficiência do Estado nesse setor, aumentando a procura pelo serviço de empresas privadas ou profissionais informais, como os vigias de rua, que exercem a função de seguranças de maneira irregular, de acordo com a Polícia Federal.
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Fonte: Portal R7
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SEGURANÇA PRIVADA SUPERA EFETIVO DA POLÍCA MILITAR NO BRASIL

NOTÍCIAS
O mercado da segurança privada no Brasil corresponde a quase meio milhão de profissionais e ultrapassa o efetivo da Polícia Militar dos vinte e sete estados do país juntos. Neste ano, as empresas que oferecem serviço de vigilância devem faturar R$ 15 bilhões e o mercado cresce no ritmo de 14% ao ano. O exército privado de segurança, que atua em shoppings, lojas, condomínios e prédios, anda bem armado. Eles portam 80 mil armas ao todo, fato que é criticado por alguns especialistas. Segundo o ex-secretário nacional de segurança pública, José Vicente da Silva, “deveria ser proibido a existência de qualquer vigilante armado". - Havendo uma arma pode haver risco de vida maior pras pessoas que estão ali. Para trabalhar como seguranças, existem cursos regulamentados e uma carteira emitida pela Polícia Federal. De acordo com Victor Saeta, vice--presidente da Abrevis (Associação Brasileira de Empresas de Vigilância), as armas ficam sempre travadas e os vigilantes trabalham de acordo com as normas da Polícia Federal. Mas paralelamente às empresa legalizadas, o mercado clandestino de segurança privada está crescendo porque que é mais barato, e não tem qualquer tipo de controle. Estima-se que, para cada vigilante legal existem outros três ilegais. O consultor de segurança empresarial Igor Pipolo afirma: - É muito importante que a população entenda que a contratação de um vigilante clandestino, que não formação e que não está devidamente registrado na polícia federal, representa um risco para essa pessoa ou para essa empresa. A constituição brasileira diz que segurança é responsabilidade do estado. Mas na prática, os governos não têm dado conta de tantos problemas na área, explica o ex-secretário nacional de segurança pública.- Ele é um mercado muito ativo e crescente na medida em que os problemas de segurança são bastante acentuados.
Fonte: Portal R7
Publicado: http://segurancaprivadadobrasil.blogspot.com

DICAS DE PREVENÇÃO DA TUBERCULOSE, DENGUE E GRIPE A

SAÚDE
COMBATE À TUBERCULOSE O Brasil ainda está na lista dos 22 países que concentram 80% dos casos da doença no mundo, segundo um balanço divulgado pelo Ministério da Saúde no Dia Mundial da Luta Contra Tuberculose ( 24 de março). A boa notícia é que o país melhorou sua colocação no ranking, passando da 18º para 19º posição. Os índices da doença caíram de 38,1 casos, a cada 100 mil habitantes, para 37,4. O número de mortes também diminui de 4.823, em 2007, para 4.735, em 2008.
Porém, o índice de cura da doença ainda está longe do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) - 85%. O percentual brasileiro passou de 69% para 73% em 2008.
O estado do Paraná - Brasil registrou em 2009 2.320 casos novos de tuberculose (23,2 a cada 100 mil pessoas), segundo a Secretaria de Estado da Saúde. O estado com maior índice da doeça é o Rio de Janeiro. A incidência é duas vezes maior em homens do que em mulhere. Pode ser transmitida pela tosse ou espirro e afeta principalmente os pulmões.
FIQUE ATENTO - T0sse prolongada por mais de três semanas (com ou sem catarro), cansaço, emagrecimento, febre e suor noturno são sintomas de tuberculose.
COMBATE À DENGUE
Segundo o último boletim da Secretaria de Saúde, o Paraná já registrou 3.357 casos nessa temporada. As regiões oeste, norte e noroeste são as mais críticas. As cidades com maior número de casos absolutos são Foz do Iguaçu, Medianeira e Maringá estado do Paraná - Brasil.
FIQUE ATENTO - Não deixe acumular água parada em potes,garrafas, pneus usados, caixa'água e todo e qualquer recipiente o qual acumule água.
COMBATE DA GRIPE H1N1 e SAZONAL Com a chegada do outono e a queda das temperaturas, um novo ciclo da Gripe A se inicia. Os médicos acreditam que essa nova onda seja mais branda do que a do ano passado, mas os cuidados devem ser os mesmos. Além da vacina, a higiene é o principal meio de se evitar o contágio. Confira os cuidados básicos:
-Lave as mãos com água e sabão, quando não for possível use álcool em gel 70%.
- Evite tocar os olhos, boca e nariz após contato com superfícies.
-Não compartilhe objetos de uso pessoal.
-Cubra a boca e o nariz com lenço descartável ao tossir ou espirrar.
-Mantenha os ambientes arejados, com portas e janelas abertas.
Procure uma unidade de saúde mais próxima e confira o calendário de vacinação.
Matéria: Revista Vigilante em Foco
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O FALECIMENTO DO VIGILANTE E O DIREITO DE SEUS FAMILIARES

DIREITO TRABALHISTA
Quando um vigilante vem a falecer, o primeiro passo a ser tomado pela família é procurar uma agência do INSS e pedir uma certidão de dependentes habilitados à pensão por morte, ou seja, a esposa, os filhos, irmãos e enteados menores ou inválidos. Para que os irmãos e os enteados tenham direito devem estar sob a responsabilidade do vigilante.
Caso o vigilante não tenha esposa e os filhos sejam maiores, estes devem também se dirigir ao INSS e pedir uma certidão de inexistência de dependentes. Porém para que esses herdeiros possam receber os direitos trabalhistas do vigilante devem pedir um alvará judicial, que deve ser feito por um advogado.
É importante lembrar que o vigilante que não é casado legalmente deve regularizar sua situação, tendo em vista que sua esposa pode ter problemas, pois terá que comprovar a união através de uma série de documentos, correndo o risco de não poder receber os valores devidos ao trabalhador e nem ao menos a pensão por morte.
Esses familiares tem direito a receber as verbas rescisórias ( o chamdo "acerto") pela empresa, o FGTS, o PIS, um auxílio funeral no valor de seis salários mínimos e seguros de vida.
Para que o familiar receba os benefícios citados acima deve apresentar as certidões do INSS e, no caso de vigilante sem esposa e com filhos maiores, deve-se apresentar também o alvará judicial.
PENSÃO POR MORTE
Somente tem direito a pensão por morte a esposa e os filhos, irmãos e enteados menores ou inválidos, desde que estes dois últimos estejam sov a guarda do vigilante e não tenham outros meios para se sustentar.
Deve-se mais uma vez alertar que o vigilante que não é legalmente casado deve regularizar sua situação, tendo em vista que o INSS pedirá uma série de documentos para sua companheira, correndo o risco de não ficar comprovada a união estável.
O valor da pensão por morte será 100% do valor da aposentadoria que o vigilante recebia ou daquela que teria direito. Os filhos, irmãos ou enteados menores só terão direito a receber esses valores mencionados acima, assim como a pensão por morte, somente após completarem 18 anos.
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Autor: Amanda Maister é advogada inscrita na OAB/PR sob nº 50.715 e acessoria jurídica do Sindivigilantes de Curitiba e Região.
Matéria: Revista Vigilante em Foco
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6 de mai. de 2010

