"NÓS PROFISSIONAIS DE SEGURANÇA, NÃO QUEREMOS SER QUALIFICADOS E SIM OS MELHORES"

SUA PROTEÇÃO É A NOSSA PROFISSÃO

SUA PROTEÇÃO É A NOSSA PROFISSÃO

22 de jan de 2010

A PROFISSIONALIZAÇÃO DA SEGURANÇA PRIVADA

SEGURANÇA PRIVADA As atividades profissionais em geral tem se tornado cada dia mais técnicas. Num mundo globalizado, informatizado e em crescimento vertiginoso, não há mais espaço para profissionais amadores, que desenvolvem suas atividades apenas por experiência ou por "ouvir dizer".No campo da segurança pública as polícias tem sido cobradas a atuar de maneira científica, através de métodos preventivos e estratégias que evitem o confronto direto com os criminosos e o desgaste perante a população. E como os órgãos da segurança pública não têm conseguido dar conta do recado, a atividade de segurança privada vem ganhando maiores proporções e força a cada dia. Tendo hoje as empresas admitindo ou investindo em profissionais com vários cursos na área de segurança.Existe ainda no Brasil uma certa resistência quanto à segurança privada. Alguns órgãos policiais vêem a atividade como uma concorrente, e tentam disputar ou desabonar o trabalho dos vigilantes. No Brasil está em estudo ainda se possível no ano de 2010 à criação do Estatuto da Segurança Privada que vai impor algumas alterações no ramo de segurança privada dentre elas a proibição de funcionários de segurança pública atuando na área privada como serviço extra o famoso “bico” bem como o de abrir empresas de segurança. Nos Estados Unidos, verifica-se um quadro totalmente diferente. É como se a segurança privada fosse uma extensão dos órgãos da segurança pública. Dentro da sua área de atuação, o vigilante possui o status de um policial. Os policiais, por sua vez, são sempre bem recebidos pelos vigilantes, e ambos se consideram como companheiros de profissão.É claro que ainda chegaremos lá. Para isso, é preciso fazer um bom trabalho de orientação junto aos órgãos de polícia civil e militar, guardas municipais, especialmente a nível de comando, e também buscar uma maior profissionalização do vigilante. Chega de ter que vermos vigilantes organizando filas de bancos, entregas de senhas, registrando veículos em estacionamentos, serviços administrativos de portaria, recepção, balanceiro, cuidando de afazeres diversos de sua atividade fim. A função do vigilante é claramente descrita pelo próprio nome: "vigilante".Mas o que fazer para realmente profissionalizar os nossos vigilantes? Somente através de uma boa seleção, treinamento apropriado e um trabalho de esclarecimento da classe, através de uma associação ou sindicato ativo que defenda os direitos dos seus integrantes e busque a melhoria das condições de trabalho. EM BUSCA DO PROFISSIONALISMO Alguns fatores são fundamentais para a profissionalização do vigilante. Aliás, não só do vigilante, mas da maioria de profissionais de segurança privada. Costumamos chamar estes fatores de fundamentos da atividade de vigilância. Eis aqui alguns deles: · Conhecimento da missão - é o conjunto de conhecimentos, em sua maioria teórica, indispensável para o desempenho da atividade de segurança privada. Inclui o direito penal, as leis e regulamentos específicos da atividade, e ainda as normas peculiares de cada frente de serviço. · Treinamento - é a aplicação prática dos conhecimentos adquiridos pelo vigilante. Reúne as técnicas policiais, o uso de equipamentos, armas, as lutas e outras habilidades imprescindíveis. E lembre-se: treinamento não se faz só uma vez. Dia após dia é preciso praticar, discutir e reavaliar as técnicas usadas no trabalho. A lei 7.102/83 foi benevolente ao estabelecer a reciclagem de dois em dois anos; a meu ver deveria ser feita no máximo de seis em seis meses. · Planejamento - toda atividade profissional tem que ser planejada. Planejar é estabelecer métodos e procedimentos, é definir estratégias, é antecipar-se às dificuldades. Planejar é cuidar das coisas importantes antes que elas se tornem urgentes. No planejamento, está escrito que se isso acontecer... faz-se aquilo. Quantas empresas possuem um plano de segurança efetivo? · Impessoalidade - no desempenho de uma atividade profissional, é preciso se despir de opiniões pessoais. Não é o José ou o João que está ali: é um vigilante. Nós cumprimos as normas, com igualdade para todo o público. Os problemas pessoais, o mau humor e as dívidas ficam para depois. · Postura e compostura - as sensações transmitidas a uma pessoa pela simples visão do vigilante são decisivas na solução de problemas. Um vigilante bem uniformizado, equipado e bem posicionado impõe enorme respeito a quem o vê. Se ao dirigir-se às pessoas o faz com educação e respeito, então, este sim, é um bom profissional. · Capacidade de julgamento - é o que costumamos chamar de "bom senso". É o dom de avaliar as situações e decidir como atuar diante delas, de uma forma ponderada. · Atenção - é grau de comprometimento do vigilante com o trabalho que está desempenhando. É essencial para a prevenção de ocorrências em seu local de trabalho. Estes são só alguns dos itens com os quais o profissional de segurança deve se preocupar. “Tenha sempre em mente: o conhecimento é a chave do sucesso”. Ainda mais no caso da atividade de segurança, onde a sua própria vida e a de outras pessoas estão em jogo.
Autor: Rodrigo Victor da Paixão *O autor é Capitão da Polícia Militar do Estado de Goiás, ex-comandante do GATE e lotado na Sup. de Segurança do Governador. Atualmente está no Haiti a Serviço da ONU em missão de Paz.

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