SENADO EMPERRA APROVAÇÃO DOS 30% DE ADICIONAL DE RISCO

SENADO FEDERAL
Após diversas tentativas de derrubar o PL 220, outra manobra do patronal empurra o projeto para a Comissão de Assuntos Econômicos
O PL 220 teve origem no projeto de lei 1033/2003, da deputada Vanessa Grazziotin (PCdoN/AM). Se já tivesse sido aprovado, todos os vigilantes do Brasil já teriam direito aos 30% de adicional de risco de vida. Porém, nesses últimos sete anos, todas as forças contrárias vêm agindo desde então e a proposição enfrenta diferentes barreiras todas as vezes que está prestes a ser sancionada.
A última manobra foi o requerimento apresentado pelo senador Romero Jucá (PMDB/RR) solicitando a apreciação do projeto pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), aprovado na última semana de março, em votação que nem constava na pauta da Casa. Assim, o desfecho final do PL 220 foi adiado mais uma vez. Agora, ele passará por um longo caminho até que seja novamente submetido ao plenário.
O projeto altera o artigo 193 da CLT - Consolidação das Leis do Trabalho e inclui a atividade de vigilância na categoria de operações perigosas, com direito aos 30%. Agora, o risco é que a Comissão de Assuntos Econômicos sugira novas alterações que exijam o seu retorno à Câmara dos Deputados, onde já foi votado e aprovado.
ENTENDA MELHOR O TRAJETO DO PL
Após ser aprovado na Câmara dos Deputados, o projeto passa pela apreciação do Senado. Se não existir nenhuma interferência, vai direto para a sanção presidencial. Aí começou o problema do PL 220. Ao passar pelo plenário, 25 senadores assinaram um recurso solicitando vistas no projeto. Nesse processo, dois desses senadores sugeriram duas emendas, que foram derrubadas pelo senador Paulo Paim (PT/RS), relator do PL na Comissão de Assuntos Sociais. Sendo assim, obrigatoriamente o projeto deveria ser votado no plenário do Senado para, em seguida, ir para a sanção presidencial. Porém, antes dessa votação, o senador Romero Jucá fez requerimento pedindo o encaminhamento para a CAE. Ou seja, mais uma vez o processo foi interrompido e retornou para outra instância ao invés de avançar.
O QUE ACONTECERÁ NA CAE
No dia 25 de março, o presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) nomeou o relator para o o PL220, que será o senador João Tenório (PSDB/AL).Agora, os integrantes da Comissão irão analisar o projeto e poderão sugerir mudanças no texto que poderá demorar um bom tempo até voltar ao plenário. Por isso, é extremamente importante a participação de toda a categoria para pressionar a CAE. Se alguma alteração for proposta, a tramitação poderá ser prolongada ainda mais e adiará a votação sem qualquer data prevista para a sanção.
Por este motivo você profissional de segurança privada deve lutar pelos seus direitos mandando o seu e-mail de indignação aos integrantes da CAE para que aprovem a PL 220, como diz um ditado popular " UMA ANDORINHA SÓ, NÃO FAZ VERÃO" ou " A UNIÃO FAZ A FORÇA", os representantes sindicais regionais e alguns parlamentares estão lutando para que possamos ter esse direito mais se não tiver o apoio total da categoria no Brasil inteiro fica díficil lutar pelo nosso direito, por este motivo faça você a sua parte, não se esqueça que sua vida vale ouro, esse adicional de risco é de sua vida e ainda mais é a valorização de seu trabalho e sua profissão, se esses parlamentares não valorizam o seu trabalho, quem vai valorizar o seu trabalho se não for você, mostre a eles que você existe é que não está satisfeito com a decisão deles, somente você pode mudar isso através de seu direito de resposta, mande o seu e-mail!!!
Veja abaixo a lista dos integrantes da CAE e envie seu e-mail solicitando o que é seu, mostre sua revolta e sua indignação através do seu direito de falar, não se esqueça que constituição lhe dá o livre direito de expressão de falar e pensar, utilize essa Lei a seu favor.
* DICA- cadastre todos os e-mails desses parlamentares no seus contatos pessoais e depois envie a sua mensagem de indignação com CC- cópia oculta para cada um deles, e aproveite bem para anotar o nome do senador que representa o seu estado e que está votando contra a PL 220 para que nessa eleições de Out/2010 você e seus familiares possam dar o troco a ele nas urnas, pense nisso a decisão é sua!!!!!!!!
LISTA DE INTEGRANTES DA CAE - Comissão de Assuntos Econômicos
Presidente: Garibaldi Alves Filho - garibaldi.alves@senador.gov.br
Vice - presidente: Delcídio Amaral - delcidio.amaral@senador.gov.br
Titulares:
Eduardo Suplicy ( PT) - eduardo.suplicy@senador.gov.br
Aloízio Mercadante (PT) - mercadante@senador.gov.br
Delcídio Amaral (PT) - delcidio.amaral@senador.gov.br
Marcelo Crivella (PRB) - crivella@senador.gov.br
Inácio Arruda (PCdoB) - inacioarruda@senador.gov.br
César Borges ( PR) - cesarborges@senador.gov.br
Francisco Dornelles (PP) - francisco.dornelles@senador.gov.br
Garibaldi Alves Filho (PMDB) - garibaldi.alves@senador.gov.br
Gerson Camata (PMDB) - gecamata@senador.gov.br
Valdir Raupp ( PMDB) - valdir.raupp@senador.gov.br
Neuto De Conto (PMDB) - neutodeconto@senador.gov.br
Pedro Simon (PMDB) - simon@senador.gov.br
Renan Calheiros (PMDB) - renan.calheiros@senador.gov.br
Eliseu Resende (DEM) - eliseuresende@senador.gov.br
Antonio Carlos Júnior (DEM) - acmjr@senador.gov.br
Efraim Morais (DEM) - efraim.morais@senador.gov.br
Raimundo Colombo (DEM) - raimundocolombo@senador.gov.br
Adelmir Santana (DEM) - adelmir.santana@senador.gov.br
Jayme Campos (DEM) - jayme.campos@senador.gov.br
Cícero Lucena (PSDB) - cicero.lucena@senador.gov.br
João Tenório (PSDB) - jtenorio@senador.gov.br
Arthur Virgílio (PSDB) - arthur.virgilio@senador.gov.br
Tasso Jereissati (PSDB) - tasso.jereissati@senador.gov.br
João Vicente Claudino (PTB) - j.v.claudino@senador.gov.br
Gim Argello (PTB) - gim.argello@senador.gov.br
Osmar Dias (PR) - osmardias@senador.gov.br
Veja abaixo na integra uma entrevista com um dos parlamentares que apoia os vigilantes o Senador Paulo Paim:
Vigilante em Foco - Qual é o impedimento para a aprovação?
Sen.Paulo Paim - Se voltar para a Câmara complicará bastante. Temos que intensificar o trabalho em estado por estado, conversar com os senadores e estar no Senado durante as votações.
VF - Qual a importância da aprovação?
Sen.Paulo Paim- Não tenho dúvida do pleito dos nossos amigos que trabalham na área de segurança . Não tem porqe o vigilante que expõe sua vida diariamente para defender as nossas vidas e patrimônio não ter direito ao adicional que já e garantido para outros setores. É um discriminação absurda. Se há algum setor que merece o adicional é a segurança.
VF -Qual é o caminho para que seja aprovado de uma vez ?
Sen.Paulo Paim - Temos que fazer um trabalho em conjunto, unificar as lutas e defender aquilo que acreditamos. As centrais, confederações e sindicatos devem somar fôlegos nessa campanha a favor do vigilante. Uma campanha nacional de esclarecimento e valorização do papel do vigilante é imprescindível para acabar com o preconceito que existe. Eu me disponho a fazer minha parte para aproveitar a mídia e divulgar essa campanha.
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Matéria: Revista Vigilante em Foco

27 de abr. de 2010

ADICIONAL DE RISCO NÃO É SUFICIENTE

TRANSPORTE DE VALORES Vigilantes de carro-forte precisam de mais segurança nas operações Assaltos a carros-fortes estão cada dia mais comuns. O maior problema é o confronto desigual. Vigilantes, munidos apenas com revólveres calibre 38 e escopetas calibre 12, enfrentam bandidos que portam armamentos antiaéreos com alto poder de destruição. Nesses confrontos, muitos ficam mutilados, perdem seus membros e outros perdem até sua própria vida. Ter um adicional de risco de 30% não é suficiente para garantir a devida segurança dos vigilantes de transporte de valores. Coletes balísticos com maior proteção precisam ser disponibilizados e os carros precisam ser maior nível de blindagem. As empresas também fazer alterações nos esquemas de segurança e nas rotas para dificultar a ação dos criminosos. Outra medida de extrema relevância é a revisão da legislação para ampliar o poder de fogo dos vigilantes, permitindo maior possibilidade de defesa. Essas medidas são essenciais para melhorar a condição de trabalho e a segurança dos que atuam no transporte de numerários. FEDERAÇÃO NA ÁREA Com a intenção de unificar nacionalmente as negociações pra o transporte de valores e lutar por melhorias para o segmento, a Federação dos Empregados em Transporte de Valores e Escolta Armada (FENATRAVE) está sendo criada. O Paraná será representado por Paulo Sérgio Gomes, atual responsável pelo Departamento de Transporte de Valores e Escolta Armada do SINDVIGILANTES de Curitiba (DTV), que será o secretário geral. Adeindo dos Santos, secretário geral do Sindicato dos Vigilantes de Cascavel, também fará parte da diretoria da nova federação. “A idéia é criar uma mobilização nacional para o transporte de valores, com uma data-base única”, afirma Paulo Sérgio. O motivo para a unificação é o fato das empresas estarem presentes em todos os estados atendendo os mesmos clientes. “Assim, os salários e os benefícios serão unificados nacionalmente”, afirma. Para Adeindo, a Federação vai agregar o trabalho a nível nacional. “Trabalhando em conjunto, teremos mais êxito nas negociações. Poderemos estender os benefícios a todos os estados e trocar informações que certamente contribuirão para o crescimento do setor”, completa. Com previsão para entrar em atividade no segundo semestre, a FENATRAVE terá como presidente Heralde Santos, atual presidente do SINDIFORTE, no Rio de Janeiro – Brasil. “Nosso objetivo é fazer um trabalho, junto com os sindicatos, organização dos trabalhadores a nível nacional”, afirma Santos. Lutar pelo estacionamento exclusivo no país todo será uma das prioridades da FENATRAVE. “Nós somos um serviço de utilidade pública. Precisamos ter uma atenção maior por parte das autoridades para melhorar nossas condições de trabalho”, diz. Atualmente, as empresa Prosegur, Brinks, Protege e Grupo Nordeste são os principais prestadores de serviço de transporte de valores no país. “A FENATRAVE representará todo o Brasil e terá legalidade para negociar igualmente para todos os estados”, afirma Paulo Sérgio. A sede da FENATRAVE será na Rua: General Brusse, 703, 3º andar, São Cristovão, Rio de Janeiro-Brasil. Participe das enquetes do Blog, deixe seu comentário e seja um seguidor deste Blog fazendo seu cadastro gratuito, sua visita e participação é muito importante para que juntos possamos mostrar o valor da segurança privada. Autor da matéria: Revista Vigilante em Foco 2010
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A APOSENTADORIA DO VIGILANTE

JUSTIÇA DO TRABALHO A aposentadoria do vigilante é diferencial da aposentadoria por tempo de contribuição comum, pois o tempo de serviço necessário é reduzido. Por isso, é importante planejar. O Vigilante tem direito a aposentadoria especial de 25 anos? Até 1995 vigorou um decreto que previa aposentadoria de 25 anos para bombeiros, investigadores e guardas. Com base neste decreto era possível pedir a aposentadoria especial, tendo em vista a semelhança entre as profissões. No mesmo ano a aposentadoria especial por categorias profissionais foi abolida, passando a ser exigida a comprovação da exposição a agentes noviços à saúde (insalubridade, periculosidade e penosidade). A CLT – (Consolidação das Leis Trabalhistas) ainda não prevê a periculosidade para a atividade do vigilante. Por esta razão, o INSS – (Instituto Nacional de Seguro Social) não concede a aposentadoria especial de 25 anos para o vigilante que completa o tempo de serviço após 1995. Entretanto, tramitam no Congresso Nacional – Brasília dois projetos de adicional de risco e de periculosidade que, se aprovados, poderão beneficiar a categoria, consolidando o direito à aposentadoria especial. Revisando: Até 1995 o vigilante contava com uma lei favorável à aposentadoria especial. A partir de 1995 è preciso apresentar documentos que comprovem a exposição a riscos e por uma ação judicial. Caso não se obtenha a aposentadoria de 25 anos, é provável que o tempo necessário para se aposentar seja reduzido com a aplicação do adicional de 40%. A aprovação dos adicionais de risco e de periculosidade no Congresso Nacional poderá contribuir para que o vigilante obtenha essa aposentadoria especial. Valor do benefício A aposentadoria especial corresponde a 100% do salário de benefício, sendo mais vantajosa, em alguns casos, do que a aposentadoria por tempo de contribuição comum. Porém, o trabalhador não pode continuar trabalhando no mesmo ramo. Tempo de contribuição A aposentadoria por tempo de contribuição comum se dá aos 35 anos de contribuição para os homens e aos 30 anos para as mulheres. Os vigilantes podem pedir ao INSS ou a Justiça reconheça o tempo de vigilância como especial, convertendo-o em comum. A conversão aumenta em 40% o tempo trabalhado, no caso dos homens, e em 20% para as mulheres, e pode ser solicitada tanto para os períodos de vigilância quanto para outros períodos trabalhados em condições nocivas à saúde (insalubridade, periculosidade ou penosidade). Valor do benefício O valor do benefício para o homem que completar 35 anos de contribuição e para a mulher que completar 30 anos é calculado com base na média das melhores contribuições pagas desde 1994. Obtido este valor é aplicado o fator previdenciário, que leva em conta o tempo de contribuição, a idade do trabalhador e a expectativa de vida. Atenção:tramita no Congresso Nacional um projeto para afastar o fator previdenciário. Atividades especiais posteriores a 1998 Possibilidade: a Justiça Federal mudou seu posicionamento e vem autorizando que seja feita conversão mesmo após 1998, ano em que o Governo tentou extinguir este direito. Aposentados(revisão): na maioria dos casos de aposentadoria já concedidas aplicou-se o adicional de conversão somente até o ano de 1998, sendo possível pedir a revisão do valor da aposentadoria. A aposentadoria por idade A aposentadoria por idade é devida ao trabalhador que, cumprida a carência mínima exigida, completar 65 anos de idade se homem, ou 60 anos de idade, se mulher. Valor do benefício A aposentadoria por idade corresponde a 70% do salário de benefício, mais 1% a cada ano de contribuição do trabalhador. Por exemplo, o trabalhador que contar com 20 anos de contribuição receberá aposentadoria de 90% do salário de benefício (70%+1%x20 anos=90%). O tempo especial pode ser utilizado para incrementar a aposentadoria por idade. Caso o trabalhador não tenha somado 30 anos para completar 100%, os períodos especiais podem ser convertidos, aumentando o tempo de contribuição bem como o valor da aposentadoria. As aposentadorias por idade já concedidas podem ser revisadas por este procedimento. O tempo de trabalho rural O tempo do trabalho na lavoura pode ser somado ao tempo de contribuição do trabalhador para a aposentadoria por tempo de contribuição. O trabalho rural é reconhecido a partir dos 12 anos de idade. Para a aposentadoria especial, o trabalho na lavoura pode ser aproveitado entre os anos de 1980 e 1995. Além das testemunhas, é necessária a apresentação de, no mínimo, dos documentos que comprovem o trabalho rural. São aceitos como prova documentos em nome do cônjuge ou de ascendentes (pais e avós), desde que o trabalhador, na época, morasse e trabalhasse com eles. Documentos para comprovar atividades especiais Para o trabalho exercido até 28/04/1995 é aceito o registro em carteira. Posteriormente passaram a ser exigidos alguns formulários. O vigilante deve comprovar, principalmente, o uso de arma de fogo e o calibre. Os formulários exigidos mudaram de nome ao longo do tempo. - Até 28/04/1995, era utilizado o SB-40 ou DSS-8030; - De 29/04/1995 a 31/12/2003, passou a ser utilizado o DIRBEN 8030; - Desde 01/10/2001 é utilizado o PPP ( Perfil Profissiográfico Previdenciário). A partir de 05/03/1997, além dos formulários informados, é necessária a apresentação de laudo técnico, conhecido como LTCAT (Laudo Técnico de Condições Ambientais de Trabalho) Todos esses documentos devem ser solicitados à empresa que tem obrigação de fornecê-los no ato da rescisão do contrato de trabalho ou sempre que solicitado pelo empregado. Caso a empregadora se recuse a fornecê-los, o empregado poderá ajuizar ação pleiteando a sua entrega. Se o documento fornecido tiver informações incompletas ou equivocadas, o interessado poderá buscar amparo no Judiciário, que determinará a realização de perícia para analisar as condições de trabalho. Como solicitar a aposentadoria Deve-se agendar, a entrega da documentação em agência do INSS, pessoalmente ou mediante procurador. É recomendável que o trabalhador apresente os seguintes documentos: Registro Geral (RG); Cadastro de Pessoa Física (CPF); Carteiras de Trabalho; Formulários descritivos ( PPP entre outros) laudos técnicos; Comprovante de residência original; Carnês de pagamento; Todos os demais documentos que comprovem tempo de serviço ou contribuição. Caso a aposentadoria não seja concedida, deve-se ajuizar ação previdenciária na Justiça Federal. A aposentadoria é devida a partir da data de entrada do pedido do trabalhador junto ao INSS. É muito comum o INSS conceder a aposentadoria, mas não considerar o tempo especial trabalhado pelo trabalhador ou deixar de computar algum período ou contribuição. Por isso, é importante que um advogado seja consultado após a concessão do benefício para verificar se o valor da aposentadoria foi calculado corretamente. Qualquer dúvida ou maiores esclarecimentos sobre a sua aposentadoria procure o seu Sindicato Regional da categoria ou busque um advogado trabalhista. Participe das enquetes do Blog, deixe seu comentário e seja um seguidor do Blog fazendo o seu cadastro gratuito, sua participação é muito importante. Autor da matéria: Revista Vigilante em Foco 2010 Publicado: http://segurancaprivadadobrasil.blogspot.com

25 de abr. de 2010

AS ESTATÍSTICAS DA SEGURANÇA PRIVADA NA AMÉRICA LATINA EM QUESTÃO

SEGURANÇA PRIVADA A segurança privada está em constante crescimento no Brasil e em toda a América do Sul. Confira um estudo sobre a presença da segurança privada em diversos países da América Latina. Os dados são da ONI – Oni Global Union, uma federação internacional que unifica os sindicatos de trabalhadores do setor de serviços, tais como vigilantes, bancários, empregados em telefonia, limpeza, comércio, entre outros. A UNI - Global Union tem sede em Nion, na Suíça. A Confederação Nacional dos Vigilantes e Prestadores de Serviços (CNTV) está em processo de filiação à entidade.
BRASIL No Brasil, são 1.100 empresas orgânicas, 2 mil empresas especializadas e 5.800 carros-fortes. Há 33 mil postos de atendimento bancário atendidos pelo setor de segurança. Estima-se um número de 1,7 milhões de vigilantes no país, sendo que apenas 450 mil regulamentados. Ao todo, são 180 mil armas sob o porte de profissionais da segurança privada. Os principais contratantes diretos são os governos federal, estaduais e municipais (cerca de 65% da demanda).
MÉXICO Operam no país mais de 26 mil empresas de segurança privada, mas menos de 50% são validadas pela Secretaria de Segurança Pública Federal (SSPF). A demanda por estes serviços aumentou de 12% para 20%, principalmente na região central e no norte. Estima-se que 80% das empresas operam ilegalmente. Um estudo da Deloitte descobriu que os executivos do México qualificados desaprovam o ambiente de segurança do país (a pontuação da avaliação foi 38, em uma escala de 1 a 100). Esse assunto é a segunda maior ameaça ao país, depois da recessão econômica.Apenas 108 empresa foram autorizadas pela Secretaria de Segurança Pública para operar como empresas de segurança privada em 2008. A Prossegur já está no México através da Grumer. Empresas como a inglesa G4S, a sueca Loomis e a Americana Brinks tentam entrar no país a todo custo. As novas regras mexicanas afirmam que os serviços de segurança privada são auxiliares da segurança pública.
GUATEMALA Em 2009 foram registradas mais de 3 mil mortes violentas. Os agentes de segurança privada estão entre os mais vulneráveis à violência. O país é um dos mais violentos da América Central e do Continente. O país tem 218 empresas que empregam 150 mil agentes de segurança privada. Existem 18.600 policiais e 15.500 soldados do exército. A taxa de homicídios é 43,3 a cada 100 mil habitantes. É a segunda maior taxa da região, depois de El Salvador e Honduras (com 48,7 e 40,41, respectivamente). Violência crescente é a causa da desregulamentação e da falta de controle sobre as empresas privadas que prestam serviços de segurança. As empresas de segurança privada, com mais de 100 mil pessoas contratadas, podem faturar em torno de dez bilhões de quetzales (moeda do país).
HONDURAS São 60 mil seguranças privados em Honduras, segundo a unidade que controla as empresas de segurança do governo (há 3 guardas privados para cada policial). Apenas 20 mil deles trabalham em empresas legalmente registradas. O restante opera ilegalmente. O Ministério da Segurança conta com 16 mil policias e 14 mil soldados nas forças armadas. Atualmente, a Unidade de Controle de Empresas de Segurança Privada tem apenas 170 empresas de segurança registradas que operam legalmente. Ao todo, há mais de 500 empresas no país. Existem cerca de 170 empresas de segurança que operam legalmente constituídas e cerca de 350 empresas de segurança que não tenham concluído a sua passagem através da Secretaria de Segurança.
EL SALVADOR El Salvador é o primeiro no ranking de homicídios nos países latino-americanos. Em 2006, foram 3.928 homicídios, uma taxa de cerca de 68 a cada 100 mil habitantes. Um índice “normal” fica entre 0 e 5 homicídios a cada 100 mil habitantes. Quase 90% dos empregadores acreditam que o país é pouco ou nada seguro, de acordo com um estudo realizado pela Universidade Tecnológica Privada (UTEC). Em 2006, os gastos com contratação de segurança privada subiram para 328,8 milhões de dólares, de acordo com um estudo realizado por peritos do Conselho Nacional de Segurança Pública. O negócio de segurança não se limita a contratação de guardas de segurança, mas também se estende para a instalação de alarmes, grades de janelas, pátios, construção de muros, instalação de cercas de arame farpado e eletrificado.
NICARÁGUA A segurança privada tem crescido constantemente nos últimos quatro anos. Somente em 2008, abriram 22 novas empresas. Em 2005 foram apenas 10. Ao todo, operam 112 em todo o país. O mercado da segurança privada não existia até os anos 90. Hoje, o número de pessoas nesse mercado é maior do que os policiais (10.500 soldados). A proporção é de 2 agentes privados para cada policial. Shopping Centers, indústrias, residências e os bancos são os maiores consumidores.
COSTA RICA A insegurança é o principal problema para 59% dos costarriquenhos. Estima-se que os custos da violência para o país sejam de aproximadamente 3,6% di PIB. No ano passado, o montante teria sido de 1.074 milhões de dólares. Hoje, cerca de 13 mil policiais patrulham as ruas. Costa Rica é o país da América Central que faz menos investimentos em segurança. Enquanto no Panamá e Honduras gastam o equivalente a 1,6% do seu PIB na aplicação da lei, alcançando a ponta do ranking regional, Costa Rica está no extremo oposto, com apenas 0,5%. O setor privado corresponde a 0,7% do PIB. Existem 740 empresas de segurança privada registradas no Ministério da Segurança Pública. Atualmente, a polícia estima que haja cerca de 300 empresas de segurança fora da lei.
VENEZUELA De acordo com estatísticas de diversas ONG´s Caracas é a segunda cidade mais perigosa do mundo, abaixo de Ciudad Juarez, em frente de Bagdá. Cada fim de semana em Caracas morre, por crimes, entre 30 a 50 pessoas. As principais vítimas da violência na capital venezuelana são as crianças mais pobres de 16 a 22 anos. O Observatório Venezuelano de Violência (OVV) disse que o país é o segundo mais violento da região, depois de El Salvador. No ano passado houve 14.589 homicídios. Empresas de segurança privada rejeitam a nova legislação que os controla. Afirmam que não é parte das agências de segurança pública pelo contrário, são entidades privadas de natureza comercial e objetos de contratos particulares. Há mais de 400 empresas na Venezuela fora da lei. Com licenças para operar há mais de 10 mil.
PERU Cerca de 50 mil pessoas trabalham na segurança do país. Mais da metade de todos os trabalhadores (55,9%) estão concentrados na região de Lima. Ainda, há um número semelhante ou maior de trabalhadores informais no setor. O aumento de trabalhadores no item segurança privada é por causa da falta de segurança no país. G4S e Prosegur estão entre as empresas com maior presença no mercado. Uma das características do setor no Peru são a rapidez e a informalidade na formação de algumas empresas, nas quais a preparação, logística e avaliação dos profissionais não são uma preocupação central.
BOLÍVIA A insegurança civil tem crescido acentuadamente. Entre os assaltes estariam peruanos e colombianos. Os pontos preferidos pelos assaltantes são as financeiras, casas de câmbio, comerciantes, os comerciantes de rua livre e joalheiros. Até recentemente, com a promulgação de uma lei, a Bolívia foi o único país das Américas, em que a segurança privada não tinha armas de fogo. Existem 52 empresas de segurança privada, das quais apenas 20 são legais. Atualmente 11 empresas estão operando. O rápido crescimento da guarda privada é atribuído ao estabelecimento de grandes empresas. Há também muitas empresas, onde há uma alta rotatividade de pessoas que trabalham por períodos curtos.
EQUADOR Desde julho de 2008 é válida a Lei de Vigilância e Segurança Privada do país. Existem cerca de 1.500 empresas e cerca de 80 mil agentes de segurança. Segundo a nova lei, as funções de segurança privada serão implantadas dentro das empresas, indústrias e edifícios, devendo ainda ser utilizada apenas nos locais autorizados para armas. A Câmara de Segurança Privada no Equador indica que de suas empresas afiliadas, 20% foram fechadas a nível nacional por vários motivos, um deles é a restrição ao porte de armas (uma arma para cada dois guardas no mesmo lugar). Com isso, os custos dos serviços aumentaram e os clientes têm diminuindo. Em fevereiro de 2009, começaram a operar no país 1.091 empresas. Também há muitas empresas ilegais.
ARGENTINA Em outubro de 2008, a Câmara de Vereadores de La Prata, formalizou o pedido para declarar estado de segurança de emergência na cidade, este último tornando-se mais seguro na Argentina. A expansão do setor da segurança privada é tão importante que, no primeiro semestre de 2008, a demanda por itens eletrônicos registrou entre 7 e 10%. O número de vigilantes no país cresceu 11% nos últimos dois anos. Em 2007, eram 135 mil. Em 2008, o número chegou a 142 mil e no ano seguinte foram registrados 150 mil. Em 2009 o setor movimentou 310,5 milhões de dólares por mês, 35% a mais do que em 2007. As quatro principais causas do crescimento no setor foram: a presença de duas multinacionais, o crescimento econômico do país, a terceirização e o aumento da população urbana e da criminalidade.
PARAGUAI Atualmente, o país discute um projeto de lei para regulamentar o setor. O texto define a segurança como uma atividade privada auxiliar ao serviço público. Em 2009, a polícia autorizou 14 novas empresas de segurança. A demanda por guarda-costas aumentou desde que muitas pessoas apareceram em uma lista de potenciais vítimas de seqüestro, criada pelo Exército do Povo Paraguaio. Em 2008, a indústria da segurança privada cresceu 30%. No 5º Encontro de Empresas de Segurança Privada no MERCOSUL (2008), realizado no país, representantes das empresas pediram ao Estado políticas e legislações de segurança claras, para se ter padrões de trabalho condizentes com as necessidades atuais para erradicar as empresas que trabalham na clandestinidade. Em 2008, o setor de segurança empregava 7 mil pessoas treinadas, mas ainda há muito necessidade de pessoal capacitado. Além disso, a atividade informal é grande. Sistemas eletrônicos de segurança também têm crescido com a demanda de empresas, pessoas e veículos.
CHILE Em 2008, o país teve 86.472 vítimas de assaltos violentos. O número de alarmes em residências dobrou em três anos. O número estimado de vigilantes é de 120 mil. Cerca de 1.170 empresas estão registradas e prestam serviços principalmente na área industrial. Quase metade do mercado é composto por empresas com menos de 100 vigilantes. Porém, cerca de 4% das empresas têm uma equipe com mais de três mil pessoas. Há uma crescente presença de multinacionais: G4S: 8 mil e 400 guardas/ Securitas: mais de 3 mil pessoas / Prosegur: cerca de 3 mil guardas / Securicorp: cerca de 1.800 guardas.
URUGUAI Especialistas dizem que no Uruguai o crime é uma realidade crescente. A tecnologia tem sido aliada ao crime. A crise social tem desempenhado um papel importante nas mudanças que a segurança registra no Uruguai para cada cidadão. Ao mesmo tempo, a indústria da segurança privada tem crescido. Um dos pontos fracos do setor é a formação inadequada dos profissionais que realizam os trabalhos de segurança privada. Várias multinacionais operam no mercado. Entre elas, a G4S se destaca.
Matéria: Revista Vigilante em Foco 2010

12 de abr. de 2010

COMO SURGIU O CORPO DE BOMBEIROS NO MUNDO E BRASIL

SEGURANÇA PÚBLICA
Esta é uma homenagem aos nossos heróis que estão sempre alerta e disposto a salvar vidas, seja em qualquer lugar, a qualquer momento, em qualquer missão lá estão os bombeiros fazendo jus ao lema”MISSÃO CUMPRIDA”, não podemos esqueçer o desempenho desses profissionais em algumas missões que recentemente marcaram como 11 de setembro 2001,Haiti 2010, e recentemente nos desmoronamentos do estado do Rio de Janeiro / Brasil, por estas e muitas outras missões fazemos aqui um pequeno resumo da história de como esses profissionais surgiram no mundo e no Brasil. Em geral, as primeiras organizações contra incêndios, surgiram pela necessidade de se evitar possíveis incêndios e perdas insuperáveis. Em épocas remotas, esgotar as chamas de um incêndio de grandes proporções era obra impossível, devido aos precários recursos quando a prevenção tornava-se a melhor solução contra o fogo. HISTÓRICO MUNDIAL DO CORPO DE BOMBEIROS - ORIGEM 27 A. CRISTO - A origem dos Corpos de Bombeiros remonta à origem do emprego do fogo pelo homem. Uma das primeiras organizações de combate ao fogo de que se tem notícia, segundo Care Z. Peterson foi criado na antiga Roma. Augusto, que se tornou Imperador em 27 A.C., formou um grupo de "vigiles". Esses "vigiles" patrulhavam as ruas para impedir incêndios e também para policiar á cidade, através de patrulhas e vigilantes contra incêndios. Neste período da história, o fogo era um problema de difícil resolução para os ¨vigílias¨que contavam com métodos insuficientes para a extinção das chamas. Uma das normas mais antigas de proteção contra incêndios foi promulgada no ano de 872 em Oxford, Inglaterra, estabelecendo um toque de alerta, a partir do qual se deviam apagar todos os incêndios que estivessem ocorrendo naquele momento mais tarde, Guilhermo, o Conquistador estabelecia um toque de alerta geral em toda a Inglaterra, dirigindo tanto a que se apagassem os fogos como as revolta no país. Um fato interessante da história, é que em 1666 na Inglaterra, já haviam Brigadas de Seguros Contra Incêndios sendo formadas por Companhias de Seguros e que eram as mesmas que decidiam pelas localizações das Brigadas. Sabe-se muito pouco a respeito do desenvolvimento das organizações de combate ao fogo na Europa até o grande incêndio de Londres em, 1666. Esse incêndio destruiu grande parte da cidade e deixou milhares de pessoas desabrigadas. Antes do incêndio, Londres não dispunha de um sistema organizado de proteção contra o fogo. Após o incêndio, as companhias de seguro da cidade começaram a formar brigadas particulares para proteger a propriedade de seus clientes. Em Boston, depois de um incêndio devastador que destruiu 155 edifícios e certo número de barcos, em 1679 houve a fundação do primeiro Departamento Profissional Municipal Contra Incêndios na América do Norte. Boston importou da Inglaterra uma bomba contra incêndios e no Departamento haviam empregados 12 bombeiros e um chefe. Já em 1715, a cidade de Boston já contava com seis companhias que dispunham de bombas d’água. Em mesma época também eram organizados nas comunidades de Massachusetts sistemas de defesa contra o fogo tais como exigências que em cada casa houvesse disponível cinco latas, (tipo balde). Em caso de incêndio era dado alarme através dos sinos das Igrejas e os moradores de cada casa passavam então a organizarem-se em grandes filas, desde o manancial mais próximo até o sinistro, passando as latas de mão em mão. Aqueles que não ajudavam eram sancionados com multas de até U$ 10,00 pelo chefe dos bombeiros. Com falta de organização e disciplina dos bombeiros voluntários, bem como a resistência à tecnologia que despontava com a introdução de bombas com motor a vapor, ocasionou a organização dos departamentos profissionais contra incêndio tendo-se registro que em 1º de Abril de 1853 em Cinccinati, Ohio, entrou em serviço uma organização profissional de bombeiros com bombas a vapor em veículos tracionados por cavalos. Anos mais tarde, também Nova York substituía os bombeiros voluntários pelos profissionais que utilizavam estas bombas. As primeiras escolas de bombeiro surgiram em 1889, Boston e em 1914, Nova York para transformação dos quadros profissionais de maiores e menores graduações. Na época das primeira e Segunda Guerra Mundial os Corpos de Bombeiros encontravam-se estruturados e atuavam em sistemas de dois turnos. Todavia face às necessidades muitas vezes seguiam trabalhando para erradicar sinistros advindos dos bombardeios, com jornada de até 24 horas, passando a tornar-se comum tal prática, trabalhando mais horas que outras categorias profissionais e com isso consolidando-se esta situação, a partir de então. Bombeiros no Brasil No Brasil o serviço de bombeiro mais conhecido é o mililtarizado. Porém também existe o bombeiro civil; o qual é empregado nas empresas (normalmente nas brigadas de incêndio) ou participa de atendimento público como voluntário ou contratado, ou ainda como funcionário municipal. No Brasil existem mais de 5.500 municípios e, destes, menos de 350 possuem bombeiros militares. A solução, principalmente na região sul do país, tem sido os bombeiros civis, que atuam como voluntários em ONGs. No Estado do Paraná existe o Projeto Bombeiro Comunitário, que é uma parceria entre o Estado do Paraná e os municípios, onde o governo estadual fornece viaturas, o financiamento para a construção dos Postos de Bombeiros e coloca à disposição um bombeiro militar (sargento), pertencente ao Corpo de Bombeiros, que será o responsável pelo treinamento do efetivo, realização de vistorias técnicas e organização geral do posto; e as prefeituras municipais colocam à disposição funcionários municipais, denominados Agentes de Defesa Civil. O projeto se destina aos municípios que possuem um índice menor de ocorrências, para dar uma primeira resposta no combate a incêndios à população destes municípios. Para se tornar um bombeiro militar é preciso prestar concurso público e passar por um curso de formação. Já para ser bombeiro voluntário faz-se necessário procurar um Corpo de Voluntários e submeter-se a um treinamento básico para poder desempenhar as atividades. Na maioria dos estados do Brasil o Corpo de Bombeiros Militar é autônomo. Somente nos estados de São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Bahia são vinculados administrativamente ao Comando da Polícia Militar e à Secretaria Estadual de Segurança Pública. No estado do Rio de Janeiro o Corpo de Bombeiros Militar está vinculado à Secretaria Estadual de Saúde e Defesa Civil. O Bombeiro Civil existe como profissional nos grandes centros desde os idos anos de 1960, principalmente nas grandes montadoras automobilísticas e metalúrgicas.Como voluntário desde 1835. Para ser um Bombeiro Civil a pessoa precisa ser aprovada em um curso de formação regido preferencialmente pela NBR 14608 da ABNT e recentemente pela Lei 11.901 de 12 de Janeiro de 2009. Existem várias escolas em todo pais e poucas sérias, mas ainda não existe regulamentação aprovada (alguns projetos de lei são expressivos), dando margem a ilegalidades pouco ou nada combatidas. Certo é que o Bommbeiro Profissional Civil, já conquistou muitos avanços, entre eles a NBR 14608 da ABNT e sua Menção na IT 17 Item 5 do Decreto Estadual 46076 de 2001 que culminou com a Lei 11.901 acima mencionada. Um dos grandes desafíos do bombeiro profissional civil no Brasil é a união, bem como ser dotado de aparelhamento e especilaizações como o bombeiro militar, uma vez que ao contrário daquele, este tem que pagar por sua especialização. Não a obtem às custas do estado. Há ações isoladas como a do Grupamento Organizado de Bombeiros Civís de São Paulo, outra grande referência no apoio ao Bombeiro Civil, está no trabalho feito pelo Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro, que passou a avaliar e credenciar o Bombeiro Civil em atuação naquele estado.
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11 de abr. de 2010

TÉCNICAS DE DIREÇÃO AGREGAM MAIOR SEGURANÇA AO TRÂNSITO

TÉCNICAS OPERACIONAIS
Como o trânsito se tornou um dos locais com maior incidência de crimes, um número cada vez maior de pessoas recorre a cursos de direção com o intuito de se proteger da violência, sobretudo nos grandes centros urbanos onde o trânsito é um caos o qual no leva a ter técnicas de direção e rotas alternativas de fuga, para nós profissionais de segurança é essencial termos essas técnicas. Conheça nessa matéria um artigo de Roberto Costa, instrutor de técnicas de direção e alguns conceitos de direção defensiva, evasiva, ofensiva. Além disso, saiba como agir durante uma fuga e como os veículos podem ser preparados e utilizados para proteger seus ocupantes. Existem três tipos de direção para o usuário comum. A defensiva, a evasiva e a ofensiva. Cada uma delas exige do condutor do veículo habilidades específicas. Vamos entender um pouco a respeito de cada uma delas. Vale lembrar que para os desportistas existem outros tipos de direção, como velocidade, regularidade, off - road, entre outras modalidades. Direção Defensiva A direção defensiva é aquela que aprendemos no CFC- Centro de Formação de Condutores (Auto – Escola) e que o governo regulamenta pela sua legislação de trânsito. Consiste em dirigir atentamente, observando todas as normas previstas no código de trânsito de modo objetivo como placas de sinalização ou de modo subjetivo, manifestando pelo bom senso, educação, etc... Segundo o piloto de provas César Augusto Urnhani, da Pirelli, o carro possui um pacote tecnológico incrível em que a maioria dos motoristas desconhece. Um grande exemplo é o freio ABS. Muitos acreditam que sua utilidade é apenas para frear melhor. Isso não é verdade. O freio ABS serve para proporcionar dirigibilidade durante uma frenagem. Ou seja, se o seu carro não possui esse sistema, saiba que durante uma frenagem, mesmo que você tente virar o volante para esquerda ou para direita, o veículo vai em frente, justamente por suas rodas e pneus estarem “travados”. Já o sistema ABS não permite o travamento das rodas e lhe proporcionará desviar do obstáculo à sua frente. Ainda de acordo com Urnhani, conhecer o equipamento é a principal tarefa do condutor responsável. “Direção defensiva é dirigir bem para si e para os outros”, afirma Ingo Hoffman, piloto de provas e campeão de diversas competições automobilísticas no Brasil. Esta é a máxima do motorista defensivo. Significa dirigir de maneira planejada, tentando antecipar sempre o que possa ocorrer à nossa frente. Vejamos algumas situações adversas: -Luz- intensidade de iluminação natural ou de veículos à frente; -Tempo – chuva, neblina, frio, calor; -Pista – irregularidades da pista, curvas, aderência, acostamento, lombadas, animais, árvores; -Trânsito – outros condutores, períodos de pico, interação de todos, pedestres, pontos de ônibus; -Veículo – freios, pneus, água, acesso ao volante e pedais, espelhos retrovisores, cintos de segurança, nível de combustível, lâmpadas, limpadores de pára-brisas, buzina, amortecedores, e suspensão são itens que merecem revisão constante. -Motorista – fadiga, embriaguez, sonolência, dificuldades visuais e auditivas, mal estares físicos generalizados, ingestão de bebidas alcoólicas, sobrecarga do veículo, movimentos dentro do veículo (atender ao celular, apanhar objetos, escreve, ler, comer), ingestão de medicamentos, distância do veículo à frente. Direção Evasiva A direção evasiva, por sua vez, consiste na realização de manobras para situações de emergência, tais como acidente de trânsito, surpresas na pista, emboscadas para seqüestros, roubos, entre tantas outras. Além das manobras de direção defensiva, ou seja, prever o que poderá acontecer à nossa frente, ultimamente, temos sentido a necessidade de saber reagir a uma situação de emergência. Daí a importância dos conhecimentos de frenagens em situações de emergência (com ou sem freio ABS), giros de 180º de frente e de ré (conhecidos como cavalo de pau), slalons (ziguezague), controle do veículo em derrapagens de frente e de traseira. César Augusto Urnhani, da Pirelli, ensina que a primeira providência a ser tomada é ocupar adequadamente o assento do veículo. Você sabia que os pilotos de competição utilizam cintos de seis pontos? Nós usuários comuns, utilizamos de três pontos (um na coluna B do veículo, outro no centro e o último na lateral esquerda do nosso corpo). O objetivo é fazer com que o corpo esteja o mais preso possível, de maneira que fiquem livres apenas os braços e pernas. Além disso, o encosto de cabeça deve estar alinhado aos olhos e a distância dos braços e das pernas deve ser suficiente para que ao pisar na embreagem, ainda haja um ângulo no joelho, assim com ao esterçar o volante, sobre um ângulo no cotovelo. Outra importante dica do piloto: qual a posição correta de segurar o volante? Imagine que ele é um relógio. A posição correta é 14h45min, ou seja, 15 para as 3. Com essa posição é possível o controle do veículo. Supondo que você tenha habilidades em manobras evasivas, é sempre primordial conhecer o itinerário e a pista. É preciso ter em mente que tudo está contra o motorista. Óleo na pista, pedras, buracos, saliências que podem transformar-se em alavancas, são armadilhas bastante perigosas em manobras evasivas. Por isso, é importante e recomendável observar a pista antes de tentar qualquer manobra. As manobras mais simples, como por exemplo, a frenagem e virar uma rua qualquer à direita ou esquerda, geralmente são muito mais eficientes que um excelente giro de 180º. Outra dica muito importante durante uma fuga diz respeito à concentração. É importante que o motorista concentre-se na fuga e não no seu veículo ou no “bandido”. Assim, mantenha o foco de sua atenção nas possibilidades de fuga. O objetivo não é confronto, portanto, visão de fuga deverá ser priorizada em sua mente. A partir disso, treinar é o caminho. Infelizmente não é possível adquirir habilidades apenas lendo este ou qualquer artigo. Portanto escolha um bom curso de direção evasiva e treine muito. Direção Ofensiva Entre os métodos de direção disponíveis ao usuário comum, há ainda a direção ofensiva, que consiste em utilizar o veículo como um instrumento de ataque, como se você tivesse uma arma em suas mãos. Ou seja, você “bate” em pontos específicos no veículo inimigo e produz um movimento que lhe favoreça. Para isso é imprescindível contar com conhecimentos de física, sobretudo, sobretudo dinâmica de movimentos e forças, além de uma boa dose de mecânica. Ou você pensou que bastaria “tocar” no outro veículo que tudo estaria resolvido, como acontece nos filmes de televisão? Não é assim. Saiba que isso pode lhe custar um belo acidente e imobilizar o seu veículo. Atualmente, no Brasil quase não há curso que treine tais habilidades. O custo de programas de ensino que treine essas habilidades ainda é muito caro. No entanto, os profissionais de segurança privada e pública devem dominar completamente a direção defensiva e evasiva. Para aqueles que dirigem viaturas policiais ou veículos de empresas de segurança também é fundamental conhecer tais técnicas. Enfim, dominar o equipamento que está à sua disposição de forma que ele seja um instrumento para você e não um pesadelo. Em resumo, treinar, treinar e operar eis o mandamento, um dos filmes que mostra grandes técnicas de direção defensiva, evasiva e ofensiva é o Carga Explosiva 1,2 e 3 que vale apena conferir. NÃO SE ESQUEÇA USE O CINTO E SE BEBER NÃO DIRIGA.
Autor: Roberto Zapotoczny Costa – é instrutor do curso BMW Driver Training Protection. Ex-policial militar com atuação no Serviço de Inteligência e na Proteção Executiva do Governo do Estado de São Paulo / Brasil. Matéria: Jornal da Segurança
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9 de abr. de 2010

RONDÔNIA É CONDENADA A INDENIZAR VIGILANTE QUE SOFREU ABUSOS DE UM POLICIAL MILITAR DURANTE ABORDAGEM

NOTÍCIAS
Por maioria de votos, os membros da 1ª Câmara Especial do Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia deram provimento ao recurso interposto por João Batista do Nascimento. O acórdão foi publicado no Diário da Justiça desta quarta-feira, 7. O apelante ganhou o direito de ser indenizado pelo Estado de Rondônia em virtude de ter sido abordado de forma abusiva por um policial militar. No 1º grau de jurisdição, o magistrado havia julgado improcedente os pedidos formulados pelo vigilante que sofreu abusos durante uma abordagem feita por um policial militar.Segundo consta nos autos, o Apelante exercia a função de vigia noturno na Rua: do Pandeiro, Bairro Castanheira, em Porto Velho - Rondônia / Brasil. Disse que na data de 17/09/2007, às 03:45 horas, enquanto realizava ronda noturna naquele local, avistou um suspeito saindo em disparada, ocasião em que começou a gritar “pega ladrão”, e, em seguida, utilizando-se de um telefone público, entrou em contato com a Polícia Militar. Argumentou ainda que, minutos após a ligação, foi surpreendido com a presença de Rubemar Moraes de Souza, que se identificou como sendo Policial Militar. Segundo ele, o policial passou a acusá-lo de ser um dos suspeitos do ato delituoso, agredindo-o tanto psicologicamente quanto fisicamente, com empurrões, chutes e tapas em sua coluna. Afirmou ainda que apesar das inúmeras tentativas de informar o PM que se tratava de um vigia daquela rua, nada adiantou, sendo submetido a toda espécia de humilhação, inclusive com a introdução de arma de fogo em sua boca. Preso, algemado e jogado no porta-malas do veículo particular do policial, que encontrava-se de férias em Porto Velho, foi encaminhado à Delegacia Central de Polícia, onde permaneu por mais de 4 horas.Na sessão de julgamento, os membros da 1ª Câmara Especial do TJ RO entenderam que atua como preposto estatal, o policial que, mesmo de folga ou férias e civilmente trajado, invoca sua condição de militar para proceder abordagem. “Os excessos ou abusos cometidos em tal abordagem são passíveis de responsabilização civil do tipo objetiva, se evidenciado o nexo causal”, concluiram os magistrados que votaram pela procedência do recurso.
Fonte: ABSO-SP
Publicado: http://segurancaprivadadobrasil.blogspot.com

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